quarta-feira, 10 de abril de 2013

AS INVENÇÕES DE ALBERT


Albert desde pequeno sempre foi uma criatura inteligente, gente. Morava com seus pais num cortiço na boca do perigo, na beira da beirada, no largo da miséria da misericórdia, numa das quebradas da periferia da grande São Paulo. Tamanha e brilhante era a sua inteligência que ele conseguiu tirar seus pais daquele “fedor de vida” que viviam e, coloca-los numa mansão no Morumbi (bairro nobre de São Paulo), ao lado do grande empresário e apresentador Sílvio Santos.
Aos 14 anos, Albert preocupado com os altos roncos do seu pai que despertava até mesmo o sono tranquilo do galo, inventou o BOCALFONE, um aparelhinho que cobre a boca do roncador e não se escuta mais nada. Foi homenageado por grandes cientistas do mundo inteiro graças a esta brilhante invenção.
Sua mãe, uma velha de oitenta anos, soltava cada peido revoltado pelas madrugadas que chamava a atenção até dos guardas noturnos que confundiam tais peidos com tiros de espingarda. Foi aí, que Albert, aos 16 anos, dotado de sabedoria relevante, inventou o CUBAL, um cubinho anal que cobre o reto do peidão, silenciando os peidos. Mas, não ficou muito satisfeito, porque vazava certo gás pilantra que promovia puro fedor de carniça. Foi aí que ele inventou o PPI, o perfume e purificador dos intestinos. Umas gotinhas milagrosas misturadas nas refeições eram o suficiente para perfumar peidos e fezes dos cagões. Grande invenção, Albert! Parabéns!
Aos 18 anos, vendo o sofrimento do seu velho pai querendo satisfazer a velha da sua mãe, porém, a coisa não subia nem com reza brava, ele inventou o “DURO K DURA”, uma molinha introduzida no pênis do impotente capaz de deixa-lo duro até mesmo depois de morto. Que jovem inteligente, gente!

Aos 21 anos, se apaixonou por uma linda moça que não dava a mínima bola para ele. Caracas! Albert era um jovem bonito, físico de atleta, inteligentíssimo e, pra completar: trilionário. Qualquer mulher chuparia o dedão do seu pé, gente! Menos Lady Lourdes que dizia claramente a ele: “Sai do meu pé, grude do chulé! Já sou comprometida, te liga?”.




Albert quis conhecer quem era o grande amor daquela jovem tão bela. Não deu outra: Lady Lourdes apresentou a ele seu marido Parido Aparecido. Uma figura extremamente horrorosa.





Albert ficou tão desiludido que inventou o “PERDIDO”, porém, sua fórmula e ele se perderam e nunca mais foram encontrados. Que pena, gente!
                                                                      

terça-feira, 9 de abril de 2013

MENTE DOENTE


A vida, sem dúvida, revela às vezes, surpresas inesperadas para qualquer um de nós. Lamentavelmente, nem todas as histórias têm um final feliz. Há aqueles que passam a vida inteira sonhando e, quando acordam dão o último suspiro da vida e morrem. Por outro lado, tem aqueles que nem sonham e, tudo o que fazem na vida, da bons resultados; colhem frutos que nem sequer plantaram. Assim é a vida.
Victor era um sujeito ignóbil, mas, almejava mudar de vida. Era loquaz e atraía muita gente com sua lábia, nem sempre mentirosa. Desempregado, sobrevivia de sonhos, acreditando que um dia seria “alguém” na vida. Iludia a todos a sua volta, inclusive a si próprio. Desde pequeno tinha aptidão para as artes, em especial, a música e a escrita.
Envolveu-se com Rose, uma jovem bonita e, ambos, literalmente fodidos, se casaram e, passaram a morar na humilde e aconchegante casa de aluguel de Dona Rosa (mãe de Rose), uma pobre diarista doméstica que ganhava pouco, porém, deste pouco, cobria as despesas como aluguel, luz, água, comes e bebes, cigarros para ela e, o casal de vagabundos que passavam o dia inteiro coçando; não planejam nada de concreto para garantir um futuro melhor para eles.
Com o passar do tempo, vieram os filhos e, a saúde dos “vagai” era boa, pois, vieram à luz quatro filhos. A velha Rosa, com as mãos calejadas de tanto torcer roupas, ficou preocupada, é claro, mas, por outro lado, sentia um carisma pelo genro Victor que só Freud explica.
Victor começou a se coçar com mais profundidade e partiu para a boemia. Ele achava que nas noitadas, encontraria soluções para os seus problemas. O vagabundo chegava em casa pelas madrugadas, às vezes, pelas manhãs, sempre bêbado e maltrapilho, muitas vezes, com manchas de batom na blusa e mordidas femininas no pescoço, mas, sempre com um pacotinho de linguiça nas mãos, às vezes, uns torresminhos e uns Kinder ovos para seus filhinhos. O pior era que o miserável, fodido e mal pago ainda brigava com sua ingênua mulher que já não tinha sequer, forças para soltar um peido. A jovem Rose caiu numa depressão ferrada, mas, ainda assim, encheu-se de gás, soltou uns peidos e lavou as meias e as cuecas de Victor, porque tinha esperança de que aquele crápula, bunda mole, ordinário, parasita e sem vergonha, um dia, seria um homem de verdade na vida. Espera pra ver Rose: um dia verás e digo-te mais: ou nunca verás.
Victor passou a pedir auxílio nas igrejas em geral, porém, não quis levar Jesus em sua mochila e, por isso, se deu mal. Vendo ele que não tinha mais saída, deu um perdido na mulher, na cunhada que provou, na sogra que lhe sustentou e nos seus quatro filhinhos que adoravam ouvir suas lindas historinhas. Sem vergonha! Não te arrependes não, demo? Peraí Pererê Culamba! Sua intenção era voltar um dia e reverter este quadro miserável, sô! Tudo isso rolou em Joinville, Santa Catarina.

Victor chegou à capital paranaense com cara de choro e abordou diversas igrejas evangélicas e, desta vez, sem lábia mentirosa. Disse que sua mulher e filhos estavam sendo ameaçados pelo proprietário da casa que queria receber o aluguel e essas paradas todas. Não lhe deram nem umas moedas para o café. Victor fez de tudo e mais um pouco, só não roubou, porém, nada conseguiu fazer por eles. Aí danou-se de vez.
Conheceu uma aeromoça gaúcha na rodoviária de Curitiba e, a loura gostou tanto dele que fez questão de cancelar sua viagem, lhe pagar um café amargo pra curar a ressaca do bêbado e, uma noitada num excelente hotel. Vixi! Ficaram lá três dias! Como o amor é lindo, gente! Victor ficou tão gamado por Glauce que lhe abriu o jogo, após relações quentíssimas de puro prazer, tchê!
- Gata linda, sou casado e tenho quatro filhos, porém, pretendo separar-me dela, mas, nunca deles, compreendes?
Glauce, uma gaúcha porreta, inteligente feito o cérebro da peste, sorri e diz:
- Báh tchê! Não quero ser tua amante, compreendes? Quero que tu sejas meu homem e eu a tua mulher.
Não deu outra: Victor juntou suas forças, soltou um peido daqueles bem achocolatados e foi para Joinville solicitar a sua formosa e sofrida mulher Rose a separação de corpos. O quê?! Por pouco Rose não lhe sentou uma cadeirada em sua cabeça. Depois que teve relações com Rose, o cara de pau rota, deixa escapar alguns peidos acumulados, sorri sem graça e diz:
- Pois é, Rose! Escapou. Encontrei Glauce, a glicose da minha vida e depois de muitas andanças entre o Paraná, fomos para o Rio Grande (terra dela) e lá ela ficou grávida de mim.
Um tapa na cara foi pouco, não é, Victor? Rose ficou furiosa:
- Depois que deitas comigo e me zoa legal, tu me diz isso?! Traístes a mim e também a ela, seu animal! Pule imediatamente da minha cama.
Com cara de bunda magra, Victor lhe diz:
- Pois é, né?
Fazer o que, não é? Glauce grávida de Victor ria o tempo todo de tão feliz.
- Estou grávida de tí, tchê! Hê, hê, hê, hê!
Foram dar uma passeada pelo Rio Grande, Glauce fez a cabeça do pai que lhe soltou uns dólares nas mãos e boa. Agora era só alegria. Victor leva a loura pra São Paulo, toma umas geladas com ela e, hotel pra cá e preá lá, alugam um ap, depois, conseguem um empreguinho pra sustento e, Victor não gostou nada dessa ideia. Queria viver só de suga, sô?
Eta, gaúcha da serra serrada pelada, tchê! Teve sorte de se embuchar de Victor, aquele que lhe deixaria uma rica herança. E deixou mesmo, sô! Nasceu uma menina tão inteligente que já veio com os olhos abertos. A moleca escreve desde poema até histórias bem boladas diversas; é bloguista e curte gêneros musicais porretas como seu papi. Só que ela tá aborrecida com seu papi, viu? Ferdinanda é o nome da fera.
Os avós de Ferdinanda moravam lá pras bandas do Rio Grande, tchê! Queriam conhecer a netinha e, a mãe Glauce foi até lá. Vixi! Quando voltou para Araraquara-SP, Victor já estava longe. O que é que deu na cabeça dele? Voltou pros braços de Rose, sua primeira mulher e os filhos pularam feita as pulguinhas de tão alegrinhos que ficaram. Só que a união do retorno não deu certo, infelizmente. Victor e Rose brigaram feio e danou-se tudo. Desesperado, sem ter onde descansar sua bunda, Victor volta para Curitiba, depois vai para São Paulo, escreve lindas cartas para sua amada Glauce do Rio Grande do Sul, mas, nunca mais teve retorno.
Nos botecos da cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, Victor conhece Vivana, uma garçonete loura, bonita e grávida. Trocam olhares maliciosos e decidem morar juntos. Foi tudo muito rápido, sô! Victor e Vivana viviam entre tapas e beijos e, foram parar lá pras bandas de Santa Catarina, terra de Rose, sô! Nasceu Luizinho e, Victor orgulhoso o registrou como se fosse seu filho mesmo.
O ciúme de Vivana era tão grande que, por pouco não terminou em tragédia. Rose e as crianças foram dar uma passeada na casa de Victor, bem quando Vivana estava na maternidade. Danou-se tudo. Quando Vivana voltou da maternidade com Luizinho no colo e soube que a bunda de Rose sentou em sua cama (ou seja: na cama deles) o pau se fechou de vez. A baixaria foi tão grande que se separam. Vivana, furiosa joga todos os trapos de Victor pela janela.
- Suma da minha vida, seu verme! Volta lá pra tua mulher.
Vixi! Victor foi é pra São Paulo, capital e, não demorou muito, Verônica e Luizinho foram atrás dele. Como foi difícil localizar Victor, Vivana friamente dá um perdido em Luizinho, deixando-o na casa de uma tia anônima. Perdeu a guarda da criança pra deixar de ser trouxa, bunda furada. Procurou Victor por ruas, avenidas, por todos os lugares e, pensou: ele deve estar pelos bares. Não deu outra: a loura era meia adivinha, sô! Encontrou seu amado num porre da porra num boteco da Vila Arens, em Jundiaí-SP. Como o amor é lindo e também muito sem vergonha se uniram de novo, alugaram uma casinha e não demorou muito nasceu uma linda menininha, que é a preferida de Victor. Essa ele ama demais. Rananel é ela: mais uma herdeira dos bens espirituais de Victor.
Quando algo não tem que dar não dá mesmo. Não adianta insistir. Victor e Vivana se separaram e cada um foi para um lado.
Até pouco tempo, Victor lutava com uma senhora depressão e, ao mesmo tempo conseguia fazer milhares de pessoas sorrirem, devido a suas escritas, sempre bem boladas. Alguns filhinhos revoltados com ele, agora já crescidinhos deixaram mensagens de deboche e provocações via internet e, isso fez com que Victor perdesse o tesão de escrever. Procurou o demonismo e falou com o próprio Diabo:
- Um dos meus filhos me mandou esta mensagem no meu Facebook: “Honre ao menos o pinto que você tem no meio das pernas”. Nunca lhe dei nada, senhor! Sacrifico meu sangue pra ti em troca disso. Faço um único pedido pra ti.
Dias depois, Quiabo seu filhinho metido a europeu recebe uma caixa via Sedex e, dentro dela, uma cabeça, um pênis e um bilhetinho que dizia assim: “Boa sorte na vida, meu filho. Lamentavelmente, não tive a mesma sorte que você na vida. Como não fui capaz de honrar meu pênis e sempre tive uma cabeça desajuizada, resolvi presenteá-lo. Caso não queiras guardar no freezer de recordação, dê de presente aos abutres. Adeus!”

Dr. Boa responde:

segunda-feira, 8 de abril de 2013

DIAMANTE VERDADEIRO





Juninho era um menino obediente a seus pais João e Maria, humildes roceiros da pacata cidade de Bebedouro, interior de São Paulo. Tinha apenas sete anos, era muito estudioso e sonhava ser doutor um dia para tirar seus pais da pobreza. Moravam num sítio e, Juninho era filho único do casal de sertanejos.

Faltavam poucos dias para o Natal. O velho pai João prometeu dar a seu filho Juninho um bom presente no tão esperado dia.

- Meu filho, papai vai lhe dar um bom presente no Natal.

Juninho vendo o rosto enrugado, envelhecido, as mãos calejadas de seu velho pai, lhe diz:

- Não carece me presentear não, meu pai. O senhor, mais a senhora da minha mãe já me deram o maior de todos os presentes me trazendo a vida.

- Mas, presentes fazem parte da vida, meu filho. É prova de amor e carinho.

E assim chegou o Natal. Juninho ganha de seu pai uma caixinha embrulhada com um lindo papel de presente. Desembrulha e fica surpreso: era uma caixinha de balinhas.

- É tudo o que o seu pai pôde lhe dar, meu filho.

Juninho agradece emocionado.

- Obrigado, meu pai. Feliz Natal!

Juninho guarda aquela caixinha de balinhas e vai brincar com Princesa, sua cadelinha amiga.

Sucedeu que um dia, dos céus caiu uma grande tempestade de ventos e chuva fortes e, a humilde casinha de madeira onde Juninho e seus pais moravam, caiu. Que tristeza! Seus pais e a cadelinha Princesa morreram devido tal queda, porém, com Juninho nada aconteceu porque na hora do acidente, estava na escola. Chorou muito juntando seus brinquedos e Atal caixinha de balinhas que lhe deu seu pai, entre o caos das madeiras espalhadas.

Juninho não tinha mais ninguém da família. Foi adotado pelos padrinhos Joaquim e Joana, da cidade de Catanduva, vizinha de Bebedouro. O casal tinha um filhinho de nome José, que, por sinal, tinha a mesma idade de Juninho. E os dois menininhos eram muito mais que amigos. Eram como irmãos. Compartilhavam tudo juntos e, isso era bonito de ver.

Sucedeu que um dia, José adoeceu. O pobrezinho contraiu uma doença muito grave (câncer no sangue) e, possivelmente, só iria sobreviver com um transplante de medula. Que pena! Seus pais eram muito pobres, não tinham recursos para despesas médicas.

Juninho vendo seu amiguinho José naquele estado totalmente frágil, como quem esperava a morte chegar, não aceitou isso. Levou para José palavras encorajadoras, de bom ânimo:

- Em poucos dias José, você vai se levantar desta cama e vamos juntos correr muito. Vamos brincar felizes como os anjinhos do céu. Você vai ver.

José totalmente enfraquecido e sonolento, com os olhos rasos d’água diz:

- Tudo o que eu mais queria era viver, amigo. Sei que todos os médicos me enganam dizendo que logo logo sairei daqui. Você também me engana. Não sei o que eu tenho, mas, acho que não tem cura. Sei que tudo tem o seu tempo e sinto que o meu tempo está para terminar.

- Creia amigo José: Você vai viver muito, até mesmo, muito mais do que eu e, depois, seremos crianças para sempre.

José se apagou e minutos depois estava na U.T.I daquele hospital. Juninho volta para sua casa, vai até seu quarto, abre as portas do seu guarda-roupas e pega aquela caixinha de balinhas que lhe presenteou seu velho pai antes de morrer. Volta àquele hospital e fala em particular com três médicos responsáveis pelo paciente José.

- Olha doutores, eu não tenho nada a oferecer para vocês a não ser essa caixinha de balinhas que me deu de presente, meu velho pai antes de morrer. Por favor, aceite-a em troca da cura do meu amiguinho José. Ele foi o maior de todos os presentes que ganhei na vida. Ficarei muito triste com Deus se Ele tirá-lo de mim. A vida é tão curta e, poxa! Ainda somos crianças e queremos viver. Colocar nossas brincadeiras e sonhos em dia. Não vou suportar perder este diamante verdadeiro que é meu amiguinho José.

Os três médicos ficam em silêncio e também comovidos. Juninho deixa sobre a mesa daquela sala, a caixinha de balinhas e sai triste, cabisbaixo, mas confiante, daquele hospital.

Fazia muito calor e Juninho decide tomar um banho no lago a caminho da casa onde morava.Que triste destino! Juninho morre afogado naquele lago.

O transplante de medula de José foi realizado com sucesso. Ele sobreviveu. Quando ficou sabendo da morte de seu melhor e único amigo Juninho, caiu em depressão profunda. Isolou-se de tudo e de todos.

Passaram-se muitos e muitos anos. Os pais de José nunca mais viram sorrir.  Morreram, desejando muito ver seu único filho feliz. José não se casou, não teve filhos e já estava bastante velho. Decidiu morar só num barraquinho bem no meio das matas.

Sucedeu que um dia, logo pela manhã, José recebe a visita de três homens vestidos de branco e reconhece-os.

- Vocês não envelheceram. Como pode isso?

Um daqueles homens de branco entrega uma caixinha de balinhas para José.

- Há muitos anos, seu amigo Juninho nos presenteou com esta caixinha. Havia dentro dela muitas balinhas, porém, de baixo das balinhas, estes diamantes preciosos que agora são teus, José. És um homem milionário, graças a esses diamantes.

José chora emocionado e diz:

- Os diamantes são para sempre. Não envelhecem, não morrem como eu. O diamante precioso, verdadeiro foi aquele que eu perdi lá atrás, quando ainda era uma criança. Estes daqui não representam nada para mim.

E o homem de branco lhe diz:

- Mas, graças a eles você vive.

José responde indignado:

- Não. Estou morto há muito tempo. Nunca mais voltarei a ser criança. Caso eu encontre num paraíso (quando eu partir daqui) meu melhor e único amigo José, já estarei velho e, quem sabe ele também. Não colocamos nossas brincadeiras e sonhos em dia, como prometemos um para o outro.

E o homem de branco lhe pergunta:

- Já pensou em quantas crianças poderá salvá-las com estes diamantes?

- Se estes diamantes podem salvar vidas de muitas crianças, que assim seja.Se dentro dessa caixinha tivesse apenas balinhas,poderiam salvar vidas de muitas crianças com elas, também?

Os três homens de branco ficam sem palavras e vão embora entre as matas levando com eles a caixinha de diamantes. Dias depois, José, já bastante velhinho, da seu último suspiro de vida e morre.

De fato, assim como os diamantes que nunca envelhecem e morrem, assim é ávida. A carne, comparada aquelas balinhas, um dia acaba, porém, a vida é imortal.

José voltou a ser criança e encontrou seu melhor e único amigo Juninho no Paraíso Celestial. Poderiam eles agora brincar por toda a eternidade,como os anjinhos no céu. Ser criança é a melhor parte da vida e eles optaram por isso naquele Reino. Tudo pode findar um dia, menos o amor, pois, este sim é o diamante verdadeiro.

terça-feira, 26 de março de 2013

JUSTIÇA




Esta é uma história baseada em fatos reais. Uma história diferente das outras, em que entrevisto o réu, o qual está sendo julgado por muitos, inclusive por membros de sua própria família.
Todos aqueles que têm espírito metódico, senso e sede de justiça que estejam atentos e procurem não julgar de forma errada. Analisem minuciosamente cada detalhe e, quem sabe, vão compreender que, às vezes, subterfúgios podem ocorrer na vida, não só do acusado, como também na vida de qualquer ser humano.
Eu, Dr. Boa, um ser ciente, presente, uma consciência a serviço, de serviço, um expoente para ser usado, se apoiado, não estou aqui para defender ou muito menos para acusar alguém, pois, sou falho também e, como qualquer pessoa, estou sujeito a erra; não tenho a menor aptidão para juiz, porém, creio que a vida de um homem, na regra geral, é muito curta e, que por isso, é importante usufruirmos a cada minuto vivido, pois, um dia (não sabemos quando) partiremos daqui, deste fabuloso, gigantesco e esplêndido universo e, para onde iremos ou, se é que iremos para algum lugar, ninguém sabe, ou seja: poderemos findar para todo o sempre, ou não.
Marvin, assim vou chama-lo, hoje um homem de quase meio século, assim como milhões de pessoas, também tem uma história para contar. Acompanhem.
Dr. Boa:
- Marvin, o que é ser feliz para você? Você é feliz?
Marvin:
- Ser realizado materialmente e, principalmente espiritualmente na vida. Não sou feliz porque nunca consegui isso.
Dr. Boa:
- Mas, a vida te deu muitas oportunidades.
Marvin:
- Nunca gostei desta palavra “oportunidade”. O que a vida me deu foi muito pouco e, lamentavelmente, não soube aproveitar. Hoje, eu poderia me orgulhar de tudo o que eu tenho, porém, o que eu tenho? Filhos que me acusam me criticam, me julgam?
Dr. Boa:
- Você já se perguntou por que é que teus filhos te acusam, te criticam, te julgam?
Marvin:
- Porque não conhecem a minha história. Tudo o que sabem de mim foi o que ouviram de outros como: mãe, tios, avó, etc. Eles não sabem que briguei, comi o pão que o diabo amassou por eles.
Dr. Boa:
- Por que você os abandonou? É evidente que guardam hoje mágoas de você.
Marvin:
- Me casei muito cedo com uma mulher tão criança na época feita eu. Não tínhamos estruturas básicas para suportar um casamento e nem quaisquer preparos familiares ou filosóficos; nada material. Com o tempo vieram os filhos e eu acreditava que toda aquela tempestade de problemas financeiros que passávamos ia acabar em breve. Eu me sustentava de sonhos, acreditando um dia que iria gravar um CD, editar um livro e, todos iriam se orgulhar de mim; eu adorava vê-los comer, principalmente da comida, muitas vezes, comprada por mim; por falta de trabalho na época, cheguei a pedir esmolas nas igrejas, me humilhei por eles para passarmos juntos uma Páscoa, um Natal ou outras datas comemorativas. Eu bebia muito, me envolvi com drogas e prostituição, achando que ia encontrar uma saída para aquela maldita tribulação. Cansado de sofrer e de fazê-los sofrer, me acovardei, fui embora, mas, na esperança de voltar um dia e surpreender a todos, especificadamente meus filhos.
Dr. Boa:
- É verdade que você, mulher e filhos foram sustentados por um bom tempo por sua sogra?
Marvin:
- Isso é mentira. Minha sogra sempre foi uma pessoa mesquinha, não sei se ainda é nos dias de hoje. Talvez, ela não tenha dito a meus filhos que eu gravava fitas cassetes (por sinal), lindas gravações e, saía para as ruas para vendê-las; que vendendo bonequinhos de gesso eu consegui comprar uma geladeira a vista; que eu sempre trazia, pouco, mas trazia, alimentos e coisas supérfluas para casa; que remédios para a sogra, mulher e filhos era problema meu. Sempre. Inclusive, na época, minha mulher caiu em depressão e quem comprou o remédio para ela (que custou mais caro do que o meu salário) fui eu. Isso se chama ingratidão e o Juiz Maior está vendo isso. Estou consciente de que fiz muito pouco, porém, foi tudo o que eu pude fazer.
Dr. Boa:
- Você tentou expor toda esta “tua verdade” à teus filhos?
Marvin:
- Foi inútil. Eles nunca me deram essa maldita “oportunidade” para que eu pudesse expor não a minha verdade, mas, a pura verdade. Eu não tenho um coração de plástico, sou um ser humano que também chora, ri como qualquer outro. Se realmente eu fosse um homem frio e calculista, egoísta, egocêntrico, hoje eu teria algo material na vida. O que eu tenho? Uma casa para morar? Um automóvel? Não. Eu não tenho nada. Se na época que eu os abandonei, me preocupasse com a minha felicidade, provavelmente, hoje, eu seria um homem feliz. Feliz em todos os sentidos.
Dr. Boa:
- Você nunca pensou em ter um emprego fixo, um registro na carteira?
Marvin:
- Ainda casado, um dos meus sonhos era me empregar nas grandes empresas em Joinville, Santa Catarina, um dos maiores pólos industriais do mundo, porém, eu não consegui.
Dr. Boa:
- E sua mulher? O que fez para ajudá-lo?
Marvin: Absolutamente nada. Como já mencionei: ela era tão criança feita eu quando nos casamos. As brigas eram freqüentes em casa e, confesso que por minha causa. Eu queria entender por que todas as outras mulheres que transei gozavam comigo e ela não. Tentei ajudá-la, mas, foi tudo inútil. Se eu já era um problema, ela só conseguiu aumentá-lo.
Dr. Boa:
- Você teve um caso com sua cunhada. Não se arrepende disso?
Marvin:
- Quando um não quer, dois não brigam. Fui assediado por sua linda irmã, virgem e, entrei de beça nesta relação. Eu assumo isso. Não me arrependo disso. Minha cunhada soube “fazer”, me agradar melhor do que minha mulher em todos os sentidos.

Dr. Boa:
- Nunca amou sua mulher?
Marvin:
- Na realidade, nunca amei ninguém. O amor é uma coisa tão linda, mas, ao mesmo tempo mística demais. Se eu amasse ou fosse amado de verdade, provavelmente, eu seria hoje um homem feliz.
Dr. Boa:
- Por muito tempo, você brincou com os sentimentos de muita gente; brincou também com o espiritismo. Talvez, seja por esta razão, que sua vida hoje está do jeito que está. O que acha disso?
Marvin:
- Não brinquei com os sentimentos de ninguém. Eu acreditava em meus personagens, (de repente, até mais do que eles) e, isto não era charlatanismo porque nunca lucrei nada com isso; pelo contrário, eles sim, aqueles que assistiam era quem lucravam. Minha sogra, por exemplo, se converteu ao cristianismo graças a um personagem meu que lhe falou de Jesus. Não está escrito que não cai uma folha de um galho seco se não for permitido por Deus? O espiritismo é uma religião filosófica e científica muito linda e totalmente inteligente. Na época, eu não sabia disso. Hoje sei e, por sinal, respeito muito.
Dr. Boa:
- Nunca pensou em se converter ao cristianismo?
Marvin:
- Não existem duas ou três verdades. Apenas uma. Creio que nas igrejas evangélicas, por exemplo, existem muitos cristãos de verdade, porém, movidos por sensacionalismo, não muito diferentes do que eu fazia com meus personagens espirituais. Nunca me prendi a dogmas, preceitos religiosos, porém, respeito à igreja católica e o espiritismo, apesar de terem doutrinas diferentes.
Dr. Boa:
- Você tem um bom conhecimento da Bíblia, não tem?
Marvin:
- Sim. Eu amo a literatura na regra geral. A Bíblia não pode e não deve ser interpretada de qualquer maneira. Fora escrita lá atrás, onde tudo era diferente dos costumes da modernidade de hoje. Literalmente, não existem traduções exatas, por isso é que existem tantas religiões espalhadas pelo mundo. Cada qual interpreta a Bíblia a sua maneira. Enquanto as seitas e preceitos religiosos não estiverem ensinando ninguém a roubar, mentir, adulterar e matar, está ótimo.
Dr. Boa:
- Surgiu um comentário de que você é homossexual. Isto é verdade?
Marvin:
- Não sou homossexual, nem bissexual, porém, se eu fosse, que problema haveria nisso? Tive algumas aventuras no passado, mas, saí fora. Sempre me excitou dominar e, quando via um boyzinho gatinho delicado dando bola pra mim, não perdia tempo. Tenho dois filhos homossexuais e creio que eles optaram por essa escolha porque não foram criados por mim. A figura paterna nestas horas, vale muito mais do que a materna. Eu tive um pai que me ensinou a ser homem; a não baixar a cabeça para outro homem e coisas assim. Quando transei pela primeira vez com uma mulher, descobri que não pode existir algo que seja mais gostoso. Não consigo me imaginar dormindo com outro homem. Fica esquisito. Não tenho preconceitos com homossexuais e, inclusive tenho muitos colegas que optaram por isso. Sem problemas. Cada um faz aquilo que lhe satisfaz. No meu caso, adoro um cheirinho de fêmea e acabou.
Dr. Boa:
- O que me diz da pedofilia?
Marvin:
- Um crime que não merece perdão. Um homem assediar uma criança deveria apodrecer na cadeia.
Dr. Boa:
- E das garotinhas que sentam no colo do pai?
Marvin:
- Isto não é pedofilia. Tem muitas menininhas safadas que adoram sentar no colo do pai. É evidente que a coisa pode ficar dura. Quem me garante que a mamãe não fica excitada quando da de mamar para o nenê?
Dr. Boa:
- Você, que afirma não ser feliz, ainda continua sendo um sonhador?
Marvin:
- Enquanto eu ainda estiver vivendo, sempre estarei sonhando.
Dr. Boa:
- Algum sonho especial?
Marvin:
- Sonho em ter minha casa, meu carro e, principalmente uma mulher a meu lado. Sonho em amar e ser amado de verdade e, depois disso, posso fechar meus olhos e descansar para sempre.
Dr. Boa:
- Você tem muitas composições e músicas. Nunca pensou em gravá-las e expor todo o seu talento ao mundo?
Marvin:
- Não tenho dinheiro. Talvez eu parta desta terra sem nunca gravar nada, mas, não tem problema. Acho que uma coisa que tem de acontecer, acontece e, se não aconteceu até agora é porque não é para acontecer.
Dr. Boa:
- Você gosta muito de animais, não é?
Marvin:
Nem todos os animais. Odeio bichos agressivos, bravos e raivosos como os cachorros em geral; adoro os gatos e se eu fosse um milionário iria salvar todos.
Dr. Boa:
- Pra terminar, o que pretende alcançar nos próximos anos?
Marvin:
- Eu desejo muito, mas, muito mesmo trabalhar, trabalhar e trabalhar. Com o resultado do meu trabalho, dar um bom dinheiro a todos àqueles que mataram a minha fome, em especial, minha sogra que afirma isso até nos dias de hoje. Quero poder mostrar pra muita gente que não sou um bicho e que também, sou carregado de sentimentos. Se eu conseguir isso, partirei daqui feliz.
Dr. Boa:
Eis aí a história de Marvin. Um homem que nunca conseguiu alcançar a sua felicidade. Casou-se cedo demais e, sem preparo algum. Com o tempo vieram os filhos e ele nada pôde fazer por eles, porque, é claro, nem mesmo pôde fazer algo por ele próprio. Um homem que procurou a sua felicidade na sociedade, mas, não encontrou. Humilhou pelas ruas, almejando não apenas dinheiro, mas, melhoria para si própria, em especial para os seus filhos. Diante desta tempestade de problemas, se acovardou; foi embora na esperança de voltar um dia, porém, nunca mais voltou. Não conseguiu construir nada na vida e, hoje, não tem nada material, como nunca teve antes.
É evidente que este homem é sensível e tem um coração, porém, isso é pouco para aqueles que hoje os menosprezam.
Desejo profundamente que ele alcance a sua vitória na vida, pois, aí sim, aqueles que os menosprezam, poderão fazer reparos do passado.
Não se alimenta a fome de um coitado fazendo o mundo saber disso; não se deve julgar, porque da mesma maneira que julgar será julgado também; o verdadeiro amor tem que ser praticado, pois, de lábias, o inferno está cheio.
Creio devotadamente que existe um Criador que tudo vê, que tudo sabe e, Ele sim, pode fazer justiça, pois, é o único grande juiz.

 doutorboacultural.blogspot.com/

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

FRIEZA HUMANA




Pois é, muitas gerações passaram. Estamos nos anos 60, isto é: 3060. Ninguém mais espera o Filho do Homem voltar. Nem eu. As pessoas, na regra geral, perderam o respeito. De vez em quando ainda se vê um molequinho educado apenas surrando sua avó para lhe dar uma verba para sustentar seu crack, droga leve e também das antigas. Hoje, tem bebê viciado e a mamãe já sabe que o barato dele não é só leitinho do peito, não é mesmo, mamãe?
O hobbie dos ricos ou simplesmente daqueles mais sucedidos na vida agora é surrar os pobres até a morte e fazer do couro da carne tapete para os seus pés.
Igreja virou terapia pra loucos. O cara se chapa da droga “evil”, (literalmente, demônio), entra na igreja e se relaxa se enrolando no chão e apalpando as nádegas e os seios das donzelas.
A população encheu a terra de certa forma que não existem mais áreas de lazer não; nem jardins, bosques e muito menos, selva. Tem gente viva morando até mesmo debaixo da terra.
Amor virou uma lenda e, se aparecer alguém dizendo que ama, apanha até a morte pra deixar de ser mentiroso. Por um lado foi até bom, sabe? Não existem mais aquelas musiquinhas diarreicas tipo: “Eu amo você, você me ama, nós nos amamos e o amor é sempre lindo e vamos amar”. Basta de impureza na natureza.
Hoje, o camarada, em boas condições físicas, pega a mulher do magrinho e manda ele pro inferno. A lei dos “quem pode mais chora menos”, apesar de ser das antigas, surte agora um resultado excepcional.
Que os velhinhos agora se cuidem ao sair de suas casas. São surrados até a morte pela galera jovem porque quer uma verba para amansar a fera. Vixi! Que saudade das antigas, sô! Tudo agora mudou.
Fabíola, uma mocinha linda, uma manteiga, um pêssego, Universitária, cursava na Faculdade: “Administração de Tráficos” chega a sua casa e se depara com sua mãe tomando um porre de veneno de cobra cascavel com mel, melado e álcool dançando ópera sertaneja universitária.
- Vagabunda, onde está o corno e viado do meu pai?
- Seu pai já era, sua biscate. Matei ele há duas horas. Tem carne fresca no freezer.
- Sua peste do demônio! Meu pai me devia um troco legal e você foi mata-lo?
- Limpei o bolso dele antes de dar-lhe umas machadadas na cabeça, sua baba de cadela louca.
Pois é, sô! Ser educado nos dias de hoje é como balançar a bunda para o inimigo e, cuidado que ele te devora. Duvide pra ver. O papo agora é outro.
Um molequinho acabara de ganhar do seu pai um revólver de calibre 38 e, parece que não ficou satisfeito com o presente;
- Esta porcaria aqui das antigas, seu velho impotente. Sabe o que eu vou fazer com ela? Isso daqui é.
O molequinho enche de balas a cabeça do seu pai e já tem carne para os urubus que não perdem mais tempo de voar tão alto como os das antigas.
Pois é, sô! E o Filho do Homem disse que ia voltar um dia. Mas, quando?! A história lá atrás, reza que o mundo jaz no maligno, que “maldita é a terra por cauda do homem”. Você, já pensou na quantidade de vidas inocentes, literalmente falando que já foi pro pau. E aquela menininha inocente que vinha da escola cantando a música da Mônica, do grande autor Maurício de Souza e, foi abusada sexualmente por fulano de tal que é o filho do homem de maior capital? Não deu em nada. Já mandava na época o dinheiro e sempre vai mandar. Não importa o que você diga ou faça. Com dinheiro você pode dizer tudo, fazer tudo e, não duvide disso. Estamos aqui, neste fabuloso e gigantesco universo para viver, conforme prega a matéria humana. Se for bom fosse o resultado de uma vida melhor, eficaz, plena e eterna, nunca, iriam matar o Filho do Homem. Prega-se que ele está pra voltar. Mas, quando? Até quando eu e você deveremos respeitar a vida? Até quando vamos ter que suportar a ideia de que viver é bom? Sim, na realidade, não vivemos por acaso, como pregam os teólogos filosóficos. “Crer” é a maior de todas as ilusões e sustenta a vida na eternidade ilimitada dos loucos. Por isso é que eu creio e, você sô? Você é louco?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O HOMEM MAIS RICO DO MUNDO




Um sujeito totalmente maltrapilho, aparentemente, humilde, entra num finíssimo restaurante bem no centro de São Paulo e é barrado por um dos seguranças.
- O que deseja?
- Eu quero almoçar.
- Procure outro lugar, pois, aqui não é próprio para o senhor. A comida é muito cara, entendeu?
- Mas, eu posso pagar.
O segurança acena para outro segurança e, aquele sujeito parece se dar mal.
- Retire-se daqui imediatamente seu verme, antes que eu chame a polícia.
E aquele sujeito se retira, mas, alguns dias depois ele retorna e não é reconhecido. Um dos garçons chega para aqueles dois seguranças e dá um recado.
- Sob nova direção. O novo dono quer falar com vocês no escritório.
Que surpresa inesperada! No luxuoso escritório do primeiro andar daquele finíssimo restaurante, estava aquele sujeito maltrapilho.
- Por que não deixaram entrar para almoçar dias atrás? Eu comprei este restaurante, incluindo vocês dois.
Os seguranças mal conseguem encarar aquele sujeito. Ficaram perplexos, mudos. O sujeito apresenta a eles duas mochilas e pergunta.
- Reconhecem estas mochilas?
- Sim, esta é a minha.
- E esta outra é a minha, senhor.
O sujeito tira das mochilas pacotes de cocaína, (droga).
Os seguranças entram em pânico.
- Alguém colocou estas drogas nelas, senhor.
- Não mexemos com drogas, senhor.
- Será que vão acreditar em mim ou em vocês? Eu coloquei a droga dentro delas, porém, tenho o apoio até do Senador e do Presidente da República, caso queiram me aborrecer. Tenho uma seleção de advogados, juiz, júri e, vocês? O que é que tem?
Os seguranças dobram seus joelhos e até beijam os pés daquele sujeito.
- Pelo amor de Deus, senhor! Não pode fazer isso com a gente!
- Perdoe-nos senhor.
Quarenta minutos depois, aqueles dois seguranças vão para a cadeia. E eram inocentes mesmo.

No subúrbio da grande São Paulo, numa vila muito pobre, caminha entre as ruas um andarilho. Seleciona algumas casas e bate palmas no portão de cada uma delas. Ele só queria tomar um cafezinho. E eis o que ouvia:
- Vá trabalhar seu vagabundo.
- Tome vergonha na cara.
- Sem vergonha! Eu tenho mais o que fazer.
Porém, na quarta casa...
- Sim. Saia do sol, senhor. Entre e prove do meu café. Acabei de passar.
Aquele andarilho entra numa casa bem simples, toma um delicioso café, ainda come umas torradas e, adorou ser tão bem recepcionado por aquela família que resolveu dar-lhe um excelente presente.
- Ofereço a vocês um prédio de vinte andares com vista para o mar, no litoral catarinense, em Balneário Camboriú.
O casal, Marcelo e Sara e as crianças Davi e Ruth ficaram perplexas. O andarilho faz uma ligação em seu celular.
- Podem vir agora.
Em poucos minutos, chegam à frente daquela casa humilde, vários repórteres, câmeras de redes de televisão diversas e o povo aglomera. O andarilho, que não era andarilho, fala de frente as câmeras:
- Darei um prédio com vista para o mar para esta humilde família que me recepcionou com muito amor em sua casa.
Aquelas mulheres que foram estúpidas com ele, também estavam ali.
- Senhor, por favor, perdoe-me pelo meu mal humor. É meu marido que é um tremendo de um chato. Proíbe-me de atender qualquer pessoa.
- Senhor, perdoe-me por ter lhe julgado mal.
- Perdoe-me senhor! Não sabia que isso era uma pegadinha.
E aquele andarilho diz humildemente:
- É claro que eu perdoo vocês, porém, do meu bolso, não vai sair sequer nenhuma moedinha para vocês. Vão para suas casas e, aguarde quem sabe outro anjo aparecer. Não julguem, pois, isso é muito mal.

Numa rica fazenda do estado de Mato Grosso, havia uma festa e entre os convidados estavam grandes cirurgiões do mundo inteiro e, para surpresa de todos, havia até mesmo um hospital particular no interior daquela imensa fazenda. De repente, o rico fazendeiro e também o organizador daquela festa surpreende a todos com vários estupradores algemados.
- Este sujeito abusou de sua enteada de apenas sete anos. Este outro abusou de sua própria filha de apenas três anos. Este outro mostrava seu órgão sexual para adolescentes e, estuprou sua própria avó e depois a matou. Não importa a idade das vítimas. Abuso não tem idade. Bem, violência só gera violência, não é verdade? Só se vive uma única vez e, pelo menos, a vida de seus órgãos sexuais finda por aqui.
Todos os estupradores vão para as salas de cirurgias daquele hospital da fazenda e têm seus pênis decepados. E a festa prossegue.

Na grande Amazônia, bem no centro das grandes matas, diversos caminhões traziam presos do Brasil inteiro.
Um sujeito de boa aparência faz um excelente discurso a todos eles.
- Bem, aqui temos assassinos, ladrões, estupradores, etc. Não se pode tirar a vida de ninguém nem literalmente, nem figurativamente. Eu explico melhor: Quem assassina mata literalmente. Quem rouba e quem estupra mata figurativamente. Vocês tiraram muitos sonhos de pessoas inocentes, honestas e trabalhadoras. Será que merecem viver? Só que, como não sou assassino, não posso mata-los, porém, meus leões e tigres estão com fome e precisam comer. Apesar de serem irracionais, eles respeitam as leis da natureza e, vocês?
Horas intensas de total pavor. Muitos assassinos, ladrões e estupradores foram lançados nas jaulas de leões e tigres famintos. De repente, entre eles estavam aqueles dois ex seguranças daquele finíssimo restaurante de São Paulo.
- Senhor?! Não roubamos, não estupramos e muito menos assassinamos alguém. Passaram-se alguns anos. Lembra-se da gente? Sim, éramos aqueles seguranças daquele restaurante de São Paulo.
O sujeito se lembra, é claro.
- Sim, eu me lembro. Um de vocês me chamou de verme e, isso me doeu muito.
- Então senhor, reconheço que errei. Este homem aqui a meu lado foi aquele que lhe chamou de verme. Perdoe ele, meu senhor. Teve dois derrames e perdeu a fala. Sim, está mudo. Não lhe entregue aos leões ou aos tigres. Rogo-te! Quanto a mim, sem problemas.
O sujeito se emocionou de tal maneira que até chorou.
- O que eu fiz com vocês dois foi muito grave. Uma humilhação sofrida não pode e não deve ter uma pena assim tão severa. Perdoem-me. Venham comigo.
E aquele sujeito leva aqueles dois ex seguranças para um grande castelo e os hospeda nos melhores quartos. Dias depois, contrata os melhores cirurgiões do mundo para darem uma assistência para aquele que perdera a fala.
- Quero que devolvam a fala deste homem. Eu pago o que for preciso.
Pois é, aquele ex segurança nunca mais falou e acabou morrendo numa das maiores clínicas de fonoaudiologia do mundo.
E outro segurança revela para o sujeito:
- Era o meu filho e eu o perdi para sempre.
O sujeito baixa a cabeça, chora e diz:
- Eu também perdi o meu pai para sempre. De maneira, muito pior do que a sua. Sou Lúcifer e minhas alcunhas são Satanás, o Diabo e outras. Não precisa me perdoar, pois, já tenho minha sentença e ela é eterna. Adeus!
E Lúcifer desaparece assim, subitamente. Toda a sua trilionária fortuna incalculável agora pertencia aquele homem que, não satisfeito por ter perdido seu único filho se suicidou.
Refreia sua língua. Palavras têm poder.

As Escrituras Sagradas também nos alertam sobre os perigos e o poder da nossa língua: 
"É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama;  A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas" (Tiago 3:5-6).

doutorboacultural.blogspot.com/