domingo, 28 de outubro de 2012

DESABAFOS DE UM ANÃO



Napoleão era um anão complexado demais e, olha que seus complexos eram maiores do que ele, sô! O coitadinho antes de despedir da vida deixou uma carta. Acompanhem.
“Meu nome é Napoleão, mas, todos até hoje, me chamam de Napinha, porque eu nunca cresci”. Lembro-me dos meus sete aninhos, eu vendo os gigantes dos meus irmãos, chegava pra mamãe e perguntava: “Mamãe, será que eu vou crescer, um dia”?”““ “““ Mamãe passava as mãos na minha cabecinha e dizia:” É claro que vai Napinha”. Dez anos depois, completei dezessete anos e nada de crescer. Nem sequer, um mísero centímetro eu cresci”.
“Mamãe arrumou um serviço pra mim de Office-boy e, confesso que nunca senti tanta humilhação antes. Eu pegava aqueles “busão” bem lotados em São Paulo e o que engoli de peidos não foi brincadeira. Como é que essa praga de gente consegue peidar tanto, hein?”.
“Quando completei vinte e um anos, meu pai me levou para uma boate. Só tinha filé de mulher. Perdi minha virgindade com tal de Iolanda, a loura “giganta”. Achei aquilo muito bom, se bem saiu muito caro para o meu pai”.
“Aos vinte e cinco anos tive minha primeira namoradinha que, por sinal, era anã também. Era “feinha”, mas, eu gostava dela porque era muito inteligente, filosófica. Seu nome era Sofia, mas, carinhosamente, eu a chamava de “Fia”. Um dia, ela me revelou o que até então eu não sabia”.
- Napinha, você tem um mau hálito da porra, meu! Ei diria mais: isso é puro bafo fedido, chulé de boca mesmo e, sabe por quê?
“Fiquei vermelho como o corpo de uma barata e, perguntei:”
- Por quê?
E Fia me respondeu:
- Porque tua bunda fica muito perto da boca, só pode ser.
“Ela me deu um fora depois dessa e fui procurar tratar do meu hálito. Chupei muitas balas de canelas, drops de hortelã, além de escovar bem meus dentes, língua e gengivas e nada. O problema estava na vesícula do fígado, que cresceu dentro de mim, enquanto estacionei na estatura. Não cura, não”.
“Revoltado, virei viado. Os caras só queriam zoar comigo. Fiquei todo arrombado e, quando fazia minhas necessidades fisiológicas, as massas saiam num montante só, sem que eu precisasse fazer força e caretas”.
“Cansado de viadagem me converti de vez aos trinta anos. Minha igreja vivia lotada de fiéis e, quando aquela gente toda se aglomerava em fervorosas orações era um problema. Voltei a engolir peidos”.
“Hoje eu me atolo na fossa de casa e morro com as bostas. “GLUUPSS”, adeus!”.
Coitado do Napinha, gente! Por que não deram para ele umas pernas de pau?

sábado, 27 de outubro de 2012

O BILHETINHO PREMIADO


Teba era um nordestino porreta, trabalhador, “pau pra toda a obra”. Casado com Tiba com quem tinha oito filhos. Pagava aluguel numa casinha feia num cortiço onde moravam mais umas doze famílias. Só havia um banheiro pra toda essa gente e, isso era um problema sério, sô!
Teba era um excelente borracheiro e chegava a sua casa de segunda a sexta sempre as noitinhas. Tirava seus botinões de borracha e os urubus faziam campo de aviação no telhado de sua casa; pois, é! O sujeito tinha um chulé praga que deixava sua mulher e filhos dopados, sô!
O grande sonho de Teba era ganhar na loteria para tirar sua família da boca da miséria. Tiba era doméstica do próprio lar e, por sinal, muito caprichosa. Deixava sua casa perfumadinha e com os panelões de arroz e feijão prontos para a chegada de Teba, que trazia sempre uma mistura diferente. Tiba e seus oito filhos pulavam alto de tanta alegria. E olha que essa família comia, viu sô!
Tuba era a cadela da família. Feia, magra feito uma cana, ficava em sua casinha no quintal e amarrada. A bichinha era bravinha, sô! Latia a noite toda. Bastava o galo soltar um peido, e pronto. Latia tanto que acordava até as galinhas que costumavam acordar cedo. Que cadelinha chata e mal educada, sô!
Teba jogava todos os dias na loteria na esperança de ganhar, é claro. Todas as noites, após tomar seu banho, ele sentava no sofá úmido, fedido, suado e velho e ficava conferindo suas apostas. Sua esposa Tiba estava cansada de ver tantos bilhetinhos de apostas espalhados pela casa e, protestava para o marido.
- Pare com isso, Teba! Todo tipo de jogo é do diabo! É tudo combinado. Pobre não ganha não.
Teba era fanho e, quando ficava nervoso, era difícil de entendê-lo.
- Fun fala festeira, fulhé! Fun fia feu fô fanha.
Talvez ele quisesse dizer: “Não fala besteira, mulher! Um dia eu vou ganhar”
E Tiba ficava aperreada.
- Vai ganhar nada, filho de uma égua sem patas! Pense na conguinha da Julinha. A bichinha ta indo pra escola só de meias, por causa que nem uma porreta chineleta da fé, ela tem para calçar em seus pés.
Teba não parava de conferir as apostas.
- Fofê fun fabe Fo Fe fala, fulhé. Fun fia fou fanha fa foteria Fe famos fodos ficá ficos.
Talvez ele quisesse dizer: “Você não sabe o que fala mulher. Um dia vou ganhar na loteria e vamos todos ficar ricos”.
E Tiba tava atentada.
- Vai ganhar nada, filho de brinquedo do cão! Pense na cueca de Jozéca. O coitado ta cagando na calça e a trouxa aqui lava...
De repente, opa! Vixi, sô! Pra que segredos? Tem horas na vida que só uns peidos. Teba soltou logo uma peidorreira de primeira categoria de tanta alegria. Soltou até sua cadela. Ele e sua família pulava feito pulga na bunda de gordo. Era alegria demais, sô! Socou a coitada da geladeira velha que pifou na hora; chutou as panelas e mandou seu fogão pro espaço; o sofá ele deu pro vizinho Josafá que só gostava de sentar; de tanta alegria deu uma surra da peste em toda a sua família. Teba ficou louco, sô!
No meio de toda aquela confusão, roupas, alimentos e objetos espalhados pelo chão, epa Jureba! Cadê o abençoado bilhetinho premiado? Teba ficou duplamente nervoso.
- Fo filhete fava faqui. Fonde foi Fe foi farar fele?
Talvez ele quisesse dizer: “O bilhete tava aqui. Onde foi que foi parar ele?”
E Tiba puxava seus próprios cabelos e dizia chorando.
- Eu não sei. Sei não eu. Não sei eu. Eu sei não. Sei eu não.
Teba tava quase tendo um infarto, sô! Arregalou seus olhos gordos e, sua família e mais as dozes do cortiço ficaram em silêncio total. Todos ouviram um som tipo assim: “RESKROSKRASKRASGUE”. Xiii, sô! A cadelinha Tuba brincando há horas com o bilhetinho que virou picadinhos. Teba pegou sua espingarda, deu três tiros pro alto e disse:
- Feu fou fatar fessa fadela.
De certo a cadela Tuba entendeu: “Eu vou matar essa cadela”. Tuba saiu numa correria da peste e Teba foi atrás.
Tiba, calmamente pega pedacinho por pedacinho daquele bilhetinho e cola, pacificamente, enquanto Teba corria atrás de Tuba. Não é que \Tiba conseguiu colar bonitinho aquele bilhetinho, sô? Foi receber o prêmio na caixa econômica e, o gerente lhe diz, com pena.
- Sinto muito, senhora! Não posso lhe pagar é nada por esse bilhete todo colado. A montagem da colagem ficou perfeita, mas, peraí! To vendo uns números aqui que não são os premiados. Este bilhete não é o premiado, senhora.
Ela ficou é muito feliz com essa notícia, sô! Voltou pra casa, deu um abraço em Teba que não parava de chorar e ela tenta consolá-lo.
- Marido lindo, não chore homem.
E Teba responde.
- Feu fão five foragem fe fatar Fuda. Fela fesma fulou fo fio. Fadinha! Ferá fe felá forreu fou fá fida?
Talvez ele quisesse dizer: “Eu não tive coragem de matar Tuba. Ela mesma pulou no rio. Tadinha! Será que ela morreu ou ta viva?”
E Tiba estava alegre demais.
- Deixa essa peste de cadela pra lá, homem! To pra dizer a maior: aquele bilhetinho que Tuba picou todos com os dentes não era o premiado. Fui até a caixa econômica e...
Teba soltou um peido emocionado.
- Fulhé! Famos frocurar fireito fesse filhete.
E reviram toda a casinha e nada. Procuraram por tudo, menos no bolso da camisa de Teba. Ele mesmo foi quem achou.
- Fa faqui, Fachei fo filhetinho fremiado.
Talvez ele quisesse dizer: “Ta aqui. Achei o bilhetinho premiado.
Que final feliz teve Teba e sua família, sô! O cabra, inteligentemente, ganhou sozinho uma bolada acumulada da mega sena e, não queria ir muito longe não. Comprou o cortiço, fez mais uns banheiros, reformou sua casinha e continua lá, sô!
E para alegria das crianças quem vinha lá, abanando o rabinho? Tuba. E pereba da muleka, sô!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

UM OTIMISTA LOUCO





Felizberto era um sujeito feliz por demais da conta, sô! Vivia sorrindo feito uma besta. O cabra tinha um otimismo nas veias fora do normal que, tudo para ele era alegria, até mesmo a tristeza do Jeca. Tinha quarenta anos, um pouco obeso, solteirão, cheio da grana, mas, miserável sacana. Morava só em seu casarão e, por sinal, tinha um excelente bom gosto.
Sueli, sua empregada, tinha que dar um duro da porrada, pra receber dele, um mísero salário. Felizberto ficava coçando o saco no sofazão confortável da sala, enquanto a raquítica Sueli lavava, passava, cozinhava, encerava, lustrava, enfim, o casarão tinha que estar vinte e quatro horas limpo, cheirando a perfume francês.
Num domingo, bem na hora que Felizberto comia uma deliciosa macarronada com frango assado e recheado com maionese, a campainha do seu casarão toca. Que droga! Sua empregada estava de folga nesse dia e, ele mesmo foi atender. Era Nelo, seu amigo de infância, que estava amarelo de tanta fome. Convidou o amigo para entrar e ficaram um bom tempo na sala conversando. De repente, uma pausa na conversa e “roonc”. Coitado de Nelo! Era sua barriga que estava roncando. Ele desejava que seu amigo Felizberto o convidasse para almoçar, mas, ao invés disso, ficou falando um monte de abobrinhas:
- O cabra tem que ser feliz porque a felicidade é tudo, compreende? Tudo o que existe é feliz. Você já viu um pinto chorando? E uma borboleta triste, já viu? Ela voa feliz e adora as flores dos jardins que também são felizes.
De repente, “ROOONC”. Desta vez, o protesto da lombriga da barriga de Nelo foi grande e alto, mas, o miserável Felizberto ignorou, fingindo não ter ouvido nada. Nelo joga a primeira indireta:
- To sentindo um cheirinho de frango assado no ar, amigo.
Felizberto levanta sua perna direita, solta um peido bem barulhento e fedorento: “BLUUMBLOSS”.
- Impressão sua, amigo. Falando em frango, até o frango é feliz, sabia? Já sai do ovo um pinto, e o bichinho canta até sua mocidade. Você já viu um frango chorando? Nem galos, nem galinhas choram amigo.
Nelo joga a segunda indireta, quase direta:
- Um franguinho assado cai bem no estômago, né amigo?
Felizberto levanta sua perna esquerda e solta mais um peido barulhento e fedorento: “BLUUMBLOSS”.
- Cai bem demais, amigo. A felicidade das aves é interessante demais, já observou? O passarinho, por exemplo, quando percebe que tá raiando o dia, já canta. Eu nunca vi. Você já viu um passarinho chorando? Ele não chora, porque ama a vida e, sabe que viver é bom demais, é ótimo.
Nelo não resistiu e, teve que falar:
- Amigo, estou com muita fome. Tem algo pra comer?
Felizberto levanta as duas pernas e solta um senhor gigante peido: “BLUUMBLOSS!!”
- Cinco minutos que tu chegasse antes, tu ia comer mais eu um filé de peru, amigo. Agora não tem é nada. Quer dizer, tem água. Quer água?
- Aceito.
No que Felizberto vai para a cozinha buscar água, Nelo pensa em acompanhá-lo. Só pensa, é claro.
- De jeito nenhum meu amigo de fé, meu irmão camarada. Fique sentadinho aqui, que é um prazer imenso para eu servir um amigo sentado, entendestes? Vai demorar um pouco, mas, vou lhe trazer uma água fluida divina pelos espíritos e almas felizes. Não saia daí por nada. Aguarde-me.
E o miserável sacana de Felizberto volta para a cozinha e termina sua farta refeição. Vinte minutos depois, aparece na sala palitando seus dentes.
- Vixi!! Esqueci sua água. Espere um pouco.
Nelo fica muito zangado:
- Não precisa mais água não, porque minha sede já passou seu miserável. Não se tocou que estou com fome e, por sinal, muita fome mesmo?
Felizberto arrota: “DROONROO”.
- Pois é amigo. Cinco minutos antes que tu chegasse...
Nelo estava nervoso demais:
- Tudo bem! Tudo bem! Depois dessa, minha fome já passou.
Felizberto senta no sofazão, levanta sua perna direita e solta mais um peido e, desta vez, foi aquele silencioso, que é o pior de todos: “CHUIFSSS”. Nelo protesta:
- Está me mandando embora, é?
- O que é isso, amigo! Você nem chegou ainda. Você tem que incorporar o otimismo, a alegria em sua vida, pois, só assim será verdadeiramente feliz, compreende? Não tem que reclamar de nada. Tudo é lindo, tudo é bom, tudo é ótimo. Por que chorar? Se bem que até o choro é lindo. Bebezinhos choram e minutos depois já estão sorrindo. Isso só prova que os pequeninos são inteligentes. Chupam os peitinhos da mamãe, sai aquele leitinho já quente e, por que diabos eles vão chorar?
Nelo pra não encher a cara de porradas de seu ex amigo, o deixa falando sozinho, mas, antes de ir embora, para nunca mais voltar, diz:
- Você não passa é de um grande miserável, sua besta quadrada. Fui e não volto mais.
Felizberto friamente ainda lhe diz:
- Volte amanhã, amigo do peido. Quer dizer: amigo do peito.
Gente, uai, sô! Como é que pode existir gente desse tipo, hein? Tudo bem que ser feliz é bom, mas, que felicidade bombada é essa?

DR. BOA RESPONDE EMAILS (Parte 1)




Meus leitores são muitos no Brasil e, em boa parte do mundo. É claro que nem todos os emails que recebo vêm com elogios. Trabalho com sugestões e críticas também. Agradar a todos, é impossível, nem Deus agrada a todos. Como tenho a cara limpa, não preciso me esconder de ninguém como fazem muitos. Observem os emails:
Meu nome é Gabriela, tenho 23 anos; São José dos Campos. Pra ser Doutor, você tinha que ser formado em doutorado; duvido muito que seja só pelas idiotices que escreve.
Dr. Boa:
Primeiramente, (cara Gabriela) eu nunca disse que sou formado em nada. “Doutor” para mim é apenas um título e, não compreendo por que isso lhe incomoda tanto. “A letra mata, mas, o espírito vivifica” é o que escreveu o apóstolo Paulo. Tem muita gente formada que não faz nada; sua estrela não brilha e nem nunca brilhará porque está apagada. Eu amo aprender, conhecer e, acho que isso é a verdadeira formação. Quantas idiotices você já pode ler, daquilo que eu escrevo? Analise texto e, procure descobrir se há nexo, conteúdo, mesmo sendo bizarro e imoral. Eu respeito à vida, porém, nem todos os viventes que fazem parte dela. “Au, au”.

Amanda, nove anos, de Ribeirão Preto – SP. Doutor Boa, parabéns pelo seu blogger! Ele é diferente de tudo o que já li. Adorei as histórias “A Bailarina” e “Um Elefante Apaixonado”, são lindas e muito bem boladas.
Dr. Boa:
Amanda fico feliz por você ser uma criança leitora, por sinal, de muito bom gosto. “A Bailarina” é uma história exemplar. Existem muitos talentos, muitos artistas que, lamentavelmente, nunca serão descobertos, reconhecidos. “Um Elefante Apaixonado” é uma história totalmente inocente. Será que nós, que não somos elefantes, somos capazes de fazer tudo por uma paixão? Um abraço, querida.

Helío Matos, 40 anos. Campo Largo – PR.
Doutor Boa, o Senhor Escreve muita coisa linda em seu blogger, sem dúvida, mas, noto que critica muito o gosto popular da geração. O que afinal, é lixo musical para o senhor? Para mim, lixo musical é aquela coisa antiga do passado. Hoje, a música está mais moderna e a mídia não me deixa mentir. Acho que o senhor deveria dar mais valor às músicas atuais, respeitar os artistas e, principalmente o gosto do povo.
Dr. Boa:
Caro Hélio, “dar mais valor às músicas atuais, respeitar os artistas e, principalmente o gosto do povo?” O que é isso?! Se a voz do povo for à voz de Deus, eu e você estamos atolados na lama, irmão. No meio do povão, tem, sem dúvida, muita gente que aprecia aquilo que não é lixo e, só em saber disso, eu chego ao prazer, meu caro. Lixo musical para mim é aquilo que não tem nexo; não tem sentido; não tem letra e muito menos melodia. Vou morrer um dia e, sem entender que tipo de prazer é esse que tem contagiado o povo. Observe que não cito nomes daquilo e daqueles que eu não gosto e, isso tem chamado a sua atenção. Quem disse que só gosto de passado? Tem coisas boas hoje também, porém, são poucas. Em tempos atrás, para ser um artista, o camarada tinha que mostrar talento mesmo, meu velho. Hoje, o computador faz tudo, ou quase tudo, como preferir. É capaz até mesmo de transformar um peido vocal em pum mundial. Se para você, lixo é aquela coisa antiga do passado, deduzo que seu passado foi um lixo. Ainda bem que passou, não é?

(Não percam a seqüência dos emails)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A MULHER LACRAIA




Conta-se a história que havia uma mulher muito ruim, perversa, que rondava pelos quatro cantos da terra. Uma mulher amarga, rancorosa, cínica, fria e calculista, capaz de manipular mentes para depois explodí-las; uma criatura que veio ao mundo para confundí-lo; para infernizar a vida e os viventes; para aterrorizar a todos e a tudo; aquela que violenta, machuca, fere e mata; seus prazeres eram demoníacos, diabólicos; suas idéias tétricas, obcenas e imorais. Um ser que agridia a natureza humana simplesmente pelo fato de existir.
Sepultura era um mistério e continuará sendo para todos. Ninguém nunca descobriu de onde ela veio, suas origens, etc. Este nome “Sepultura” ficou popular, porque ela foi vista várias vezes fazendo sexo com vermes e baratas em cima de sepulturas, em cemitérios. Um coveiro da cidade de Leme, interior de São Paulo, filmou tudo pelo seu celular. A mulher despida totalmente tinha orgasmos múltiplos com seu corpo coberto por vários vermes e baratas. Ela ainda sussurrava, gemia e saía de sua boca um som muito estranho e aterrorizante: “GLUUSS”, acompanhado por uma grande lacraia. O coveiro achava que já tinha visto de tudo no mundo, menos aquilo. O pobre velho coveiro, que até então, era um crente evangélico dos fervorosos, tomou cinco litros de pinga misturada com sedativos e foi se encontrar com Deus ou com o Diabo horas depois. Antes de morrer, deixou uma carta relatando tudo o que viu e ouviu e, a prova maior que estava em seu celular. A população da pacata cidade de Leme ficou assustada. Graças a Deus, pelo menos lá, ela nunca mais foi vista.
Por outro lado, Augustinho, um baianinho maluco, viciado em maconha, tava curtindo seu “breu” no farol da barra, praia de Salvador, Bahia, quando, de repente, olha para o lado e vê uma mulher deitada na areia, despida totalmente, coberta com vermes e baratas, sussurrando, gemendo, soltando um som estranho de sua boca, juntamente com uma lacraia das maiores: “GLUUSS”. O que?! Isso era de madrugada, sô! O baianinho jogou sua maconhinha longe e saiu numa correria até o Jardim de Alá, onde morava um pastor evangélico. Tirou o homem de cueca da cama porque queria aceitar a Jesus naquela mesma hora.
Em Cantão, na China, um chinês deixou sua banheira enchendo enquanto comia na cozinha ratinhos vivos, satisfeito, tira seu cuecao e solta um peido, arrota e vai para o banheiro banhar-se em sua banheira. Xiii!! Quem estava lá se banhando com vermes e baratas? Sepultura, rapaz! “GLUUSS!” Ele sai peladão pelas ruas de Cantão procurando um canto para se esconder, pois, parte da população chinesa queria lhe dar uma surra de pau. Foi pego pela polícia, contou tudo o que viu e ouviu e, como não foram encontradas provas legíveis e cabíveis, deu-lhe uma surra de kung-fú e o internaram num hospício. Que fim triste teve esse China, sô!
Até então, não se conhecia a ruindade, a perversidade de Sepultura. Ela, ainda, não estava agridindo ninguém; simplesmente, os viam transando com vermes e baratas e só. Aí é que morava o perigo, sô!
Num sábado de verão, num bailão de Terezina, capital do Piauí, Severino tomou todas as pingas e mais uma lá no bailão da peste, onde pra achar mulher bonita, ali dentro, praticamente era quase impossível, mas tinham; era só procurar com paciência que achava. Severino loqueou quando viu uma mulher linda, exuberante, perfumada, muito cheirosa mesmo. A dama estava de vermelho e, não estava acompanhada. Severino se aproximou dela e a convidou para dançar um xote com ele. E dançaram até altas horas. Severino estourou quase todo o seu pagamento com aquela dama que dizia se chamar Maria. Foram para um motel e, lá sim, Severino acabou de estourar todo o seu dinheiro por completo.
Quando a falsa Maria percebeu que ele estava duro feito um osso, ela lhe deu uma surra da peste. A mulher não era fraca não. Fez Severino engolir alhos em grandes quantidades. Ela enfiou sua mão com dedos longos e finos no reto do coitado e arrancou dele muitos vermes. Severino não conseguia reagir, pois, seu corpo todo estava mole. E aquela mulher nua, se satisfaz com aqueles vermes e, como Severino não parava de gemer de medo, ela, estupidamente lhe dá um pontapé na cabeça e ele desmaia. O coitado acorda no dia seguinte pelas dez da manhã, levando cabaçadas de pau de sua legítima mulher. A falsa Maria lhe roubou tudo, até seu carro, suas roupas, calçado e meias e, é claro: seu celular também. Ligou para Candinha (mulher de Severino) e, contou que o peladão todo cagado estava no motel informando-lhe o endereço. Quando Candinha chega lá, tarde demais. A falsa Maria, que era, sem dúvida, Sepultura já estava longe, talvez no Japão, sabe-se lá.
Sepultura gostava de infernizar as pessoas fazendo trotes telefônicos; misturando fezes humanas em musses de bananas (que, afinal, são parecidos); escarrava catarros em patês; espalhava muito açúcar pelos cantos de casas, edifícios, etc; para atrair as baratas, porque delas sim, ela gostava.
Sepultura feriu e matou muita gente. Nunca foi capturada pela polícia, nem por ninguém. Alguns afirmam que ela era um espírito, uma alma penada, mas, tudo isso é tolice. Ela foi vista por muita gente e, se fosse de fato, um espírito, uma alma penada, jamais seria filmada por um celular; jamais conseguiria machucar e ferir muitas pessoas. Que fetiche bizarro e doentio!
Até o momento, Sepultura está isolada de todos e de tudo. Que bom! Não foi vista por mais ninguém em todo o mundo. O número de viciados em drogas, em bebidas alcoólicas chega perto do zero. Por que será, hein?



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

REPÓRTER BOA




Notícias da Hora:
Presa por não dar bom dia pro guarda. Maria Cumbira Cumbirinha, conhecida em Campos Altos Baixos como “Macumbinha” foi presa por um guarda, simplesmente por não responder ao mesmo “bom dia”. Ela preparava sua macumba no interior do Cemitério das Almas Mortas” quando o guarda espírito a flagrou. Ficará guardada na Sepultura da Misericórdia até ser julgada pelo Juíz Maior.
Sapateiro dopado foge da polícia na cidade de Chulecídio, no estado de Sapatelóiatuba. Cheronildo, ex viciado em cola, se dopou cheirando sapatos, coturnos, sapatilhas, tênis, kichutes, congas, chuteiras, sandálias, tamancos e chinelos da clientela e, ficou muito louco. Roubou todos os calçados, colocando-os num sacolão preto e saiu pelas ruas gritando: “Tô muito louco”. O foragido ainda não foi encontrado.
Mikael Kumikome dá sete facadas e meia em sua japa Mika Komikume e se manda para o Japão, seu país de origem. Para não ser reconhecido, o assassino usa uma máscara de índio alemão. Vamos caçá-lo.
Explode o “Shopping do Chops”. Testemunhas de Jeová e outras, afirmam que a explosão do “Shopping do Chops” localizado no sertão sertanejo de Serinserácearáéla foi causada por um peido. O peidão pode ser um alemão e, dos grandes, pois, o barulho, o cheiro e os estragos foram muito grandes.
Nenê Dente deixa a população de “Xianxuancadê”, na China, assustada. A jovem mãe “Lokinacuapadaocu” deu a luz a um lindo nenê, que nasceu sorrindo, exibindo seus dentinhos branquinhos e afiados. Passa bem o nenê e, segundo seus pais, logo virá para o Brasil para trabalhar com seu avô “Kiáquaquá” numa pastelaria.
Polícia prende velha chupando lingüiça. A velhinha de Kukadê, no Japão, foi presa só porque chupava uma lingüiça. Desdentada ela afirmou que só chupou por não poder mastigar. Só que a lingüiça murchou e, a dona dela, Dona Kukémai quer receber uma indenização por isso.
Fezes etenais podem ser a causa dos engarrafamentos e trânsito em São Paulo. Curiosos afirmam que viram os ETS defecando nas rodovias. A prova real da massa não foi encontrada, mas, a coisa fede demais, sô, e, provoca sonolência de terror por causa do fedor.
Morre o cantor de banheiro Periluca, um cantor peruano mais conhecido como Pururuca. Sucedeu que o coitado que nunca gravou nada na vida estava tomando uma ducha em sua casa, cantando um modão sertanejo brasileiro universitário, quando morreu eletrecutado. Coitado! Chorarei por você Perú.
Briga feia de casal termina em tragédia na Vila dos Cús em Cusferidos do Iguaçú. Agnaldo Kedou, subitamente peidou, assustando sua esposa que dormia feito um anjo. Ela ficou tão aperreada que, pulou da cama, foi até a cozinha, tirou a rolha do garrafão de vinho que estava debaixo da pia e voltou para o quarto enfiando a rolha no reto do marido peidão. Agnaldo Kedou fez tanta força que conseguiu expelir a rolha de seu reto, soltando mais um peido. A rolha atingiu um dos olhos de Purina (sua esposa) que, por pouco, não ficou cega.
Professor de línguas é preso no Paraná, Brasil. Chupetonildo dia dar aulas de línguas, mas, foi descoberta que era uma linguagem diferente, entende? O tarado foi flagrado linguando a vovó do delegado e aí, danou-se tudo.
Fabricante de “Cheetos caseiro e seus cinquenta funcionários continuam foragidos. O sem vergonha fazia bolinhos de massa de trigo e pra dar aquele sabor de senhor queijo, seus funcionários caprichavam na massa com seus pés fétidos de chulé. Um japonês desconfiado que entende tudo de queijo provou um “Cheetos” e disse: “Não tá garantido” e, procurou a polícia. Queijo sai caro, malandro. É impossível imitar a “Cheetos”. Exija o original que vem escrito: “É impossível comer um só”.
Terremoto no México pode ter sido provocado por um peido de uma borboleta americana, já que os países são vizinhos. A ONU está investigando.
Nenê russo nasce de toca, cachecol, blusas e meias. Continua sendo um mistério pra ciência, porém, sábios de Belém do Pará, Brasil, afirmam que é devido ao frio da Rússia, que pelo menos aquele nasceu assim.
Bunda de barata virou moda na cidade de “Kiamocóvaitomannelcur”, na China. Fritam as baratas vivas em frigideiras com óleo de animal de cachorro e, após fritinhas, cortam apenas suas bundas e dá-lhe sal com limão.
Brasileirinho é roubado nos Estados Unidos por ter falado a palavra “peidei”, do verbo “peidar”. É que dia de pagamento em inglês é “pay day”. O brasileirinho soltou um peido fedorento no interior do metrô e ainda falou alto “peidei” achando que ninguém iria entendê-lo. Bandidos fizeram uma limpa nele.

Quem inventou e quando foi inventado o 1º celular?




Completamente integrado ao cotidiano das pessoas, principalmente nos grandes centros urbanos, o telefone celular causou um enorme espanto há 31 anos, quando foi realizada a primeira ligação pública utilizando-se um aparelho portátil, no dia 3 de abril de 1973. Na ocasião, o pesquisador da Motorola Martin Cooper ligou para um telefone fixo diretamente de uma esquina do centro de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

O aparelho utilizado pesava cerca de um quilo e media 25 cm de comprimento por 7 cm de largura, com uma bateria que se esgotava após 20 minutos de conversa, um verdadeiro absurdo se comparado aos minúsculos telefones celulares de hoje. A inovação do início da década de 70 significou um importante avanço tecnológico em relação aos telefones móveis que vinham sendo utilizados em automóveis desde os anos 40.

A invenção, entretanto, só passou a ser comercializada 10 anos mais tarde, em 1983, quando a própria Motorola lançou no mercado mundial o modelo DynaTAC 8000X. Apesar do alto preço inicial, cerca de quatro mil dólares, o aparelho foi rapidamente aceito pelos consumidores, que chegaram a se inscrever em listas de espera com milhares de nomes.

A explosão imediata do consumo gerou uma severa disputa entre as empresas de telefonia, que passaram a investir pesado em busca de avanços tecnológicos que possibilitassem o aumento da qualidade e da quantidade de serviços e produtos, sempre tendo em vista a redução do custo final.

A busca incessante por novidades que atraíssem os consumidores fez com que o mercado de telefones celulares se tornasse um dos mais competitivos do mundo, demandando não só pesquisas de produtos, mas um grande investimento em marketing. Hoje, as empresas do setor - tanto fabricantes de aparelhos quanto concessionárias de telefonia - estão entre os principais anunciantes do mercado publicitário mundial.

Do tijolo ao satélite - O telefone celular, como resultado deste processo, passou a ser algo mais acessível, independentemente da classe social ou região geográfica das pessoas, e ao mesmo tempo incorporou funções que extrapolam a simples transmissão de voz.

Nos últimos 20 anos, o que antes era pesado, robusto e cinza-escuro tornou-se um objeto atraente, leve, com uma imensa variedade de cores e modelos, adequando-se ao gosto do mais exigente consumidor. O antigo "tijolão" deu lugar a um novo tipo de aparelho que extrapola o conceito de telefone e mais se assemelha a um pequeno computador de bolso.

Atualmente, são oferecidos serviços que vão do simples envio de mensagens escritas à recepção de filmes e programas de TV, passando por câmeras digitais, teleconferências, acesso à internet, noticiários, troca de arquivos de computador e a incorporação de sistemas de telelocalização, com a utilização de receptores GPS - Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global), que permitem a definição da posição geográfica da pessoa através de uma rede de satélites, com uma margem de erro de menos de um metro.

Fusão de telefone e rádio

O surgimento do celular é um capítulo da história do telefone, mas está mais ligado à invenção do rádio. O telefone, criado pelo escocês Alexander Graham Bell em 1876, foi inspirado pelo telégrafo, criado em 1835 e que conseguia transmitir mensagens entre pontos distantes. Acontece que as informações vinham em códigos e não em sons.

Graham Bell conseguiu adaptar a tecnologia transmitindo a voz através de um fio. Porém, com os primeiros aparelhos não era possível falar e ouvir ao mesmo tempo. Este feito só foi conseguido mais tarde pelo americano Thomas Edison.

Paralelamente, em 1888, o alemão Heinrich Hertz conseguiu produzir as primeiras ondas de rádio e descobriu a possibilidade de transmitir informações pelo ar através destas ondas. Esta descoberta foi fundamental para a invenção do próprio rádio como meio de comunicação, mas propiciou também que fosse realizada a primeira ligação telefônica entre dois continentes, em 1914, e a criação do telefone sem fio em 1967. Elementos fundamentais para se chegar ao celular em 1973.
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A EVOLUÇÃO



Estamos em 5.015. Como este mundo evoluiu, meu Deus! Tudo mudou e, sem dúvida, para o melhor. Há milênios atrás, Martin Cooper, o inventor do celular, era novidade. De reis a mendigos, todos tinham celulares. Mandavam torpedos, tiravam fotos, filmavam, ouviam Mp3, Mp4 e uma série de “Mps” com o dito aparelhinho e, o povo vibrava. Tudo isso é passado, Nenê. Hoje, existe o “Play Ring Mobile”; um anel resistente que só descarrega quando o dono dele morre. Com ele você pode falar com o mundo inteiro, inclusive com os ETs. Não é necessário discar dígitos, basta pensar no fulano e, em poucos segundo, já fala com ele. Com o “Play Ring Mobile” você grava, filma e, pra ver os vídeos é só encostar-se ao telão digital. Isso é moderno demais!
Há milênios atrás, o povo ficava boquiaberto, abestalhado com a internet. Tudo isso é passado, Nenê. Hoje, você entra no “Big World” de corpo todo e passeia pelos sites que quiser. Esses dias eu estava lá no show de Maria Bethânia (no Canecão, Rio de Janeiro). Fantástico isso!
Com o “Big World” você faz implantes dentários, corta o cabelo, faz as unhas das mãos, dos pés, enfim, faz tudo e mais um pouco e, tudo é gratuito, só basta ter um “Big World” em casa, é claro. Sai caro, viu Nenê?
Hoje, povos do mundo inteiro se entendem graças ao “Chip Mind”. Para falar com um chinês, por exemplo, é só instalar um “Chip Mind” no cérebro e boa. A instalação é feita pelos vendedores dos chips. O “Chip Mind” português é o mais caro de todos e, isso, talvez seja porque a língua portuguesa é complicada demais, Nenê.
Hoje, graças à pílula “Parei”, a população está controlada e, não existe mais contingência como há milênios atrás. Tomou a pílula “Parei” e adeus nenês por sete anos. Pode tomar a pílula homem e mulher e, não tem contra indicações. Caso queira ter nenê durante os sete anos, é só tomar a pílula “Voltei”. É tiro e queda! É incrível!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

PRAZERES DOENTIOS




Osfaldo era um sujeito sujo, imundo, fétido, sem educação e sem modos. Diz o ditado que “cada balaio tem a sua tampa”, porém, que tampa tamparia uma imundície de ser como Osfaldo? Feio que nem o bafo da cirrose e a lambida da velha desdentada na linguiça. Cruz credo, sô!
Osfaldo tinha um prazer doentio: sentia tesão por peidos e, quando ele era o autor, seu prazer dobrava. O que este imundo gostava de fazer? Guloso como uma solitária, comia bastante feijão com farinha, ovos cozidos e repolhos. Em cima das pratadas repetidas da comida, o nojento tomava umas três copadas de vitaminas de mamão com banana e groselha. Vixi, sô! O animal pegava um ônibus bem lotado, de preferência, superlotado e, ali, bem no interior do ônibus, ele soltava um peidinho silencioso tipo “chiuuss” (Ninguém ouviu). Mas, quando o perfume daquele ventinho subia, compadre, só se via gente pedindo misericórdia. Era puro fedor de bosta, sô! E o demônio não parava por aí: soltava mais peidinhos silenciosos e, isso lhe dava muito prazer mesmo. Ele adorava ouvir os comentários, que eram muitos: “Quem será esse porco ou essa porca”; “Carniceiro do inferno”; “Deve ter cagado na calça, só pode”; “Coitado daquele anão e, (peraí!), por que não? Pode ser aquele anão o autor dos peidos”.
Coitado do anão, gente! Estava quase se afogando de tanto cheirar e engolir peidos e, o povo deduziu pela cara do baixinho que, realmente era ele o autor dos peidos. Pra complicar, o coitadinho do anão ainda era mudo. Levou uma surra da peste e foi expulso daquele ônibus a pontapés.
Os prazeres doentios de Osfaldo não paravam por ali. Ele se casou cinco vezes e, suas cinco mulheres abandonaram ele por causa dos peidos. O irracional soltava peidos de vários tons e escalas e, ele amava fazer isso.
Num sábado à noite, o “estrupício” se perfumou todo (milagre) e foi para um bailão. Vai ter sorte assim no inferno, sô! Ganhou a moça mais linda do baile. A loura era um pêssego, sô! Iniciou um romance entre os dois e se casaram.
Quem preparava a “boia” era Osfaldo. O “encrenca” botava até pepino e mel no feijão para dar um sabor diferente. Depois comia várias pratadas junto com sua amada e, minutos depois ia se deitar ao lado dela. Na cama, o “lacraia” caprichava: “Perhappyss... choinsuunn” soltava peidos de várias línguas, sons, tons, de todos os tipos, sô! E sua loura ali a seu lado quietinha, comportadinha como uma baratinha tomando um leitinho condensado. Vixi! Será que a loura era porca, também, sô? Não. Pior que não. A loura era surda e não tinha olfato e, isso foi um presentão para Osfaldo, pois, ele poderia peidar à vontade ou “La vontè” que seus peidos, para a sua amada não iriam feder. E assim, esse peidorreiro safado, sem vergonha e doente mental, ainda ficava na vantagem, ao lado de uma mulher bonita, caprichosa e muito limpa. Como ele era muito sem vergonha, traía sua mulher direto: ele queria prazeres diferentes, entendem? Conhecia mulheres, de preferência, daquelas bem “dragão”; pagavam a elas mocotós com caldo de peixe com ovos cozidos e dá-lhe repolhos e, pronto. Iam pro motel e eram aquelas cenas do inferno, sô! Agora ele estava pagando, compadre. Numa dessas noitadas de folia doentia, ele leva pra cama uma baianinha porreta e, bem naquela hora, quando ele estava com suas narinas e língua afiadas no buraco da saída da impureza, da saída dos meteoros... “CAPLEFLEXBORINGUNDUN”. Ele engoliu certa quantidade de fezes e, eu diria bostas mesmo, que lhe fez muito mal. Alguns trocinhos finos pararam em seu esôfago, mas, foi o troço grosso que, entalado em sua garganta, motivou a sua morte. Que triste final para esse coitado, sô! Isso é pura coprofilia, gente! Tarde pra se tratar, pois, o coitado morreu.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

RÁDIO BOA (Programa 2)




Olá gente do mundo todo, tudo bem} Devido ao grande sucesso feito na primeira apresentação deste programa, estou aqui de volta, amados ouvintes. Não critico aquilo que não gosto e, vocês devem fazer o mesmo. Exalto o que é bonito e aquilo que deve ser ouvido e, o resto, indiscutivelmente é lixo. Os emails não param de chegar. Querem participar} marvin-hm@hotmail.com  É isso aí. Mandem suas críticas e sugestões, pedidos musicais, comentários, perguntas, mas, não esqueçam: Eu amo tudo aquilo que é bonito; eu amo a arte, a cultura. Para abrir este programa, vamos entrar na sintonia deste grande cantor e compositor baiano.

Sintonia

Moraes Moreira

Escute essa canção
Que é prá tocar no rádio
No rádio do seu coração
Você me sintoniza
E a gente então se liga
Nessa estação...
Aumenta o seu volume
Que o ciúme
Não tem remédio
Não tem remédio
Não tem remédio não...(2x)

E agora assim aqui prá nós
Pelo meu nome não me chama
Você é quem conhece mais
A voz do homem
Que te ama...
Deixa eu penetrar
Na tua onda
Deixa eu me deitar
Na tua praia
Que é nesse vai e vem
Nesse vai e vem
Que a gente se dá bem
Que a gente se atrapalha...(2x)
Aumenta o seu volume
Que o ciúme
Não tem remédio
Não tem remédio
Não tem remédio não...(2x)
E agora assim aqui prá nós
Pelo meu nome não me chama
Você é quem conhece mais
A voz do homem
Que te ama...
Deixa eu penetrar
Na tua onda
Deixa eu me deitar
Na tua praia
Que é nesse vai e vem
Nesse vai e vem
Que a gente se dá bem
Que a gente se atrapalha...(2x)
Escute essa canção
Que é prá tocar no rádio
No rádio do seu coração
Você me sintoniza
E a gente então se liga
Nessa estação...

Moraes Moreira

Antônio Carlos Moreira Pires, (Ituaçu, 8 de julho de 1947), mais conhecido comoMoraes Moreira, é um cantor, compositor e músico brasileiro, integrante do movimento dos Novos Baianos.
TRIIM – Eis alguém na linha.
Dr. Boa – Quem está do outro lado}
Zeca – Sou eu, Zeca. Tô adorando ouvir o seu programa, Doutor. Ele é diferente de todos os que já ouvi. Se possível, queria ouvir a música “Sementinha” na voz de Liu e Léu. Perdoe-me se falei demais, Doutor.
Doutor Boa – Demais}!! Falou pouco, mas disse tudo, meu caro Zeca. “Sementinha” (Composição de Dino Franco e Tapuan); muito linda esta música. Vale a pena curtir.

Sementinha

Liu e Léu

Lá na casa da fazenda onde eu vivia
numa manhã de garoa e de céu nublado
achei no chão do terreiro uma sementinha
pensei logo em plantá-la num chão molhado
o tempo passou de pressa e a mocidade
chegou como chega à noite ao cair da tarde
veio morar na fazenda uma caboclinha
graciosa, bela e meiga e na flor da idade.
Iniciou-se um romance entre eu e ela
na sombra aconchegante de uma paineira
dei a ela uma rosa com muita esperança
que eu colhi de um galhinho daquela roseira
marcamos o casamento prá o fim do ano
prá mim só existia ela e prá ela só eu
pouco mais de uma semana prá o nosso edílio
a minha flor prometida doente morreu
Arranquei o pé de rosas na primavera
e plantei na sepultura de minha amada
todas as tardes eu molhava com o meu pranto
a roseira foi murchando e acabou em nada
a chuva se foi embora e o sol ardente
matou a minha roseira e secou o meu pranto
só não matou a saudade da caboclinha
pois eu vejo a sua imagem em todo o canto
Por isso é que eu vivo longe da minha terra
seguindo a longa estrada da minha vida
procuro viver sorrindo, mas, no entanto
eu choro ao me recordar amada e querida
o destino como sempre é caprichoso
é cheio de traições e de sonhos loucos
tal qual aquela roseira e a minha amada
eu pressinto que também vou morrendo aos poucos.
TRIIM – Eis alguém do outro lado.
Doutor Boa – Bom dia! Quem está do outro lado}
Suzana – Bom dia! Sou eu, Suzana. Lindo o seu programa, Dr. Boa! Só toca sucesso mesmo. Parabéns! Uma pergunta: rola sucessos internacionais também}
DR. Boa – É claro que sim, Suzana. A música é universal; ela é simplesmente a linguagem da alma; é linda por ser linda e, isto é: quando ela realmente é linda, não é} O que deseja ouvir}
Suzana – “How can you mend a broken heart” (de Barry Gibb, Bee Gees) Na voz do cantor Al Green.
Dr. Boa – Seu pedido é uma ordem. Ouça, querida.

How Can You Mend A Broken Heart

Al Green (Composição e Música de Barry Gibb)

How Can You Mend A Broken Heart

I can think of younger days when living for my life
Was everything a man could want to do
I could never see tomorrow, I was never told about the sorrow

And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
How can you mend this broken man?
How can a loser ever win?
Please help me mend my broken heart and let me live again

I can still feel the breeze that rustles through the trees
And misty memories of days gone by
We could never see tomorrow, no one have told us about the sorrow

And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
How can you mend this broken man?
How can a loser ever win?
Please help me mend my broken heart and let me live again

Como Você Pode Consertar Um Coração Partido?

Eu lembro dos dias mais jovens quando vivo minha vida
Era tudo que um homem poderia desejar fazer.
Eu não conseguia ver o amanhã, e nunca me contaram sobre o sofrimento.

E como você pode consertar um coração partido?
Como você pode impedir a chuva de cair?
Como você pode impedir o sol de brilhar?
O que faz o mundo girar em círculos?
Como você pode consertar este homem partido?
Como pode um perdedor algum dia vencer?
Por favor, ajude-me a consertar meu coração partido e deixe-me viver novamente.

Eu ainda posso sentir a brisa sussurrando através das árvores
E as lembranças nebulosas dos dias que se foram.
Nós nunca conseguíamos ver o amanhã, ninguém disse uma palavra sobre o sofrimento.

E como você pode consertar um coração partido?
Como você pode impedir a chuva de cair?
Como você pode impedir o sol de brilhar?
O que faz o mundo girar em círculos?
Como você pode consertar este homem partido?
Como pode um perdedor algum dia vencer?
Por favor, ajude-me a consertar meu coração partido e deixe-me viver novamente.

DR. BOA: Existe muita, mas, muita coisa linda na verdadeira música mundial, gente. Que bom se esta geração moderna atentasse mais para aquilo que realmente é bonito, não é. Finalizo aqui esta programação com uma das músicas mais lindas que já pude ouvir. Espero que vocês gostem.

João e Maria

Chico Buarque

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?
A melodia da canção foi composta por Sivuca. Segundo Chico, Sivuca enviou a ele uma fita com uma música que ele compôs na década de 1940, época na qual Buarque havia nascido. Decorridos quase trinta anos, em 1976, Chico Buarque ouviu a valsinha e compôs uma letra para ela - segundo ele, baseado em um diálogo de crianças. "Quando eu fui fazer, a letra me remeteu obrigatoriamente pra um tem a infantil."[1] Ainda de acordo com Chico, a letra saiu "com cara de música infantil porque, simplesmente, na fitinha ele dizia: 'Fiz essa música em 1947.' Aí pensei: 'Mas eu criança…' e me levou pra aquilo."[1]
Quando fez a letra de "João e Maria", o próprio Chico não entendeu o que ele tinha querido dizer com o verso "e o meu cavalo só falava inglês". Ele levou o enigma a Francis Hime, que arriscou: "Eu acho que é um cavalo muito educado."[2]
"João e Maria" foi gravada pela cantora Nara Leão, lançada no álbum Os Meus Amigos São Um Barato, de 1977, que contou com a participação de Chico e Sivuca - o primeiro no dueto, o segundo tocando sanfona.[nota 1]
A canção acabou popularizada pela telenovela "Dancin' Days", da Rede Globo. No auge do sucesso de "João e Maria", que muita gente pensava ser apenas de Chico, Sivuca aproveitou uma série de shows que realizava no Rio para corrigir o equívoco: "a letra era do Chico, mas a música era dele há muito tempo".[3]

Notas

1.     No encarte do LP, Nara escreveu: "Pedi uma música ao Chico. Ele me mandou uma de parceria com Sivuca sobre um tema infantil -João e Maria. Dias antes o Cacá Cacá Diegues, que foi marido de Nara e pai de seus filhos Isabel e Francisco] tinha me chamado a atenção para a conversa de Francisco e Isabel com alguns amigos onde eles diziam: "eu era a princesa, eu era o cavalo…" Cacá observou que os tempos do verbo estavam no passado. Um faz de conta, mas ainda no passado. Quando vi a música de Chico, achei engraçado. Ele tinha percebido o universo infantil tão perfeitamente. Não falava pela criança, mas era a criança que falava. O Chico é fogo. Forma e conteúdo perfeitos. A gravação se passou muito tranquila. O Sivuca é uma graça. Fazia questão que a gente chamasse seu instrumento de sanfona e não de de acordeom. Deu um show de musicalidade e gentileza."

Um abraço gente e até a próxima programação.
Dr. Boa.