Surgiu uma notícia no Egito que caiu nos ouvidos de
Faraó e, ele claro, ficou preocupado:Dizia que nasceria um menino e este
libertaria todos os escravos do velho careca Faraó. O que?! Ele
deu uma ordem para matar todos os recém nascidos do sexo masculino.
O nenê Moisés era hebreu, mas, foi criado no Egito.
Só foram descobrir dessa surucutéia, quando o nenê crescera.
Já tinha barba, bigode, pelos no sovaco e escroto, ou seja: Moisés já era um
homem.
Os hebreus eram escravos do careca Faraó, rei do
Egito, um cabra mais forte do que o ódio. E Moisés, à surdina, foi crescendo no
palácio, como egípcio. Faraó lhe dava de tudo, até danoninhos. Era mais mimado
do que carrapato chupando teta de vaca.
Um dia, Moisés viu um dos soldados egípcios de
Faraó, batendo em Soizés, conterrâneo hebreu de Moisés. Pode parar! Moisés,
cego de ódio, pegou uma peixeira e matou aquele soldado malvado. Para não
sobrar pra ele, fugiu dali feito um veadinho quando vê uma cobra das grandes.
Correu tanto que foi parar no deserto, onde o que mais tinha era areia. Vixi! O
sol era de rachar as solas dos pés, de tão quente. Moisés sentiu uma sede da
peste, mas, ali, não tinha água não. Tirou sua camiseta regata que estava
molhada de suor e não deu outra: torceu sobre o bocão e engoliu a água suada e
salgada. A sede era tanta que ele tirou sua cueca e meias e fez o mesmo.
Atravessou todo aquele deserto e não viu sequer um
camelo para descansar sua bunda. Chegou numa vilinha deserta que só morava
uma família: o velho Jetro e suas sete filhas. Vixi! Mas, as bichanas do velho
eram lindas demais, sô! O velho Jetro gostou tanto do jeito quietão de Moisés
que lhe disse no ouvido:
- Vou ajeitar um dos meus pêssegos pra
você. Ou vai querer todos?
- Fofrigado, feu Fetro. Fó fuma fa fom.
Xii! Moisés era fanho! Ele quis dizer: “Obrigado,
seu Jetro. Só uma tá bom”.
Ele escolheu a menos linda para alegria das outras.
Ficou lá na casa do velho Jetro, comendo, bebendo, dormindo e coçando o saco,
até que um dia se cansou. Chamou Séfora, sua mulher.
- Féfora, fa fendo faquela fontanha fá?
Ou seja, ele quis dizer: “Séfora, tá vendo aquela
montanha lá?”
Séfora responde:
- Sim, eu não sou cega.
- Foi fé, feu fou fubir faté fa fem fim afra fer Fe
fencontro fom Feus.
Vixi! Ele quis dizer: “Pois é, eu vou subir até lá
em cima pra ver se encontro com Deus”.
E não é que Moisés subiu a montanha mesmo? Chegou
até o pico dela, quando, de repente, viu uma sarça queimando. E ele, meio
assustado quis descer daquela montanha num pulo só, quando ouviu a voz de Deus.
- Moisés! Não temas problemas. Tire essas suas
chineletas de seus pés, porque elas estão possessas de carniça e, o local onde
tu pisas é sagrado, compadre. Tenho um trabalho bom para você, vagabundo.
E Moisés, mijado de medo, tira suas chineletas e
joga-as longe e fica ouvindo a voz de Deus.
- Você vai voltar pro Egito e dizer pro Faraó o
seguinte: Vim buscar o povo sofrido e pronto.
Moisés coça seus pés.
- Fo fode fer frincadeira, Fenhor. Fe feu falar
fisso Fo Faraó, fele Fe fata fa fora.
Ou seja, ele quis dizer: “Só pode ser brincadeira,
Senhor. Se eu falar isso pro Faraó, ele me mata na hora”
Deus joga um cajado no solo sagrado e diz:
- Pegue este cajado, pegou?
E Moisés pega o cajado e, Deus diz:
- Pois é, tem uma aberturinha secreta aí nele. Da uma olhada e abra lentamente. Abriu?
E realmente tinha mesmo uma aberturinha e, opa! De dentro do cajado sai uma cobra viva das maiores e ela queria só brincar com Moisés que corria dela. E Deus rachava o bico de tanto rir.
- Não temas problemas. Esta cobra é celestial e não faz mal. Sua missão aqui na terra é somente comer outras cobras. Você vai levar este cajado lá no palácio do Faraó e fazer o truque, mas, tem que ser jogo rápido e, pronto. Faraó vai ficar com medo quando a sua cobra comer as cobras dele e o angu do nenê tá pronto. Tire o meu povo do Egito e boa.
- Fa, fa, fa! Fo Fenhor facha Fe fai fer fão fácil fassim? Farece Fe febe, Fenhor.
Ou seja, ele quis dizer: “Há, há, há! O Senhor acha que vai ser tão fácil assim? Parece que bebe, Senhor”.
Deus joga um vidrinho no chão, mas ele não se quebra.
- Pegue este vidrinho. Pegou?
E Moisés pega o vidrinho e diz Deus.
- Abra o vidrinho. Abriu? Observe que é uma aguinha vermelha e ela também é celestial. Uma gotinha desta aguinha é capaz de deixar toda a água do Rio Nilo vermelha. Vão pensar que é sangue. Vão ficar com medo e o café da vovó tá pronto. Faraó vai liberar o meu povo.
Moisés ainda estava duvidoso.
- Feu Feus! Fo Fenhor fabe Fe fou fesado fra falar forque fou fanho. Fe Faraó fão fai Fe fentender fireito.
Ele quis dizer: “Meu Deus! O Senhor sabe que sou pesado pra falar porque sou fanho. E Faraó não vai me entender direito”.
Deus diz:
- Nem ele, nem eu e o escritor já cansou de traduzir. Leve teu irmão Arão contigo e, só fale o necessário. Se o truque da cobra e do sangue não adiantar, eu faço uns daqui e boa. Mas, que o povo vem, vem, neném.
E Moisés chega no Egito descalço, com cascas e
cascões na sola dos pés. Entra no palácio com seu irmão Arão e Faraó racha o
bico de tanto rir daqueles truquinhos, porém, fica preocupado quando suas
cobras são engolidas E assim, Moisés volta para o Egito, chegando lá vivas pela
cobra de Moisés. E Deus manda várias outras pragas e, um dia, Faraó se cansa,
chega pra Moisés e diz:
- Não agüento mais essas pragas de moscas e tudo
quanto é tipo de imundície. Suma daqui com este povo e não volte mais. Só que
tem o seguinte: aqui no Egito, esse povo tinha de tudo, principalmente, fartura
de comida. Quero ver se terá tudo isso nessa tal terra prometida que tu falas
tanto.
E, Moisés, estupidamente tira o cajado das mãos do
irmão Arão e toca nas águas do mar que, milagrosamente se abrem.
Faraó, de longe, fica pensando: “Esse truque eu
queria aprender a fazer”.
Enquanto isso, até o povo atravessar aquele mar em
terra seca, uns hebreuzinhos espertos fazem fogaréu para impedir que Faraó e
sua tropa os alcance. Quando o povo acaba de atravessar o mar, o fogo se apaga
e vem Faraó com sua tropa para pegá-lo e, o mar se fecha. Moisés, Arão e todo
aqueles hebreus escravos do Egito dão glórias e glórias, glórias e glórias e
glórias. Seria aquela a terra prometida?
Vixi! Todo o exército do velho careca, ruim e
safado, morre afogado no Rio Nilo.
Na terra que chegaram não tinha nada, ou seja:
tinha areia e muito sol. Nem uma bendita sombra havia. O calor era tanto que
ovos de galinha já nasciam fritos. O povo queria beber água. Moisés tenta
acalmar o povo:
- For far fuma fubidinha fápida fo fico fa fontanha
fra falar fom Feus.
Ele quis dizer: "Vou dar uma subidinha rápida
no pico da montanha pra falar com Deus".
O povo estava irritado com Moisés, porque era
difícil entendê-lo. Subiu na montanha e cadê que ele desceu rapidinho? E os
comentários eram muitos:
- Moisés deu um perdido em nós.
- Esse papo de subidinha rápida é caô. Ele foi é
pro céu.
Foi aí que o povão revoltado disse em uma única
voz: "Nós somos muitos, não somos fracos, somos sozinhos nesta
multidão".
Pegaram pelo pescoço, barba e bigode de Arão,
(irmão de Moisés) e lhes dá uma ordem:
- Faça um bezerro de ouro pra gente adorar se não
vamos te matar, irmão do fujão.
Num instante, arrumaram um caldeirão a Arão,
colocaram dentro dele, brincos, correntes tudo de ouro e, em poucas horas, o
bezerro estava pronto. E o povo, adorando aquele bezerro, cai numa suruba
infernal, já que tudo era lícito por não haver lei. Vixi! Quem vindo de lá de
cima da montanha? Moisés com duas tábuas de pedras nas mãos escritas pelo dedão
de Deus. O povo queria matar Moisés.
- Seu velho fanho e gagá, o que é isso que tens em
mãos?
E Moisés responde:
- Fos fez fandamentos.
Ou seja, ele quis dizer: "Os dez
mandamentos".
E um hebreuzinho pergunta:
- Mas, Deus demorou tanto para escrever isso?
Quando Moisés, bate os olhos no bezerro de ouro,
fica louco. Joga aquelas tábuas de pedras no bezerro que se explode todo.
Feus fandos fe Faus fagradecidos. Focês fem fe
fespeitarem fas feis fe Feus.
Ele quis dizer: "Seus bandos de maus
agradecidos. Vocês tem que respeitarem as leis de Deus".
O povo temeu. Estava com muita fome, mas, comer o
que, naquela terra careca? Moisés, em pensamento, fala com Deus e, de repente,
chove maná (semelhantes a bolachas de mel) do céu.
O que?! o povo queria carne, comida típica, buchada
de bode e, não manás. Isso só aumentou a sede do povo. Cadê água naquela terra
careca? O povo reclama:
- No Egito, tínhamos de tudo, inclusive água e boa
comida.
- Aqui nesse deserto só tem bolachinhas de mel.
Queremos água.
Moisés
bate com seu cajado numa rocha e, que maravilha! Da rocha sai muita água para
todos os lados: pra beber, tomar banho e tudo.
E assim, o povo foi se acostumando com o maná, até que seus animalzinhos crescessem e fossem parar na panela.
Moisés, guiado por Deus, escreveu cinco livros bíblicos para que o povo de Israel não se perdesse. Depois, já bem velhinho, subiu na montanha e sumiu de vez. Nunca mais foi visto por ninguém. Sem dúvida, ele foi um grande homem, um grande escritor e profeta de Deus.
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