terça-feira, 26 de março de 2013

JUSTIÇA




Esta é uma história baseada em fatos reais. Uma história diferente das outras, em que entrevisto o réu, o qual está sendo julgado por muitos, inclusive por membros de sua própria família.
Todos aqueles que têm espírito metódico, senso e sede de justiça que estejam atentos e procurem não julgar de forma errada. Analisem minuciosamente cada detalhe e, quem sabe, vão compreender que, às vezes, subterfúgios podem ocorrer na vida, não só do acusado, como também na vida de qualquer ser humano.
Eu, Dr. Boa, um ser ciente, presente, uma consciência a serviço, de serviço, um expoente para ser usado, se apoiado, não estou aqui para defender ou muito menos para acusar alguém, pois, sou falho também e, como qualquer pessoa, estou sujeito a erra; não tenho a menor aptidão para juiz, porém, creio que a vida de um homem, na regra geral, é muito curta e, que por isso, é importante usufruirmos a cada minuto vivido, pois, um dia (não sabemos quando) partiremos daqui, deste fabuloso, gigantesco e esplêndido universo e, para onde iremos ou, se é que iremos para algum lugar, ninguém sabe, ou seja: poderemos findar para todo o sempre, ou não.
Marvin, assim vou chama-lo, hoje um homem de quase meio século, assim como milhões de pessoas, também tem uma história para contar. Acompanhem.
Dr. Boa:
- Marvin, o que é ser feliz para você? Você é feliz?
Marvin:
- Ser realizado materialmente e, principalmente espiritualmente na vida. Não sou feliz porque nunca consegui isso.
Dr. Boa:
- Mas, a vida te deu muitas oportunidades.
Marvin:
- Nunca gostei desta palavra “oportunidade”. O que a vida me deu foi muito pouco e, lamentavelmente, não soube aproveitar. Hoje, eu poderia me orgulhar de tudo o que eu tenho, porém, o que eu tenho? Filhos que me acusam me criticam, me julgam?
Dr. Boa:
- Você já se perguntou por que é que teus filhos te acusam, te criticam, te julgam?
Marvin:
- Porque não conhecem a minha história. Tudo o que sabem de mim foi o que ouviram de outros como: mãe, tios, avó, etc. Eles não sabem que briguei, comi o pão que o diabo amassou por eles.
Dr. Boa:
- Por que você os abandonou? É evidente que guardam hoje mágoas de você.
Marvin:
- Me casei muito cedo com uma mulher tão criança na época feita eu. Não tínhamos estruturas básicas para suportar um casamento e nem quaisquer preparos familiares ou filosóficos; nada material. Com o tempo vieram os filhos e eu acreditava que toda aquela tempestade de problemas financeiros que passávamos ia acabar em breve. Eu me sustentava de sonhos, acreditando um dia que iria gravar um CD, editar um livro e, todos iriam se orgulhar de mim; eu adorava vê-los comer, principalmente da comida, muitas vezes, comprada por mim; por falta de trabalho na época, cheguei a pedir esmolas nas igrejas, me humilhei por eles para passarmos juntos uma Páscoa, um Natal ou outras datas comemorativas. Eu bebia muito, me envolvi com drogas e prostituição, achando que ia encontrar uma saída para aquela maldita tribulação. Cansado de sofrer e de fazê-los sofrer, me acovardei, fui embora, mas, na esperança de voltar um dia e surpreender a todos, especificadamente meus filhos.
Dr. Boa:
- É verdade que você, mulher e filhos foram sustentados por um bom tempo por sua sogra?
Marvin:
- Isso é mentira. Minha sogra sempre foi uma pessoa mesquinha, não sei se ainda é nos dias de hoje. Talvez, ela não tenha dito a meus filhos que eu gravava fitas cassetes (por sinal), lindas gravações e, saía para as ruas para vendê-las; que vendendo bonequinhos de gesso eu consegui comprar uma geladeira a vista; que eu sempre trazia, pouco, mas trazia, alimentos e coisas supérfluas para casa; que remédios para a sogra, mulher e filhos era problema meu. Sempre. Inclusive, na época, minha mulher caiu em depressão e quem comprou o remédio para ela (que custou mais caro do que o meu salário) fui eu. Isso se chama ingratidão e o Juiz Maior está vendo isso. Estou consciente de que fiz muito pouco, porém, foi tudo o que eu pude fazer.
Dr. Boa:
- Você tentou expor toda esta “tua verdade” à teus filhos?
Marvin:
- Foi inútil. Eles nunca me deram essa maldita “oportunidade” para que eu pudesse expor não a minha verdade, mas, a pura verdade. Eu não tenho um coração de plástico, sou um ser humano que também chora, ri como qualquer outro. Se realmente eu fosse um homem frio e calculista, egoísta, egocêntrico, hoje eu teria algo material na vida. O que eu tenho? Uma casa para morar? Um automóvel? Não. Eu não tenho nada. Se na época que eu os abandonei, me preocupasse com a minha felicidade, provavelmente, hoje, eu seria um homem feliz. Feliz em todos os sentidos.
Dr. Boa:
- Você nunca pensou em ter um emprego fixo, um registro na carteira?
Marvin:
- Ainda casado, um dos meus sonhos era me empregar nas grandes empresas em Joinville, Santa Catarina, um dos maiores pólos industriais do mundo, porém, eu não consegui.
Dr. Boa:
- E sua mulher? O que fez para ajudá-lo?
Marvin: Absolutamente nada. Como já mencionei: ela era tão criança feita eu quando nos casamos. As brigas eram freqüentes em casa e, confesso que por minha causa. Eu queria entender por que todas as outras mulheres que transei gozavam comigo e ela não. Tentei ajudá-la, mas, foi tudo inútil. Se eu já era um problema, ela só conseguiu aumentá-lo.
Dr. Boa:
- Você teve um caso com sua cunhada. Não se arrepende disso?
Marvin:
- Quando um não quer, dois não brigam. Fui assediado por sua linda irmã, virgem e, entrei de beça nesta relação. Eu assumo isso. Não me arrependo disso. Minha cunhada soube “fazer”, me agradar melhor do que minha mulher em todos os sentidos.

Dr. Boa:
- Nunca amou sua mulher?
Marvin:
- Na realidade, nunca amei ninguém. O amor é uma coisa tão linda, mas, ao mesmo tempo mística demais. Se eu amasse ou fosse amado de verdade, provavelmente, eu seria hoje um homem feliz.
Dr. Boa:
- Por muito tempo, você brincou com os sentimentos de muita gente; brincou também com o espiritismo. Talvez, seja por esta razão, que sua vida hoje está do jeito que está. O que acha disso?
Marvin:
- Não brinquei com os sentimentos de ninguém. Eu acreditava em meus personagens, (de repente, até mais do que eles) e, isto não era charlatanismo porque nunca lucrei nada com isso; pelo contrário, eles sim, aqueles que assistiam era quem lucravam. Minha sogra, por exemplo, se converteu ao cristianismo graças a um personagem meu que lhe falou de Jesus. Não está escrito que não cai uma folha de um galho seco se não for permitido por Deus? O espiritismo é uma religião filosófica e científica muito linda e totalmente inteligente. Na época, eu não sabia disso. Hoje sei e, por sinal, respeito muito.
Dr. Boa:
- Nunca pensou em se converter ao cristianismo?
Marvin:
- Não existem duas ou três verdades. Apenas uma. Creio que nas igrejas evangélicas, por exemplo, existem muitos cristãos de verdade, porém, movidos por sensacionalismo, não muito diferentes do que eu fazia com meus personagens espirituais. Nunca me prendi a dogmas, preceitos religiosos, porém, respeito à igreja católica e o espiritismo, apesar de terem doutrinas diferentes.
Dr. Boa:
- Você tem um bom conhecimento da Bíblia, não tem?
Marvin:
- Sim. Eu amo a literatura na regra geral. A Bíblia não pode e não deve ser interpretada de qualquer maneira. Fora escrita lá atrás, onde tudo era diferente dos costumes da modernidade de hoje. Literalmente, não existem traduções exatas, por isso é que existem tantas religiões espalhadas pelo mundo. Cada qual interpreta a Bíblia a sua maneira. Enquanto as seitas e preceitos religiosos não estiverem ensinando ninguém a roubar, mentir, adulterar e matar, está ótimo.
Dr. Boa:
- Surgiu um comentário de que você é homossexual. Isto é verdade?
Marvin:
- Não sou homossexual, nem bissexual, porém, se eu fosse, que problema haveria nisso? Tive algumas aventuras no passado, mas, saí fora. Sempre me excitou dominar e, quando via um boyzinho gatinho delicado dando bola pra mim, não perdia tempo. Tenho dois filhos homossexuais e creio que eles optaram por essa escolha porque não foram criados por mim. A figura paterna nestas horas, vale muito mais do que a materna. Eu tive um pai que me ensinou a ser homem; a não baixar a cabeça para outro homem e coisas assim. Quando transei pela primeira vez com uma mulher, descobri que não pode existir algo que seja mais gostoso. Não consigo me imaginar dormindo com outro homem. Fica esquisito. Não tenho preconceitos com homossexuais e, inclusive tenho muitos colegas que optaram por isso. Sem problemas. Cada um faz aquilo que lhe satisfaz. No meu caso, adoro um cheirinho de fêmea e acabou.
Dr. Boa:
- O que me diz da pedofilia?
Marvin:
- Um crime que não merece perdão. Um homem assediar uma criança deveria apodrecer na cadeia.
Dr. Boa:
- E das garotinhas que sentam no colo do pai?
Marvin:
- Isto não é pedofilia. Tem muitas menininhas safadas que adoram sentar no colo do pai. É evidente que a coisa pode ficar dura. Quem me garante que a mamãe não fica excitada quando da de mamar para o nenê?
Dr. Boa:
- Você, que afirma não ser feliz, ainda continua sendo um sonhador?
Marvin:
- Enquanto eu ainda estiver vivendo, sempre estarei sonhando.
Dr. Boa:
- Algum sonho especial?
Marvin:
- Sonho em ter minha casa, meu carro e, principalmente uma mulher a meu lado. Sonho em amar e ser amado de verdade e, depois disso, posso fechar meus olhos e descansar para sempre.
Dr. Boa:
- Você tem muitas composições e músicas. Nunca pensou em gravá-las e expor todo o seu talento ao mundo?
Marvin:
- Não tenho dinheiro. Talvez eu parta desta terra sem nunca gravar nada, mas, não tem problema. Acho que uma coisa que tem de acontecer, acontece e, se não aconteceu até agora é porque não é para acontecer.
Dr. Boa:
- Você gosta muito de animais, não é?
Marvin:
Nem todos os animais. Odeio bichos agressivos, bravos e raivosos como os cachorros em geral; adoro os gatos e se eu fosse um milionário iria salvar todos.
Dr. Boa:
- Pra terminar, o que pretende alcançar nos próximos anos?
Marvin:
- Eu desejo muito, mas, muito mesmo trabalhar, trabalhar e trabalhar. Com o resultado do meu trabalho, dar um bom dinheiro a todos àqueles que mataram a minha fome, em especial, minha sogra que afirma isso até nos dias de hoje. Quero poder mostrar pra muita gente que não sou um bicho e que também, sou carregado de sentimentos. Se eu conseguir isso, partirei daqui feliz.
Dr. Boa:
Eis aí a história de Marvin. Um homem que nunca conseguiu alcançar a sua felicidade. Casou-se cedo demais e, sem preparo algum. Com o tempo vieram os filhos e ele nada pôde fazer por eles, porque, é claro, nem mesmo pôde fazer algo por ele próprio. Um homem que procurou a sua felicidade na sociedade, mas, não encontrou. Humilhou pelas ruas, almejando não apenas dinheiro, mas, melhoria para si própria, em especial para os seus filhos. Diante desta tempestade de problemas, se acovardou; foi embora na esperança de voltar um dia, porém, nunca mais voltou. Não conseguiu construir nada na vida e, hoje, não tem nada material, como nunca teve antes.
É evidente que este homem é sensível e tem um coração, porém, isso é pouco para aqueles que hoje os menosprezam.
Desejo profundamente que ele alcance a sua vitória na vida, pois, aí sim, aqueles que os menosprezam, poderão fazer reparos do passado.
Não se alimenta a fome de um coitado fazendo o mundo saber disso; não se deve julgar, porque da mesma maneira que julgar será julgado também; o verdadeiro amor tem que ser praticado, pois, de lábias, o inferno está cheio.
Creio devotadamente que existe um Criador que tudo vê, que tudo sabe e, Ele sim, pode fazer justiça, pois, é o único grande juiz.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

FRIEZA HUMANA




Pois é, muitas gerações passaram. Estamos nos anos 60, isto é: 3060. Ninguém mais espera o Filho do Homem voltar. Nem eu. As pessoas, na regra geral, perderam o respeito. De vez em quando ainda se vê um molequinho educado apenas surrando sua avó para lhe dar uma verba para sustentar seu crack, droga leve e também das antigas. Hoje, tem bebê viciado e a mamãe já sabe que o barato dele não é só leitinho do peito, não é mesmo, mamãe?
O hobbie dos ricos ou simplesmente daqueles mais sucedidos na vida agora é surrar os pobres até a morte e fazer do couro da carne tapete para os seus pés.
Igreja virou terapia pra loucos. O cara se chapa da droga “evil”, (literalmente, demônio), entra na igreja e se relaxa se enrolando no chão e apalpando as nádegas e os seios das donzelas.
A população encheu a terra de certa forma que não existem mais áreas de lazer não; nem jardins, bosques e muito menos, selva. Tem gente viva morando até mesmo debaixo da terra.
Amor virou uma lenda e, se aparecer alguém dizendo que ama, apanha até a morte pra deixar de ser mentiroso. Por um lado foi até bom, sabe? Não existem mais aquelas musiquinhas diarreicas tipo: “Eu amo você, você me ama, nós nos amamos e o amor é sempre lindo e vamos amar”. Basta de impureza na natureza.
Hoje, o camarada, em boas condições físicas, pega a mulher do magrinho e manda ele pro inferno. A lei dos “quem pode mais chora menos”, apesar de ser das antigas, surte agora um resultado excepcional.
Que os velhinhos agora se cuidem ao sair de suas casas. São surrados até a morte pela galera jovem porque quer uma verba para amansar a fera. Vixi! Que saudade das antigas, sô! Tudo agora mudou.
Fabíola, uma mocinha linda, uma manteiga, um pêssego, Universitária, cursava na Faculdade: “Administração de Tráficos” chega a sua casa e se depara com sua mãe tomando um porre de veneno de cobra cascavel com mel, melado e álcool dançando ópera sertaneja universitária.
- Vagabunda, onde está o corno e viado do meu pai?
- Seu pai já era, sua biscate. Matei ele há duas horas. Tem carne fresca no freezer.
- Sua peste do demônio! Meu pai me devia um troco legal e você foi mata-lo?
- Limpei o bolso dele antes de dar-lhe umas machadadas na cabeça, sua baba de cadela louca.
Pois é, sô! Ser educado nos dias de hoje é como balançar a bunda para o inimigo e, cuidado que ele te devora. Duvide pra ver. O papo agora é outro.
Um molequinho acabara de ganhar do seu pai um revólver de calibre 38 e, parece que não ficou satisfeito com o presente;
- Esta porcaria aqui das antigas, seu velho impotente. Sabe o que eu vou fazer com ela? Isso daqui é.
O molequinho enche de balas a cabeça do seu pai e já tem carne para os urubus que não perdem mais tempo de voar tão alto como os das antigas.
Pois é, sô! E o Filho do Homem disse que ia voltar um dia. Mas, quando?! A história lá atrás, reza que o mundo jaz no maligno, que “maldita é a terra por cauda do homem”. Você, já pensou na quantidade de vidas inocentes, literalmente falando que já foi pro pau. E aquela menininha inocente que vinha da escola cantando a música da Mônica, do grande autor Maurício de Souza e, foi abusada sexualmente por fulano de tal que é o filho do homem de maior capital? Não deu em nada. Já mandava na época o dinheiro e sempre vai mandar. Não importa o que você diga ou faça. Com dinheiro você pode dizer tudo, fazer tudo e, não duvide disso. Estamos aqui, neste fabuloso e gigantesco universo para viver, conforme prega a matéria humana. Se for bom fosse o resultado de uma vida melhor, eficaz, plena e eterna, nunca, iriam matar o Filho do Homem. Prega-se que ele está pra voltar. Mas, quando? Até quando eu e você deveremos respeitar a vida? Até quando vamos ter que suportar a ideia de que viver é bom? Sim, na realidade, não vivemos por acaso, como pregam os teólogos filosóficos. “Crer” é a maior de todas as ilusões e sustenta a vida na eternidade ilimitada dos loucos. Por isso é que eu creio e, você sô? Você é louco?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O HOMEM MAIS RICO DO MUNDO




Um sujeito totalmente maltrapilho, aparentemente, humilde, entra num finíssimo restaurante bem no centro de São Paulo e é barrado por um dos seguranças.
- O que deseja?
- Eu quero almoçar.
- Procure outro lugar, pois, aqui não é próprio para o senhor. A comida é muito cara, entendeu?
- Mas, eu posso pagar.
O segurança acena para outro segurança e, aquele sujeito parece se dar mal.
- Retire-se daqui imediatamente seu verme, antes que eu chame a polícia.
E aquele sujeito se retira, mas, alguns dias depois ele retorna e não é reconhecido. Um dos garçons chega para aqueles dois seguranças e dá um recado.
- Sob nova direção. O novo dono quer falar com vocês no escritório.
Que surpresa inesperada! No luxuoso escritório do primeiro andar daquele finíssimo restaurante, estava aquele sujeito maltrapilho.
- Por que não deixaram entrar para almoçar dias atrás? Eu comprei este restaurante, incluindo vocês dois.
Os seguranças mal conseguem encarar aquele sujeito. Ficaram perplexos, mudos. O sujeito apresenta a eles duas mochilas e pergunta.
- Reconhecem estas mochilas?
- Sim, esta é a minha.
- E esta outra é a minha, senhor.
O sujeito tira das mochilas pacotes de cocaína, (droga).
Os seguranças entram em pânico.
- Alguém colocou estas drogas nelas, senhor.
- Não mexemos com drogas, senhor.
- Será que vão acreditar em mim ou em vocês? Eu coloquei a droga dentro delas, porém, tenho o apoio até do Senador e do Presidente da República, caso queiram me aborrecer. Tenho uma seleção de advogados, juiz, júri e, vocês? O que é que tem?
Os seguranças dobram seus joelhos e até beijam os pés daquele sujeito.
- Pelo amor de Deus, senhor! Não pode fazer isso com a gente!
- Perdoe-nos senhor.
Quarenta minutos depois, aqueles dois seguranças vão para a cadeia. E eram inocentes mesmo.

No subúrbio da grande São Paulo, numa vila muito pobre, caminha entre as ruas um andarilho. Seleciona algumas casas e bate palmas no portão de cada uma delas. Ele só queria tomar um cafezinho. E eis o que ouvia:
- Vá trabalhar seu vagabundo.
- Tome vergonha na cara.
- Sem vergonha! Eu tenho mais o que fazer.
Porém, na quarta casa...
- Sim. Saia do sol, senhor. Entre e prove do meu café. Acabei de passar.
Aquele andarilho entra numa casa bem simples, toma um delicioso café, ainda come umas torradas e, adorou ser tão bem recepcionado por aquela família que resolveu dar-lhe um excelente presente.
- Ofereço a vocês um prédio de vinte andares com vista para o mar, no litoral catarinense, em Balneário Camboriú.
O casal, Marcelo e Sara e as crianças Davi e Ruth ficaram perplexas. O andarilho faz uma ligação em seu celular.
- Podem vir agora.
Em poucos minutos, chegam à frente daquela casa humilde, vários repórteres, câmeras de redes de televisão diversas e o povo aglomera. O andarilho, que não era andarilho, fala de frente as câmeras:
- Darei um prédio com vista para o mar para esta humilde família que me recepcionou com muito amor em sua casa.
Aquelas mulheres que foram estúpidas com ele, também estavam ali.
- Senhor, por favor, perdoe-me pelo meu mal humor. É meu marido que é um tremendo de um chato. Proíbe-me de atender qualquer pessoa.
- Senhor, perdoe-me por ter lhe julgado mal.
- Perdoe-me senhor! Não sabia que isso era uma pegadinha.
E aquele andarilho diz humildemente:
- É claro que eu perdoo vocês, porém, do meu bolso, não vai sair sequer nenhuma moedinha para vocês. Vão para suas casas e, aguarde quem sabe outro anjo aparecer. Não julguem, pois, isso é muito mal.

Numa rica fazenda do estado de Mato Grosso, havia uma festa e entre os convidados estavam grandes cirurgiões do mundo inteiro e, para surpresa de todos, havia até mesmo um hospital particular no interior daquela imensa fazenda. De repente, o rico fazendeiro e também o organizador daquela festa surpreende a todos com vários estupradores algemados.
- Este sujeito abusou de sua enteada de apenas sete anos. Este outro abusou de sua própria filha de apenas três anos. Este outro mostrava seu órgão sexual para adolescentes e, estuprou sua própria avó e depois a matou. Não importa a idade das vítimas. Abuso não tem idade. Bem, violência só gera violência, não é verdade? Só se vive uma única vez e, pelo menos, a vida de seus órgãos sexuais finda por aqui.
Todos os estupradores vão para as salas de cirurgias daquele hospital da fazenda e têm seus pênis decepados. E a festa prossegue.

Na grande Amazônia, bem no centro das grandes matas, diversos caminhões traziam presos do Brasil inteiro.
Um sujeito de boa aparência faz um excelente discurso a todos eles.
- Bem, aqui temos assassinos, ladrões, estupradores, etc. Não se pode tirar a vida de ninguém nem literalmente, nem figurativamente. Eu explico melhor: Quem assassina mata literalmente. Quem rouba e quem estupra mata figurativamente. Vocês tiraram muitos sonhos de pessoas inocentes, honestas e trabalhadoras. Será que merecem viver? Só que, como não sou assassino, não posso mata-los, porém, meus leões e tigres estão com fome e precisam comer. Apesar de serem irracionais, eles respeitam as leis da natureza e, vocês?
Horas intensas de total pavor. Muitos assassinos, ladrões e estupradores foram lançados nas jaulas de leões e tigres famintos. De repente, entre eles estavam aqueles dois ex seguranças daquele finíssimo restaurante de São Paulo.
- Senhor?! Não roubamos, não estupramos e muito menos assassinamos alguém. Passaram-se alguns anos. Lembra-se da gente? Sim, éramos aqueles seguranças daquele restaurante de São Paulo.
O sujeito se lembra, é claro.
- Sim, eu me lembro. Um de vocês me chamou de verme e, isso me doeu muito.
- Então senhor, reconheço que errei. Este homem aqui a meu lado foi aquele que lhe chamou de verme. Perdoe ele, meu senhor. Teve dois derrames e perdeu a fala. Sim, está mudo. Não lhe entregue aos leões ou aos tigres. Rogo-te! Quanto a mim, sem problemas.
O sujeito se emocionou de tal maneira que até chorou.
- O que eu fiz com vocês dois foi muito grave. Uma humilhação sofrida não pode e não deve ter uma pena assim tão severa. Perdoem-me. Venham comigo.
E aquele sujeito leva aqueles dois ex seguranças para um grande castelo e os hospeda nos melhores quartos. Dias depois, contrata os melhores cirurgiões do mundo para darem uma assistência para aquele que perdera a fala.
- Quero que devolvam a fala deste homem. Eu pago o que for preciso.
Pois é, aquele ex segurança nunca mais falou e acabou morrendo numa das maiores clínicas de fonoaudiologia do mundo.
E outro segurança revela para o sujeito:
- Era o meu filho e eu o perdi para sempre.
O sujeito baixa a cabeça, chora e diz:
- Eu também perdi o meu pai para sempre. De maneira, muito pior do que a sua. Sou Lúcifer e minhas alcunhas são Satanás, o Diabo e outras. Não precisa me perdoar, pois, já tenho minha sentença e ela é eterna. Adeus!
E Lúcifer desaparece assim, subitamente. Toda a sua trilionária fortuna incalculável agora pertencia aquele homem que, não satisfeito por ter perdido seu único filho se suicidou.
Refreia sua língua. Palavras têm poder.

As Escrituras Sagradas também nos alertam sobre os perigos e o poder da nossa língua: 
"É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama;  A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas" (Tiago 3:5-6).

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

PAIXÃO ORIENTAL



Receber um elogio, uma piscada de olhos, um volte sempre, de alguém, assim tão especial, tão doce e encantador, sem dúvida, satisfaz o ego de qualquer um, não é verdade?
Murilo não era bonito e muito menos lindo, mas, era um cabra de presença. Frequentava o bar da Teng, uma chinesa linda, encantadora, caldosa, um pêssego. Quando Murilo entrava no bar da Teng, Virgem Nossa! Ela podia estar falando ao telefone com sua mãe na China, já interrompia a ligação na hora e ia atendê-lo.
- Você maluco, sumiu né?
Murilo fica roxo feito um alho de tão emocionado.
- Estive aqui ontem.
E a chinesa já lhe servia seu uísque duplo, uma porção de calabresa, na sequência, umas cervejinhas e, o tempo todo ficava paquerando-o, indiscretamente, é claro. Ele acenava com a mão para ela que vinha correndo para a mesa atendê-lo.
- Quer mais um porçon?
- Não. Quanto é que deu minha conta, Teng?
- Síí! Zá vai embora, maluco? Tá muito cedo, né?
E Murilo já falando mole, decidia ficar mais um pouco. Pedia mais um uísque duplo, uma porção de calabresa e mais umas cervejinhas.


 Saía do bar pilecado, entende? Chegava a sua casa e levava uma surra da peste de Geovásia, sua mulher e também de suas filhas Gecriléia e Gesisléia.
- Seu bundão, cadê a mistura? Cadê o dinheiro?




- Tem certeza de que este cabra é meu pai, minha mãe?




- Deixou todo o seu salário no boteco, seu pilantra?





A chinesa Teng acreditava que Murilo era um engenheiro, pois, além dele falar muito bonito, se vestia bem e gastava um dinheiro lindo em seu bar.
Numa noite de sexta-feira, Murilo resolveu pagar uma rodada de comes e bebes para doze camaradas seus. Teng e suas três empregadas redobraram o serviço e deram uma atenção especial para todos, principalmente para Murilo.
Retardésio, um dos amigos de Murilo, metido a doutor diz baixinho:
- Saquei tudo, qual é a parada aqui Murilo. Tá ligado? Tu sabes que eu, como psicólogo não me engano. De besta eu não tenho é nada, entendestes?
E Murilo preocupado pergunta baixinho para Retardésio:
- O que é que tu sacaste? Diga-me.
- Saquei que está rolando um clima entre você e a chinesa, porque ela não tira os olhos de você.
Murilo sentiu-se assim tão cheio que não deu para segurar: soltou um peido caloroso e volumoso, mas, ninguém ouviu não, porque o barulho do bate papo cobria tudo, até mesmo aquele peido nojento.
- Eh! Eh! Ela está gamada por mim, rapaz.
Teng! Teng! Pra que dar tanta bandeira, chinesinha linda? Também, ela não tirava os olhos da bunda de Murilo, sô! Para completar a felicidade, Murilo só pisca para Teng e lá vinha outra rodada de comes e bebes.
Vixi! Quero ver você pular santa! Murilo chega a sua casa daquele jeito que o diabo gosta: “bem bebinho como um bobinho”.
Sua mulher Geovásia, dessa vez, pega o cabo de uma vassoura e dá-lhe nas juntas, na cabeça e nas pernas.
- Tome vergonha caldo de escarro! Cadê o dinheiro do décimo terceiro?
E lá vinham Gecriléia e Gesisléia, suas filhas com pedaços de pau nas mãos.
- Diga-me a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade minha mãe: este cabra é meu pai?
- Deixou todo o décimo no boteco, seu pilantra?
No dia seguinte, não teve como Murilo ir trabalhar não, sô! Ficou com cara de caroço, o moço. Mas, afinal, com o que é que Murilo trabalhava que tinha tanto dinheiro assim, apesar de deixar todo ele no bar da Teng? Vixi! Ele pedia esmola, sô! Como falava bonito feito o homem da cobra, ganhava muito dinheiro, mas, ninguém sabia de nada, nem mesmo sua mulher e filhas. Natais e finais de anos ele ganhava mais, é claro: um tanto daqui, outro tanto dali que, juntando tudo passava de um décimo terceiro ou quarto, só que a grana toda ficava no bar da Teng.
Sua mulher e filhas cansaram de vê-lo naquele estado, sempre bêbado e falido. Deram-lhe um pontapé na bunda e os expulsaram de casa e ai dele se voltasse. Geraldo, o cão guarda-costas da família ficava na espreita.
Teng, a chinesa linda parecia preocupada. Murilo sumiu do seu bar, caramba! Depois de quinze dias, ele resolveu aparecer por lá. Nossa! A chinesa de olhos rasgados arregalou tanto seus olhos que pareciam bolinhas de gude, assim como os olhos dos ocidentais, sabe?
- Você maluco, sumiu né? Eu com muita saudades de você, maluco! Vai querer o mesmo de sempre?
Murilo parecia triste. Na realidade ele estava falido e apaixonado também pela chinesa.
- Hoje não tenho dinheiro, Teng. Posso ficar te devendo uma coca cola?
Teng estranhou.
- Você maluco? Aqui antes, todo dia (né?) toma uísque, ceveja, porçon, agola coca cola?!
- Sim, então, posso te pagar amanhã um uísque, uma cerveja e uma porção?
- Claro. Claro que não! Você maluco? Nem coca cola pode. Ou paga tudo agola ou vai embola.
Vixi! Que bafo de alho, sô! A chinesinha falava sério. E Murilo chegou a achar que ela estava interessada nele. Quer dizer, em partes estava: só que no dinheiro dele.

Que esta história sirva de exemplo para muitos bocós de brasileiros: orientais só gostam dos brasileiros que gastam com eles, entendeu?


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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

CACETE OU CACETINHO?



Doce Fabíola. Uma moça encantadora como o oceano pacífico de Djavan; loura dos olhos tão azuis como as águas do Rio Nilo. A mocinha saiu de São Paulo e foi se aventurar em Vacarias, interior do Rio Grande do Sul, distante da capital Porto Alegre cerca de 240 km. A bichana não tinha paz não, rapaz! Certa vez, saindo de sua casa com destino a padaria da esquina sentiu-se assediada por Miúcho, um japonês naturalizado brasileiro e gaúcho.
- Queres um cacete ou um cacetinho?
O que?! Que gaúcho atrevido! Fabíola simplesmente olhou para aquela mistura de Ásia com azia, lançou lhe um sorriso tão doce feito aquele doce de batata doce, tirou do bolso de seu shortinho seu celular e disse-lhe:
- Espera só um pouquinho, Senhor Cavalheiro. Vou pedir uma sugestão para um amigo, se eu devo querer comprar um cacete ou um cacetinho.
Vixi! Fabíola ligou foi para a polícia de Vacarias e, foi aquele tumulto no interior da padaria, até que um dos soldados gritou:
- Pode parar indiada véia! Agora é o gaúcho da pistola armada quem fala, tchê! O que houve aqui, afinal?
E Miúcho (o misturado) diz ao soldado.
- Tchê! Eu simplesmente perguntei pra esta china se queria cacete ou cacetinho.
O soldado, só não mais grosso por falta de espaço, solta um tiro pro alto e estoura uma lâmpada.
- China, tu nos chamas aqui para isso? Decidas logo se vais querer cacete ou cacetinho.
Fabíola, sensível feita uma cadelinha magra diz:
- Não sou china e não vou querer nem cacete, nem cacetinho. Sou uma moça direita.
Coitadinha da burrinha. Cacete para os gaúchos é pão, sua anta. Eta paulistinha caipira, manga! Veio de tão longe para ter que voltar?


De volta a São Paulo, ela fica uns dias na casa do tio Bicudo e, não suportando mais ver os bicos do tio, rouba-lhe todo o seu dinheiro e vai para Portugal.






Chegando lá, precisa trabalhar, é claro. Entra numa grande agência de empregos, bem no centro de Lisboa, capital de Portugal e, um português afeminado lhe diz:
- Puta, tens que pegar a bicha.
O que?! Pode parar! Ela chamou na hora a polícia portuguesa. Estava muito nervosa.
- Polícia, este, eu quero dizer este desclassificado me chamou de puta e disse-me para eu pegar a bicha.
O soldado português, ironicamente diz:
- Oras! Se tu não és uma puta, acasos és uma fufa? Tens que pegar a bicha sim e, passes bem.




Fabíola ficou indignada, enquanto, aquele paneleiro (afeminado, sabe?) caiu na gargalhada.
- Vá trocar de cueca, puta!




Coitadinha de Fabíola! Essa foi demais, rapaz. Mais tarde, na igreja, o padre português tão calmo feito um bebê gardenal lhe explica:
- Aqui em Portugal, chamamos moleca, moça de puta, fila, que vocês chamam no Brasil aqui é bicha e tanto faz, para mulher ou homem é cueca, talvez, porque cobre o... entendestes?
E Fabíola, envergonhada pergunta ao padre:
- Por que o policial português perguntou-me se acasos eu era uma fufa?
O padre olha para os lindos pezinhos de Fabíola e diz:
- Ele quis saber se tu eras uma sapatona, só isso.
O que?! Fabíola sai daquela igreja, localiza o soldado português e enche-lhe de porradas. Vixi! Não é que aquilo rola entre os dois um clima, sô? Entre tapas e beijos foram parar num hotel e lá na suíte luxuosa se casam. Antes daquele final besta que todo mundo espera “e foram felizes para sempre...” ela volta ao Brasil com seu maridão soldado português, vai para Vacarias-RS e lá, dana-se tudo para Miúcho, o japa gaúcho que é arrebentado antes de ser arrebatado. Pense numa surra. Pensou? Fabíola lhe diz:
- Isso também se chama cacete, seu ordinário.
Vixi! Que lourinha invocadinha, sô!




O VENCEDOR


Vicente era um sujeito boa pinta, porém, por relaxo bocal, seus dentes ficaram mais do que cariados, ficaram carentes e, eu diria mais: ficaram podres.
Vicente sofria com seus dentes que só pela misericórdia dos banguelas. Os dentes chegaram num ponto que, necessariamente, urgentemente, precisavam ser arrancados.
A dor de um de seus dentes era tão intensa que ele assobiava quando falava ou, simplesmente sussurrava de dor. Sabe aquele barulhinho estranho tipo pliuziips que sai da boca de alguém que está com uma terrível dor de dente? Foi aí, que este pobre diabo entrou numa encrenca das piores. Subindo uma ladeira bastante movimentada, ele se depara com uma moça muito bonita que o interpreta mal e faz o maior escândalo.


- Seu tarado! Isso não vai ficar assim.
O povo, que é chegado numa baixaria, se aglomera em volta de Vicente e daquela moça, que estava bastante irritada.
- É isso mesmo, pessoal! Ele me cantou num assobio. Saiba de uma coisa Sr. Dentes Podres: nenhuma mulher gosta de ser assediada.
E Vicente, coitado, quando pensa em abrir sua boca para se defender, leva porradas. O povo desce-lhe o cacete mesmo e diz:
- Tarado!Tarado!
O infeliz teve sua boca totalmente danificada. E, seus dentes? Dentes? Foram todos pro pau. Uns ele engoliu e outros caíram no chão, como ele também, que desmaiou devido a anestesia geral. Meia hora depois acorda com a chegada do SAMU. O povo, assim como a tal moça queria ver o final daquele caso. Foi quando o pobre Vicente, desabafa em choro:
- Eu estava indo ao dentista extrair pelo menos um dente, gente! Duvido que um piolho coitado como eu que sonha em vencer na vida um dia, com dor, pense em assédio nesta hora.
Ouvindo isso, o povo se emociona e chora e, olha feio para aquela moça, porém, ela se emociona muito mais do que aquele povo e diz:
- Meu querido, sei que lhe pedir desculpas é pouco, porém, sou uma cirurgiã dentista especializada em implantodontia. Sou reconhecida mundialmente e, lhe digo mais: sua dentição em minhas mãos ficará porreta de boa.
O povo vibra, aplaude, emociona e chora. A tal moça, Regina de Almeida já aproveita para distribuir panfletinhos eleitorais já que estava sendo candidata, pois, seu sonho era ser deputada.
Não demorou muito, Vicente saiu de um dos melhores consultórios odontológicos do mundo com seus dentes implantados, esplêndidos, lindos, branquíssimos. Vicente não parava de rir. Parecia um bobo alegre. Foi quando uma velhinha, indignada, com dentes podres na boca lhe diz:
- Vai ficar exibindo seus dentes agora, bobo alegre?
E Vicente, resume num único sorriso:
- Estou feliz vovó!  É claro que pelos meus dentes também, porém, estou muito mais feliz, porque, Dra. Regina de Almeida, minha cirurgiã dentista, me pediu em casamento.
Vicente nasceu para vencer, gente! Casou-se com a Dra. Regina de Almeida que foi eleita a deputada federal. Eta peste! E, os dois foram felizes para sempre.


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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O DESTINO




Há quem diga que o destino somos nós mesmos que fazemos. Você crê nisso? Se for uma pessoa inteligente, certamente vai me responder que não. Um bebê, por exemplo, não tem noção nenhuma do futuro, ou seja: nem sequer sabe o que é isso. De repente, ele pode levar uma paulada na cabeça ou ser atingido por um raio ou quem sabe cair de um prédio de cinquenta andares e sobreviver ou não. A vida surpreende a todos com bons ou maus acontecimentos. Um pai viado pode ter filhos machos ou não e vice versa.
Eu por exemplo, posso ser vítima de uma bala perdida, se bem que vão encontra-la em mim; posso ser esmagado por um ônibus, um trem, etc. Posso estar na igreja rezando e ser arrebatado para o céu ou para o inferno ou para lugar nenhum.
Ninguém, absolutamente ninguém pode ter a certeza de nada nessa vida. Quem diria que um pai como o Nenê, contador de histórias para adultos, crianças e velhinhos também, fosse terminar assim: naquele estágio que eu chamo de “FILHO DA PUTA”, desprezados por muitos que faz jus ao nome. De repente, a vida pode surpreendê-lo com bons acontecimentos, não pode? E o que ele pode ou não fazer com a quantidade de “Cheira Peidos?” cabe a ele, ao destino de cada um ou a fé que se tem em Deus?
Acho engraçado quando ouço tolos fanáticos dizerem: “Deus me mostrou isso ou aquilo”. “Deus me falou; livrou-me do perigo, etc.”. Quando tem que acontecer algo, simplesmente acontece, criatura. A menina acabou de sair do colégio e foi estuprada, independentemente dela ser cristã ou não; o avião caiu e ninguém se feriu e todos eram filhos da puta que os pariu; isto ou aquilo nada tem haver com guardas ou livramento divinos.
O homem tem que aprender a lavar sua bunda, porque ela sim pode ser responsável pelos seus atos. Todo mundo peida e isso é ridículo! E qual é o destino de cada peido?


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O Anjo da Morte

AGUARDEM!

CABOCLO JURUBEBA


Padilha era um sujeito safado, sem vergonha, mentiroso e um tremendo de um charlatão. Gostava de extorquir dinheiro do povo, principalmente dos humildes, onde ganhava, com sua lábia, até a última moeda.
O cara-de-pau lacraia, também cachaceiro, montou uma tenda bem no centro de Sertãozinho, interior de São Paulo, batizando-a como: “Tenda Do Caboclo Jurubeba”. Vixi, sô! Aparecia todo tipo de pessoa por lá. Padilha, movido a Jurubeba (bebida) rolava no chão, pulava, gritavabiuí bariguíi, batia palmas, arregalava os olhos, enfim, quem via, dizia que o homem estava incorporado no Caboclo Jurubeba. Assim, ele enganou muita gente humilde. Já estava ficando rico.
Um dia, chegou lá em sua tenda uma mocinha tão linda feita uma carteira recheada de dólares e euros. Que gracinha! Padilha faz todo aquela encenação, dizendo estar incorporado no Caboclo Jurubeba e, pergunta para a mocinha:
- O que você quer minha torta de hortelã?
Ela sorri.
- Nossa! Por que torta de hortelã?
- É porque o teu hálito é demais. Purifica todo o ar poluído por peidos e bactérias espirituais. Quando tu sorris purifica, quando tu ris pluraliza o sorriso em riso e até os vírus da bactéria da bunda da velha morrem. Deixe de conversa fiada e vem logo me dar um beijo lascado que todos os seus desejos serão realizados.
E a mocinha beija a testa de Padilha, que fica bravo.
- Pode parar bolinho de fubá! Isso não é beijo lascado. Falo-te daquele lambe boca, entendestes? Acaso não queres que eu, Caboclo Jurubeba realize todos os seus desejos?
- Sim, eu quero, porém, não quero trair meu noivinho.
- Noivinho?! Farei você perdê-lo. Deixarei, com meus poderes espirituais, ele cego, surdo e mudo.
- Mas, isso ele já é, Caboclo Jurubeba.
Padilha fica surpreso.
- E é?!
A mocinha sorri como um bobão caipira que acabara de ganhar sozinho na mega sena.
- Pois é. Como é que o senhor dotado de uma espiritualidade tão linda, não sabe disso?
E Padilha fingindo estar incorporado, se rola, bate a cabeça no chão, grita biuí bariguíi, e diz:
- É claro que eu sei que tudo isso ele já é, menina boba. Mas, se você não me der um beijo lascado, deixarei os ossos dele todos quebrados.
- Xii! Coitado! Meu noivinho tem reumatismo, artrose e osteoporose e, agora está com trombose. Como se não bastasse, caiu recentemente de um prédio de 20 andares e, ainda assim, não morreu. Não tem mais nada pra quebrar nele não, Caboclo Jurubeba.
- E é?!
- Pois é. Como é que um ser como o senhor dotado de um dom cana-de-açúcar, de um hálito tão doce feito o bolo prestígio de Lúcia, não sabe disso?
- Bolo prestígio de Lúcia, bem lembrado. É claro que eu sei, bobinha. Adoro brincar com menininhas. Tenho um bonequinho que quer brincar com sua boneca. É pegar ou largar. Quer pegar?
E de repente, gente, entra naquela tenda, Romão, o legítimo namoradão de Rominha, a mocinha. Malú Malícia, sem maliciar, mas, pense num cacete. Pense num cacete dos grandes. Pensou? Pensou pequeno. Padilha levou um cacete de Romão que dava pena. Ficou com o corpo tão ardido feito peito formigado de tamanduá; feito peido vaginal de gorila americana que queria ser Donna Summer. Vixi, sô! Mas, o homem apanhou demais!
Romão era o delegado de Sertãozinho e também, o namorado da mocinha. Só que Padilha pensou que era apenas mais uma caipirinha, entende?
O canalha Padilha foi preso e, por trás das grades disse pra si mesmo.
- Fui perder logo pra uma mocinha? Bonitinha, upa, upa! É uma tremenda filha da mãe.






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