segunda-feira, 26 de agosto de 2013

UMA LEBRE ESPERTA



Pensem numa lebre dócil, carinhosa, amável e muito obediente. Sim, Hanny era tudo isso e digo mais: muito esperta. Seus hobbies prediletos eram pular e cheirar. Ela dava seus pulinhos (invejados pelas pulgas) no jardim e cheirava o perfume das flores, mas, deixava-as quietas. Não as comia não.

Hanny com seus pulinhos passeava pelo jardim e chegava até a casa imensa (tinha acesso livre para entrar e sair) onde moravam Dona Mania e suas três filhas Mani, Manialda e Maninice. E Hanny cheirava tudo: desde as sapatilhas de balé de Mani (a mais velha) até o aroma do café preparado por dona Mania que, coincidentemente, tinha mania de inventar coisas, como por exemplo: café com chantili com gemas de ovos, jiló com azeitonas portuguesas, bolo de melancia com creme de chocolate entre outras coisas.
Certo dia, Maninice, a caçula das filhas de Dona Mania, fez aniversário. O que?! Pensem numa festa. Sua mãe, que tinha mania de inventar de tudo, deu uma festa das porretas. Deixou rolar na vitrola ópera e fez uns bolos diferentes desses populares que todos conhecem. Tinha bolo de camarão com leite condensado, bolo de pepino com abacate e torresmos e, ela não entendeu por que razão, as cinquenta e uma crianças convidadas foram embora para suas casas assim tão cedo. Hanny com seus pulinhos cheirava a tudo e, nem mesmo ela ficou dentro daquela casa. Será que era por causa da ópera que rolava na vitrola? E eu fico me perguntando: será que coelhos e lebres gostam de ópera? Vai saber.
Sucedeu que um dia, quem fez aniversário foi Manialda, a filha do meio. O que?! Ela prendeu sua mãe (que tinha mania de tudo) num dos quartos da casa, porque, desta vez, quem ia dar uma festa diferente era ela. E Manialda fez uns deliciosos bolos na companhia de Lúcia (a autora do legítimo bolo prestígio Lúcia). Gente, a galera se fartou de tanto comer e, foi embora satisfeita para suas casas, é claro. O que?! Rolava até som de Bob Dylan na vitrola.
Pelas altas horas da noite, Manialda acorda em seu quarto e dá um sorrisinho típico daqueles de Juquinha quando ganha uma bala e um balão e diz pra si mesma:
- Agora vou provar do bolo que ninguém comeu: o bolo de cenoura que, nessas alturas, deve estar geladinho na geladeira me esperando.
Manialda vai até a cozinha e, quando abre a geladeira leva um susto.
- O que?! Quem comeu meu bolo de cenoura?
Ela caminha furiosa pela casa e, lá na sala, encontra Hanny folgadamente no sofá comendo o último pedaço daquele bolo de cenoura.
Sábios do mundo inteiro ainda não conseguiram desvendar este mistério: como é que a lebre Hanny conseguiu abrir a geladeira e levar até a sala aquele imenso bolo, já que sua mãe e irmãs juraram que não fizeram isso? Pois é, Hanny com seus pulinhos e cheirinhos se interessou apenas pelo bolo de cenoura, gente. Tinha ainda na geladeira muito bolo prestígio Lúcia, mas, ela nem provou, se bem que cheirou.  


Esqueceram de mim, babies? Não sou a Hanny e sim a Mani.
Há! há! há! há! há!





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UM AMIGO FIEL



Black era um lindo gato preto. Foi adotado quando ainda era pequenino por Dona Nova, uma velha rica que morava sozinha num baita casarão em Gramado – RS.

Black cresceu naquele casarão. Ele desfrutava do bom e do melhor. Comia até mesmo filé de peixe de primeira e caviar. Seu lugar predileto para tirar uma soneca da inércia de não fazer nada na vida, além de comer, beber e dormir, era no sofazão da sala. Pensem num sofá aveludado chique e muito bonito.

Certo dia, logo pela manhã, a velha Nova estaciona sua limusine em frente a seu casarão e, Black que tomava sol no jardim sentiu perigo a vista: é que a velha Nova não estava sozinha. Trazia consigo um lindo cãozinho da raça poodle que foi batizado pelo nome de White. Pensem nos glóbulos sanguíneos de um anêmico. Não. White era mais branco.
Black sentiu-se rejeitado no passar dos dias pela sua dona que já não lhe dava mais a mesma atenção de antes. O pior de tudo era que o cãozinho White parecia ser racista e tinha preconceitos com gatos como muitos cães. A presença de Black o deixava bastante irritado. Black não podia mais tirar sua soneca no sofazão aveludado da sala e muito menos passear pelo casarão. Namorar? Um dia, Black trouxe para conhecer o território onde morava, Belly, uma gata francesa e White a atropelou dali. Black era estupidamente perseguido por White. A velha Nova passava boa parte do dia na cidade fazendo compras e não sabia do que sucedia em seu casarão. 
. Sua empregada Nicinha (diarista) que vinha fazer faxina no casarão duas vezes por semana amava White, porém, não suportava Black e a nenhum gato.
Certo dia, a velha Nova foi sentar em seu sofazão aveludado e deu azar: sentou-se bem em cima de uma poça de urina. O que?! Ela ficou tão zangada que por pouco não matou Black de tanto que lhe bateu.
- Seu gato nojento! A partir de hoje não quero mais te ver na sala e, aliás, em nenhuma parte do meu casarão.
O que a velha Nova não sabia era que aquela urina exposta em seu sofá não era de Black e sim de White.
Nem sequer no jardim do casarão Black podia mais brincar com as borboletas. Era perseguido direto por White. Que cãzinho mau humorado e estressado, gente! O único lugar que Black sentia-se seguro era no telhado do casarão e, mesmo assim, White espumava de tanta raiva querendo pegá-lo.
Certa noite, já pelas altas horas, a velha Nova entra em pânico dentro de seu quarto e grita em desespero:
- Socorro! Socorro!
White que tinha acesso livre para entrar e sair daquele casarão vai até o quarto de sua dona e, simplesmente fica latindo, deixando Black que estava no telhado, curioso como todo gato é. E a velha Nova gritava em desespero:
- Socorro! Socorro!
O que será que estava acontecendo naquele quarto, gente? A velha gritando e seu cãzinho latindo e até uivando. Era um rato dos maiores que apavoravam os dois. Isto é: a velha Nova e seu cãzinho White. 
Pensem num rato grande. E quem foi que disse que ratos têm medo de cães? Graças à curiosidade de Black, ele salta do telhado e corre em direção ao quarto de sua dona e elimina para sempre aquele ratão daquele casarão. O que? White quis expulsar Black dali com seus latidinhos e a velha Nova que assistia a tudo grita:
- Pode parar! Violência, não. Parabéns, meu fiel amigo Black. Você me salvou daquele ratão terrível e, sabe-se lá de quantos outros daqui de meu casarão. Depois de velha aprendi que lugar de gatos é dentro de casa para nos proteger desses invasores. A partir de hoje, se quiser, dormirá em minha cama. E, quanto a você White, não vou humilhá-lo, porém, procure entender: lugar de cachorros é fora de casa. Quem sabe um ladrão venha me assaltar e você pode botá-lo pra correr.
E assim, Black, um amigo fiel da velha Nova teve um final feliz nesta história. Só tinha agora que ficar esperto com os olhares de ódio de Nicinha (a doméstica) e, principalmente de White. Mas, gatos são muito espertos, não são? Black até namorava com sua amada Belly dentro do casarão, gente!


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domingo, 25 de agosto de 2013

O JUÍZO FINAL


Enfim, a profecia das Escrituras Sagradas se cumpriu. O grande dia temido por muitos chegou: O Juízo Final. Quando os anjos tocaram as trombetas nos céus, nações de toda a terra entraram em pânico. Houve grande batalha nos céus e a terra foi atingida. Muitos procuravam morrer, porém, a morte fugia deles. (Apocalipse 9:6) O Filho do Homem (Jesus Cristo) havia dito há milênios atrás que um dia voltaria e levaria consigo a sua igreja e isto se cumpriu. (Apocalipse 22:12).
Havia nos quatro cantos da terra muito choro e ranger de dentes. O Espírito Santo, (a força ativa de Deus) foi retirada da terra, não era mais o Consolador dos humanos. Era tarde para que as pessoas se arrependessem de seus pecados cometidos no percurso de suas vidas. Todos aqueles que amaram e praticaram a mentira; que se adulterou, se prostituiram e cometeram injustiças prestariam contas com o Autor da Vida, o único Deus verdadeiro e Altíssimo sobre toda a terra. Só existiam agora duas opções: a salvação e a condenação. Havia um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles. Havia mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono e, abriram-se uns livros, e abriu-se outro livro, que é o da vida, e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. (Apocalipse 20: 11 e 12).
Os salvos gozariam de uma vida eterna numa nova terra paradisíaca conforme escreveu o salmista Davi há milênios (Salmos 37:29) e também disse Jesus no sermão da montanha (Mateus 5:5); os condenados seriam lançados num lago de fogo e enxofre (simbólico) que significa a morte eterna, como descreve as escrituras. (Apocalipse 20:14 e 15).
Deus que é puro amor, sem dúvida, estava muito triste, pois, devido a sua bondade infinita queria que todas as suas criaturas se salvassem, porém, jamais, sua palavra voltaria a ele vazia sem antes fazer o que lhe apraz. (Isaias 55:10). Os mansos de coração poderiam vê-lo, (Mateus 5:5), porém, muitos não, mas, poderiam ouvi-lo:
- Amei o mundo de tal maneira, que dei meu Filho Unigênito para que, todo aquele que nele cresse, não perecesse, mas, que tivesse a vida eterna. (João 3:16).
Jesus, o advogado justo, estava ali à direita de seu Pai, o Grande Juiz, para defender ou acusar a muitos. Uma grande multidão, de joelhos dobrados, clamava aos pés de Jesus:
- Senhor, fizemos muitos milagres em teu nome!
- Sim! Expulsamos demônios também em seu nome.
Jesus responde:
- Acaso não lestes nas escrituras que Satanás também opera maravilhas e que faz até fogo descer dos céus? (Apocalipse 13:13) Honraram a mim e a meu Pai com seus lábios, porém, com vossos corações não. (Isaías 27:13). Afastai-vos de mim vós obreiros do que são contra a lei porque nunca vos conheci.
Outro grupo de pessoas protestava:
- Senhor, guardamos o sábado conforme escrito está nos Dez Mandamentos de Deus que foram entregues a Moisés.
Jesus responde:
- Hipócritas! Não entenderam nada. “Pois qualquer que guardar toda a lei, mas, tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos”. (Tiago 2:10). Eu resumi tais mandamentos do Pai em dois: “Amarás a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos”. (Lucas 10; 27). Fui perseguido por gente como vós desde minha primeira vinda a terra. O Filho do Homem até do sábado é Senhor. (Marcos 2:28). Entenderam agora?

Era um momento de total desespero. É óbvio que ninguém queria ser condenado. Pediam aos prantos para Jesus salvá-los da ira de Deus.

- Senhor, tende misericórdia de nós.
- Perdoe-nos se fomos enganados por preceitos de homens.

Jesus responde:

- Deus não deixa confuso aquele que o busca de verdade. (Provérbios 2: 1-8). Escrito está que haveria um tempo em que os verdadeiros adoradores do meu Pai o adorariam em espírito e em verdade. (João 4: 23). Este tempo chegou.

- Senhor! Senhor! Santificamos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Jesus responde:

- Só há um nome a ser santificado que é o nome de meu Pai. Há milênios ensinei-vos a oração modelo que é o Pai Nosso. (Mateus 6: 9-13).

- Senhor, escrito está que o Pai e o Filho são um.

Jesus responde:

- Hipócritas! Erreis por não conhecerdes as Escrituras. Quando Filipe, um dos meus discípulos pediu a mim que lhe mostrasse o Pai o que foi que eu respondi? “Quem vê a mim vê ao Pai porque eu e o Pai somos um”. (João 14: 8-9). Mais tarde, quando estive reunido com todos os meus discípulos deixei bem claro o que disse: (João 17: 21) Nunca me igualei ao Pai e, pelo contrário, o que vos ensinei? “O Pai é maior do que eu”. (João 14: 28). Todas as obras prodigiosas que realizei quando estive na terra não vinham de mim, mas, sim do meu Pai.

A multidão cala-se e Jesus prossegue:
- Muitos que aqui estão usaram o meu nome para ficarem prósperos. Meu Pai não é o Deus da prosperidade, mas é próspero. Preocuparam em ajuntar tesouros na terra onde a traça e a ferrugem tudo consomem (Mateus 6:19) e esqueceram-se da salvação de vossas almas. E o que dizer de vós mulheres que se preocuparam com suas vestimentas e o não cortar dos cabelos? Não entenderam nada. Para meu Pai o que importa  é a beleza demonstrada num espírito dócil e tranqüilo. (1 Pedro 3: 1 a 5). E também muitos de vocês acharam que ganhariam o céu como morada. Onde leram isso? “Nenhum homem subiu aos céus senão aquele que desceu dele”. (João 3:13). “Os céus são os céus do Senhor, mas a terra a deu aos filhos dos homens”. (Salmos 115:16)
E a multidão voltava a clamar:
- Senhor! Tende piedade de nós! Profetizamos em teu nome falando em línguas estranhas conforme nos ensinou o apóstolo Paulo.
Jesus responde:
- Falar em línguas teve um objetivo específico nos dias apostólicos. Os cristãos primitivos não falavam em línguas desconhecidas nem em línguas dos anjos, nem usavam linguagem ininteligível como forma de oração a Deus, como fazem hoje os pentecostais. Antes falavam em línguas estrangeiras. Movidos pela emoção, pelo fanatismo, vocês acreditaram em suas próprias mentiras. Como poderia o Espírito Santo do meu Pai habitar entre vós se, em vosso meio sempre houve dissensões?
- Vinde para mim vós benditos de meu Pai porque herdarão a terra prometida descrita nas Escrituras Sagradas. Viverão nela para todo o sempre. Sim, todos vós que pregaram as boas novas do reino, não como os hipócritas trazendo vergonha ao meu nome. (Mateus 6: 5-13). Não amaram o mundo, nem no que nele há: examinaram as Escrituras e encontraram nela a verdade (João 5:39). Quanto a vós tímidos, corruptos que amaram e praticaram a mentira serão lançados no grande lago onde está Satanás e seus demônios.
E Jesus absolve também a muitos pedindo ao Pai:
- Pai, perdoe a estes que morreram na ignorância e não conheceram a tua palavra.
E assim, uma das profecias mais lindas escritas na Bíblia Sagrada se cumpriu: “Os mansos herdaram a terra e se deleitaram na abundância de paz”. (Salmos 37:11). “E Deus enxugou dos olhos de seus filhos toda a lágrima e prometeu que nunca mais haveria pranto, nem clamor, nem dor”. (Apocalipse 21:4).


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DR. BOAS X EMAILS



Parabéns pelo seu blog, Dr. Boa! Todas as suas histórias são ótimas, muito bem boladas. Cito “O Milagreiro” que mais gostei. Fiquei admirado com a inteligência brilhante de Honésio que levou um bom dinheiro num cambalacho que, por sinal, trouxe bom resultado ao solicitante. Sílvio, cabeleireiro, Campinas – SP.
DR. BOA
Pois é, Sílvio. Honésio meu personagem tem uma mente brilhante mesmo. Pena que ele exercita-a para o lado mal querendo sempre levar proveito da situação. É frio e calculista e muito esperto.
Não dá para entender qual é a tua, Dr. Boa no que se diz respeito a Deus. Uma hora, o Sr. o exalta como o Autor da Vida e, outra hora escreve piadinhas como “A Preocupação de Deus aos Humanos”, “A Arca de Noé” e outras. Acaso, zombas de Deus? Luís Carlos, estudante de teologia, Governador Valadares – MG.
DR. BOA
Caro Luís Carlos, você que estuda teologia não pode e não deve achar que Deus é carrancudo e mau humorado. Jamais desrespeitei o Autor da Vida e, muito pelo contrário, o exalto sempre. Deus é muito sábio e gigante para se importar com minúcias da vida. Quem pode me assegurar que Ele não ri também das minhas histórias? Você?
Adorei a história “Fé, Amor e Paciência”. Por incrível parecer, existem pessoas assim como José e Maria que, são dominadas pelo fanatismo religioso. Acho que tudo aquilo que é demais, é doentio mesmo. Irene, auxiliar de escritório, Campo Largo – PR.
DR. BOA
É isso daí, Irene! Tudo na vida tem que ter a dosagem certa. João e Maria não tiveram cautela e, se deixaram envolver por uma fé totalmente cega. É evidente que pessoas assim só tendem a perder na vida. Um abraço.
Por que é que suas histórias sempre têm um final triste quando o assunto é sexo? Cito “Fala Fina”, por exemplo. Ary, bioquímico, Juiz de Fora – MG.
DR. BOA

Caro Ary, que final você queria ler na história “Fala Fina”? Veja bem: meu personagem Napoleão gostava mesmo era de homem e Anita nunca soube disso. Mesmo ele tendo a fala fina, sem membro terminou feliz com Braulião com quem tinha um caso. Não sei onde é que você viu um final triste nesta história. Que fim esperava que Napoleão tivesse?

sábado, 10 de agosto de 2013

DR. BOA E O PAPA FRANCISCO


A história da Igreja Católica cobre um período de aproximadamente dois mil anos1 e relata os eventos de uma das mais antigas instituições religiosas em atividade, influindo no mundo em aspectos espirituais, religiosos, morais, políticos e sócio-culturais. Os seus membros crêem que foi fundada por Jesus Cristo. A história da Igreja Católica é integrante da História do Cristianismo e da história da civilização ocidental.2
A Igreja Católica acredita que "está na História, mas ao mesmo tempo a transcende". Segundo o seu Catecismo, "é unicamente 'com os olhos da ' que se pode enxergar a sua realidade visível, ao mesmo tempo, uma realidade espiritual, portadora de vida divina".3

Pois é, amados. Conheci um grande homem e, digo mais: tive o privilégio de almoçar e jantar com ele que, em minha opinião, é mais popular do que Barrerito, o cantor das andorinhas.
No mundo de hoje, parece que muitos perderam o amor altruísta. As velhinhas modernas estão andando de skates e os velhinhos banguelas de bengalas estão dançando forró na esperança de conquistarem as ninfetinhas do nosso mundão. Vamos matar os véios, Sô? Isto é pura verdade: a esperança é sempre uma criança e é a última que morre. O velho pode morrer, porém, a esperança permanece no memorial da saudade até que se esqueçam dela. Aí ela morre também. Não tem jeito.
O Papa Francisco é um exemplo para todos nós. Humilde feito um cabrito que, antes de morrer se ajoelha. Devemos ser humildes como o cabrito e, principalmente como o Papa Francisco. Mandem o orgulho para o inferno, seus hipócritas. Peçam bênção para o Papa e dêem um banho de loja nos mendigos. Não esqueçam de alimentá-los também, é claro. Para que tanto orgulho e tanta arrogância? O sujeito compra um sapato de marca e acha que só ele pode pisar. Pode parar cebolinha em conserva metida! A mocinha ganha um celular de seu namorado e sai por aí exibindo, falando com as amigas. Enquanto esta anta não for assaltada pelos bandidos, levar uma coça e não perder seus dentes de sorriso colgate, ela não se toca.
O Papa Francisco é mais do que uma criatura. É um ser e, podem crer que ele sempre irá aparecer. Não é necessário senhas para falar com ele, porém, lembrem-se: têm que ter o privilégio como eu tive e, principalmente, um coração puro feito aquele de Maria bíblica. Treinem suas caras nos espelhos. Façam aquela carinha de amor. Sorriam e saibam que vocês estarão sendo filmados pelos anjos ou pelos espíritos, ou, se preferirem, pelas almas penadas. Morangos fazem um bem imenso para o coração. Comam morangos.

Peço aos mal educados, aos filhos rebeldes que estão tomando espaço no globo terrestre, de norte a sul, de leste a oeste que respeitem este grande homem que é, sem dúvida. o Papa Francisco. Uma figura linda, implacável que dá uma surra em Pelé, Maradona e Xuixa e muitos outros. O Papa representa os flashbacks dos bons tempos em que havia verdadeiro talento. Era o tempo que a menina chupava prazerosamente a laranja lima. Hoje? Uall, uall! Ela prefere chupar halls. Essa modernidade não está com nada, meus leitores cheirosos, mas, let it be como cantavam os Beatles.




O Papa Francisco já foi nenenzinho como eu e você. Olhem só que belezinha saiu do ventre de Maria. Eu diria que é um quase Jesus.




O Papa Francisco já foi jovem. Já foi Júnior e, olhe só às claras, Dona Clara que delícia de Júnior. Deixa ou não deixa as bichas carecas ou cabeludas aguçadas?
Pena que um dia a carne envelhece e apodrece, não é? Choro muito por isso, porque a velhice assusta as crianças. Fazer o que, né?




Hoje, Francisco Ferreira Lagoa da Boa Júnior, pai de 22 filhos, nordestino porreta da Paraíba, o grande Papa já está velhinho, mas, continua sorrindo. Há, há, há, há.




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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O EMOTIVO



Emotivo é aquele que se emociona facilmente por qualquer coisa. Daí eu pergunto: isso é normal?

Pensem num homem emotivo. Aquele que anda com uma coleção de lenços em seu bolso; chora assistindo uma novela mexicana; ao ver um mendigo com os pés sujos; um menininho obeso comendo doce; uma cadela sarnenta se coçando; um papagaio verde cantando o hino do Corinthians; um besouro louco batendo a cabeça na parede; uma velhinha de bengala subindo um morro; um bicho preguiça criança com preguiça de brincar; uma bicha mal amada, etc.



Assim era Felício. Um sujeito que chorava até pelo fato de ser feliz demais. Carinhoso feita uma mamãe gata dando um banho de língua em seus filhotinhos; sentimental como a sogra de Pedro bíblico. 

Felício conheceu Aurora coincidentemente na aurora do dia. Ele solteirão e ela também, iniciaram um romance. O maior prazer de Felício era falar e a pacífica e paciente Aurora gostava de ouvi-lo, afinal, o amor é lindo e, será que isso tem haver? Os assuntos de Felício eram variados e, mesmo que as histórias que ele contava tivessem um final feliz, caíam de seus olhos lágrimas capazes de encher baldes. Ele amava demais a bela Aurora e chorava por isso e, também pelo medo de perdê-la um dia. Vivia dando-lhe buquê de flores e, um dia, a pediu em casamento. 

É claro que ela aceitou, mas, Felício teria que pedir permissão ao velho Neocid, (um veneno de homem) pai da bela e encantadora Aurora.
O sangue de Jesus tem poder, como dizia a crente e religiosa Ruth, o velho Neocid que era amargo feito um jiló ficou doce feito aquele doce de batata doce com a presença de Felício em seu sítio. Felício contou ao velho tantas histórias bonitas e tristes que fez o velho chorar e, olha que isso era difícil e, é claro que o velho liberou sua única filha para se casar com Felício numa única condição: que fosse viver bem longe dele. O que é isso, Sô? Felício falava demais.
No casamento no civil Felício molhou o livro do juiz com suas lágrimas e, por pouco isso não deu problema; no religioso, com suas lágrimas emotivas comoveu até o padre que também chorou feito um bezerrinho.

Felício e Aurora queriam passar uns dias na casa do velho Neocid. Vichi nossa! Felício garrava a conversar com o velho na cozinha do sítio até raiar um novo dia. O velho Neocid não estava mais suportando aquilo, mas, acabou gostando do genro que era um bom rapaz, porém, falava demais.
Felício apresentou ao sogro sua mãe Germicida e, como os velhos eram viúvos não deu outra: juntaram os trapos e passaram a morar juntos na casa do sítio.
Paciência também tem limites, não é Jó? A bela Aurora não estava mais suportando a ausência do marido Felício em sua cama. Ficavam os três na cozinha, isto é: Felício, sua mãe Germicida que também adorava um papo e, o velho Neocid numa conversa que não tinha fim. O tagarela Felício só ia dormir na aurora do dia. Vichi! Ele não queria trabalhar não, Sô! Acordava ao meio dia com a barriga roncando de tanta fome e ia direto pra cozinha onde estava sua amada Aurora, que, nessas alturas, já estava mau humorada, preparando a comida pros vagais: marido, pai e sogra.
O velho Neocid teve um infarto e morreu. Felício foi o que mais chorou, o que não foi novidade. O velho deixou um bom dinheirinho para a filha Aurora e, Felício se contentou tanto com isso que teve que chorar para não perder o costume.
Felício agora conversava com sua mãe Germicida que também era uma vadia, acordava depois do meio dia e não fazia nada, com exceção a comer e prosear com seu filho tagarela enquanto Aurora fazia todos os serviços domésticos sozinha.
Amados, o tempo passou porque ele (o tempo) não espera ninguém que também passam por ele. Seis anos de casados, unidos pelo selo sagrado, Felício e Aurora sem nenhuma relação. Nem só de diálogo vive o Diabo. Aurora se tocou que, daquele homem, ela jamais poderia esperar alguma coisa, com exceção a palavras e lágrimas. Resolveu dar um basta naquela situação solitária que vivia e, afinal, ela tinha um bom dinheiro e isso iria ajudá-la. Bonita feita uma geleia colorida não poderia ficar sozinha. Comprou um carro e foi pras baladas conhecer boys, porque seu marido era um boi. Só comia, caramba! Aurora meteu-lhe uns chifres e, cansada de fazer isso, delicadamente pegou Felício pelo pescoço, o empurrou sobre o sofá da sala, onde ele caiu sentado e lhe disse:
- Marido, estou grávida de Saci, o (Pererê) que tem uma perna só, mas, isso não importa. Quero que você e a senhora da sua mãe vazem daqui porque o Saci está chegando por aqui.
Vichi! Felício e sua mãe vazaram Dalí mesmo. Felício chorou tanto, mas, tanto que, antes de morrer confessou em lágrimas para parentes e amigos:
- Fui perder logo para um Saci.

Parece que agora, ele tinha um bom motivo para chorar , não é? E assim, Aurora e Saci, o (Pererê) foram felizes para sempre.



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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A FAMÍLIA DAS MOLÉSTIAS

Angelina era amável, delicada, carinhosa e, tinha por hobbie o prazer de dar e, isto inclui abundância de todas as coisas boas. Teve um relacionamento amoroso e sexual com Gonorreia, uma criatura gosmenta, espumenta feita à baba de uma vaca. Deste relacionamento nasceu Corrimento e esse cara era mau. O praga se envolveu com Venérea e aí lascou-se tudo de vez.
Angelina pediu a seu companheiro Gonorreia que fosse embora de sua vida numa boa e ele antes de ir, deixou para a amada uma lembrancinha: Hemorroida. Vichi! Ela era bravinha feita uma pimenta mexicana e tinha por companheiras as irmãs Alergia, Sarna e Coceira. A última era apaixonada por Reto, filho justo e correto de Angelina. Se bem que este Reto era sem vergonha também.
Vichi! Angelina mal podia andar. Algo estranho estava acontecendo dentro dela. Parou de dar abundância de coisas boas a todos que a procuravam. Seu filho Reto ficou revoltado, sabe-se lá por que, que começou a protestar.
Angelina tinha horror às drogas, porém, constantemente estava nas drogarias. Tudo dentro dela doía e ela mal sabia que seu filhão Organismo passou a ser também seu inimigo. Organismo se envolveu com Desarranjo e, por sacanagem pediu a ele que fizesse morada por uns tempos na casa do tio Intestino. Desarranjo não foi sozinho. Levou consigo as irmãs Cólica, Diarreia e Disenteria. Vichi Maria! Aí danou-se tudo!
Podia faltar de tudo na casa de Angelina, menos medicamentos. Ela muito inteligente juntou todo o seu dinheiro guardado e comprou logo uma drogaria. O que?! Isso mesmo: levou a drogaria para a sua casa. Até Pompom com Protex (aquele que protege o nenê) tinha em sua casa.
Efeitos Colaterais era uma família unida apesar de trabalhar em áreas diferentes. Essa família, para não confundir a cabeça do nenê que também quer saber, surgiu dentro de Angelina. Mas, como? Digamos, para simplificar que, Efeitos Colaterais são as fezes dos medicamentos. Organismo, o filhão de Angelina não era tão ruim assim. Aceitava de tudo.
Pois é: nem todo dia é dia de Maria. É dia das Betes também. E Diabetes apaixonada por E.X. P (puro açúcar) que têm em quase todo medicamento alopático se apaixonou pelo sangue de Angelina e, vou revelar uma verdade que todos precisam saber: nem todo amor é lindo. Quando algo é grande é super, é híper. Pensem numa tensão das maiores. Pois é: Hipertensão também fez morada no sangue de Angelina. Quantas vezes Angelina ouvia: “Pare de se chapar, minha filha! Volte a dar abundância de coisas boas”. Angelina não tinha mais o que dar não, gente. Meia cega, ela ainda enxergava o vaso sanitário e lá, junto dela, suas companheiras eram a Cólica, a Diarreia e a disenteria. Que agonia!
Com o tempo, Angelina recebeu a visita e a presença mais forte do que a de Anita: o Colesterol resolveu fazer morada também em seu sangue e ele era muito espaçoso, gorduroso, deixando o sangue da coitada meio grosso. Vichi! Como se não bastasse vieram também para o sangue de Angelina os trigêmeos Triglicerídeos e, nessas alturas Angelina só pensava em suicídio.
Angelina muito nervosa já não sabia mais o que fazer. Estômago, (um de seus filhos) vivia revoltado, mau humorado e amargo. Se envolveu com as irmãs Úlcera e Gastrite e aí: Deus que me livre! Essas irmãs malvadas viviam num fervo danado e pior do que isso: queriam comer o Estômago ainda vivo. Foi aí que chegou Pilori, a bactéria debilóide e inimiga do Estômago. E ela não estava só não! Trouxe consigo o companheiro Câncer, um cara que não tinha nada de cansado. Até o Fígado, um dos filhos mais sensíveis de Angelina não resistiu: adoeceu com a chegada da intransigente Hepatite e danou-se tudo. Foi aí que Organismo caiu em depressão. Não queria trabalhar mais e, seu irmão Cérebro, o mais velho, também se aposentou depois da chegada de Derrame, um verdadeiro vexame. Angelina ficou gagá de vez. Seu filho Coração (o mais sentimental) não suportava mais tanta gordura e medicamentos que recebeu a visita desagradável do Infarto. Quase que Coração para de trabalhar também. Faltou pouco.

Pois é: quando não é de uma coisa é de outra. Não tem jeito. Parece que todo mundo tem que morrer mesmo. Quem estava por detrás de tudo isso desde lá do início era a AIDS, a filha ovelha negra de Venérea, companheira do gosmento Gonorreia. Querem mais nenês? Angelina morreu de H.I.V.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

AMOR DE UM PINTO

Confesso piamente: Pintos também amam. Sou um pinto e me orgulho disso. Sabe, às vezes, na calada da noite fico mole e adormeço. Murcho mesmo. Durante o dia dou um duro danado e, não resisto à noite: tenho que descansar, pois, afinal, não sou um pau que nunca amolece. Sou um pinto.
Na vida, não descobri prazer maior do que o de comer. Eu passo o dia comendo. É tão gostoso comer! Rolas também comem como os pintos e, por sinal, sou um pinto comedor, qual é o problema?
Às vezes, quando estou comendo, fico assim tão duro feito um pau. Não tenho pena daquilo que eu como, embora, sei que já comi muitas galinhas. Até que galinhas têm uma carne molinha. Depois que me farto de tanto comer, fico com a consciência pesada. Tá pensando que pintos não têm consciência, malandro? Esse negócio de comer minha parentela tem que acabar.
Dias atrás eu estava comendo uma galinha e levei uma surra da peste de uma rola grossa. Que rola estúpida! Por que essa praga não vai comer as pombinhas? Deixe minha família em paz, grossura!
Deixando esse papo de comes, descobri que sou um pinto apaixonado. Só que amei demais galinhas e, sei que, lamentavelmente, galinhas têm má fama; Por que será, hein? Todas elas gostam de pintos. Será que é por isso que elas têm má fama? Não, não pode ser. Sou um pinto e me orgulho de ter saído de uma galinha. Quer dizer: do ovo dela. Não me perdoo e sei que vocês também não vão me perdoar. Comi a galinha da minha mãe. Ela morreu de depressão porque tinha asas e nunca aprendeu a voar como a águia. No terreiro, meu pai galo já estava velhinho, começou a cantar mole e, até perdeu a crista. Minha mãe caiu dura e, antes que as rolas grossas ou finas as comessem, comi primeiro. Podem me criticar, me julgar. Não me importo. Apesar de ser um pinto comedor, sou um pinto apaixonado e, sabem por quem?

 Por uma rola, piás. Há, há, há, há! Piu piu, piás!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O PINTO E A GATA



Braulio era um pinto jovem, bonito. Gostava de comer como todos os pintos. Certo estava ele. Queria ser galo como o pai e cantar para as galinhas. Será?
Branca era uma gata branca, metida, orgulhosa, não dava bola para ninguém e, muito menos para pintos. Nem de gatos ela gostava.
O pinto Braulio sofria de amores pela gata Branca. Mas, como pode ser isso? Um pinto, filho de um pai galo e de uma mãe galinha se apaixonar por uma gata? Pois é, nos fins dos tempos tudo pode acontecer e, digo mais: aconteceu mesmo. Braulio, o pinto, queria Branca, a gata.



Vichi! A galinha Brazilina (mãe do pinto Braulio) pirou de vez e o pinto Braulio saiu do terreiro e foi pro jardim florido, onde morava Branca. Coitado do pinto Braulio! Branca, a gata não queria saber de pintos não. 


Passava boa parte do dia e da noite numa bate papo miau com a gatinha Chau uma gata chinesa.




Braulio tomou uma decisão certeira e disse pra si mesmo: Deixarei de ser um pinto mole, deprimido e caído. Pularei desta fase de frango e, a partir de agora cantarei como galo.
Coitadinho! Acabara de sair do ovo e já queria esse renovo. As cordas vocais dessa gema jamais sairiam às claras.
Braulio, inconformado, procura um terreiro de macumba e leva sorte ao chegar lá: o pai-de-santo delicadamente o atende e resolve ajudá-lo depois de ouvir todo o seu relato. Braulio chora:
- Me ajude a conquistar uma gata. Não posso pagar em mios, nem em milhões, porém, pago em milhos.
Que pinto bobo! Falou todas essas abobrinhas porque deu umas bicadas no gole da malvada pinga. Desde quando um pinto sabe o que é porém?
O pai-de-santo delicado, respeitado por gays geral do Brasil e do mundo, segue Braulio até sua casa, quer dizer: o terreiro que ele morava. Que tristeza no galinheiro, gente! O pai-de-santo incorporado no Exú Brasil, decepa a cabeça da galinha Brazilina e explica pra mesma depois de morta porque fez isso. Motivo: Por ter posto um pinto mole no mundo. Olha para os olhinhos lacrimosos do pinto Braulio e diz:
- Se Branca, a tua gata amada comer a galinha da tua mãe, vai gamar em você.
E o pai-de-santo delicado coloca a falecida Brazilina toda esquartejada num pratinho bem no centro do jardim florido onde morava a gata Branca. Só que todo esse trabalho não deu em nada.
Branca passa por ali acompanhada de Chau, a gata chinesa, olha para a falecida Brazilina, ora por ela e diz:
- Sou vegetariana, meu amor. Não posso guardá-la dentro de mim. Descanse em paz nos céus.
E, de repente, dos altos céus, provavelmente abutres etíopes, estavam com uma fome daquelas e, aterisam naquele jardim e comem a galinha Brazilina e seu filhinho Braulio. Branca chora assistindo tudo isso no galho de uma árvore. E o pai-de-santo, para surpresa de todos, realmente era um veado.



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