sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O GRUDE



Anestésio e Anestésia realmente nasceram para ficar juntos e, mesmo que morram, ou, desencarnem, segundo os espíritas, ficarão eternamente juntos, pois seus nomes já estavam escritos nas estrelas e, o encontro aqui na terra, não foi por acaso.
Pensem num amor grude. Pensaram? Chiclete cola, corega, carrapato, perdem feio pro grude dessas criaturas. Se eu vivesse mais duzentos anos, jamais, encontraria um amor assim tão grude feito o desses seres.
Anestésio é de baixa estatura, físico desagonçado, destruturado, assustador, terrível. O sujeito é analfabeto, sem modos, peida e rota em pública e, ainda ri feito um retardado.
Anestésia é uma espécie de rascunho do caos do inferno. Feia que dói a alma de uma indefesa barata querendo dizer em agonia que ela não cai cara.
Que amor é esse Giré dos giros, gira sóis, girações, gerações e de tudo o que gera? Será que a perereca pularia no saco do sapo por amar os sapinhos? Será que a cobra precisaria de um rabo? Pensem num ser de braços, mãos, pernas e pés amputados. Pensaram? De repente, vêm uns bichinhos e bicham a goiaba. Irmandade, coceira é piedade, tem que coçar. Assim é o grude do amor de Anestésio e Anestésia. Um nasceu pro outro e não adianta. O chulé, por exemplo, não existe nada, absolutamente nada que ele mais admire do que os pés. Ele e sua equipe fica puto da vida quando os sujeitos passam creminhos, pomadinhas, etc. A vida deles (vírus do chulé) estão nos pés. Eles podem até morrer numa lavada, cremada ou pomadada, mas, eles voltam. Bobeam pra ver.
Pensem numa bunda. Pensaram? Pois é: a bunda de Anestésia é demais, capaz de abastecer bilhões de vermes parasitas que ficam às escondidas no interior do vaso sanitário esperando massas suculentas de infinitas sustâncias com suas linguinhas fininhas.
Anestésio e Anestésia se amam de tal forma que se anestesiam. Peraí! Não usam drogas, não! É suor de boca, de língua, de hálito, de tudo. Na hora do “lambe boca”, a paixão, o amor grude, se revelam. Miudinhos de lasquinhas de frango ou galinha, carne cozida, frita ou assada saem na risada demoníaca do bafo grude. Que porquice, mãe de toda a imundície! Imaginem vocês, carnes mastigadas prontas para caírem no estômago da miséria serem trocadas nas bocas imundas. Isto é escatológico demais!
Ambos se casaram e, por sorte das crianças, não as tiveram. Deve ter alguma coisa errada no interior desses seres que não produzem genes. Mas, eles não estão preocupados com isso. O que realmente importa para eles é o “Love me tender”, o “Meteoro da paixão”, o “Chá, chá, chá do chun, chun, chun, pega lá dá cá que eu te dou mais um”.
O casal vive de uma energia “amorítica”, de um “lambe bocas” daqueles de limpar os fiapos de carne que ficam nos vão justíssimos dos dentes. Eles não se beijam. Eles se lambem. Isso é um escarro cuspilar que só pela misericórdia das línguas.
Anestésio adora quando encontra em suas refeições cabelinhos de Anestésia. Ele come com prazer e, ainda baba feito um louco e diz: “To comendo teu cabelinho”. Ela também adora os pelinhos de Anestésio, porém, ela arranca-os com seus dentes. E, o macaco perde pra ele na quantidade de, pelo menos pelinhos.
Quando Anestésia vai ao banheiro e, eu diria “privada” mesmo, a porca não quer privacidade não. Chama o amado pra vê-la defecar. E que careta essa imundície faz, amados!
Anestésia:
- Ai! Ai! Han, Hun! Ai! Ai! Han! (PLUFPLOFT)
Anestésio:
- Amor, saiu tudinho, né?
Anestésia:
- Han, hun! Vai à saideira (han) agora: (PLUFPLOFTBUNCHÁCHÁCHÁCHUN<CHUNCHUN)
E eles se lambem, lambem e, não precisa ser bicha francesa pra dizer “UÍ, Mona, que coisa horrorosa!”
Pois é, gente amada: eu achava que tinha visto de tudo, mas, não. Um amor grude feito esse só pela misericórdia da minésia.



Anestésio e Anestésia realmente nasceram para ficar juntos e, mesmo que morram, ou, desencarnem, segundo os espíritas, ficarão eternamente juntos, pois seus nomes já estavam escritos nas estrelas e, o encontro aqui na terra, não foi por acaso.
Pensem num amor grude. Pensaram? Chiclete cola, corega, carrapato, perdem feio pro grude dessas criaturas. Se eu vivesse mais duzentos anos, jamais, encontraria um amor assim tão grude feito o desses seres.
Anestésio é de baixa estatura, físico desagonçado, destruturado, assustador, terrível. O sujeito é analfabeto, sem modos, peida e rota em pública e, ainda ri feito um retardado.
Anestésia é uma espécie de rascunho do caos do inferno. Feia que dói a alma de uma indefesa barata querendo dizer em agonia que ela não cai cara.
Que amor é esse Giré dos giros, gira sóis, girações, gerações e de tudo o que gera? Será que a perereca pularia no saco do sapo por amar os sapinhos? Será que a cobra precisaria de um rabo? Pensem num ser de braços, mãos, pernas e pés amputados. Pensaram? De repente, vêm uns bichinhos e bicham a goiaba. Irmandade, coceira é piedade, tem que coçar. Assim é o grude do amor de Anestésio e Anestésia. Um nasceu pro outro e não adianta. O chulé, por exemplo, não existe nada, absolutamente nada que ele mais admire do que os pés. Ele e sua equipe fica puto da vida quando os sujeitos passam creminhos, pomadinhas, etc. A vida deles (vírus do chulé) estão nos pés. Eles podem até morrer numa lavada, cremada ou pomadada, mas, eles voltam. Bobeam pra ver.
Pensem numa bunda. Pensaram? Pois é: a bunda de Anestésia é demais, capaz de abastecer bilhões de vermes parasitas que ficam às escondidas no interior do vaso sanitário esperando massas suculentas de infinitas sustâncias com suas linguinhas fininhas.
Anestésio e Anestésia se amam de tal forma que se anestesiam. Peraí! Não usam drogas, não! É suor de boca, de língua, de hálito, de tudo. Na hora do “lambe boca”, a paixão, o amor grude, se revelam. Miudinhos de lasquinhas de frango ou galinha, carne cozida, frita ou assada saem na risada demoníaca do bafo grude. Que porquice, mãe de toda a imundície! Imaginem vocês, carnes mastigadas prontas para caírem no estômago da miséria serem trocadas nas bocas imundas. Isto é escatológico demais!
Ambos se casaram e, por sorte das crianças, não as tiveram. Deve ter alguma coisa errada no interior desses seres que não produzem genes. Mas, eles não estão preocupados com isso. O que realmente importa para eles é o “Love me tender”, o “Meteoro da paixão”, o “Chá, chá, chá do chun, chun, chun, pega lá dá cá que eu te dou mais um”.
O casal vive de uma energia “amorítica”, de um “lambe bocas” daqueles de limpar os fiapos de carne que ficam nos vão justíssimos dos dentes. Eles não se beijam. Eles se lambem. Isso é um escarro cuspilar que só pela misericórdia das línguas.
Anestésio adora quando encontra em suas refeições cabelinhos de Anestésia. Ele come com prazer e, ainda baba feito um louco e diz: “To comendo teu cabelinho”. Ela também adora os pelinhos de Anestésio, porém, ela arranca-os com seus dentes. E, o macaco perde pra ele na quantidade de, pelo menos pelinhos.
Quando Anestésia vai ao banheiro e, eu diria “privada” mesmo, a porca não quer privacidade não. Chama o amado pra vê-la defecar. E que careta essa imundície faz, amados!
Anestésia:
- Ai! Ai! Han, Hun! Ai! Ai! Han! (PLUFPLOFT)
Anestésio:
- Amor, saiu tudinho, né?
Anestésia:
- Han, hun! Vai à saideira (han) agora: (PLUFPLOFTBUNCHÁCHÁCHÁCHUN<CHUNCHUN)
E eles se lambem, lambem e, não precisa ser bicha francesa pra dizer “UÍ, Mona, que coisa horrorosa!”
Pois é, gente amada: eu achava que tinha visto de tudo, mas, não. Um amor grude feito esse só pela misericórdia da minésia.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

DR. BOA ENTREVISTA “BEBÊ ARGENTINA”




Finalmente, uma bebê menina. Grandes são os samurais da China; os sanduiches de vinas; a apreensão da maldita cocaína; o queijão de Minas; o silencioso “pum” da surdina; os botecos da esquina; a matéria de toda a obra prima; os poetas e poetizas com suas rimas; a cebola albina; o vitorioso anão que subindo conseguiu chegar lá em cima, no pé de laranja-lima, mas, cai de bunda no chão na terra de gente fina, que é de onde vem à grande “Bebê Argentina”.

Dr. Boa:
- Bebê Argentina, segundo o matemático Osvaldo de Souza, você é uma das criaturas mais inteligentes da globalização das Américas.
Bebê Argentina:
- Pero que sí, pero que non. El hablo bien, sí bien hablo és porqué gusto de hablar. Las personas mi tien como uma neném, mas, las veítas piquititas del célebro sonos muchas adúlteras.
Dr. Boa:
- Você quer dizer: adultas.
Bebê Argentina:
- Pero que sí, pero que non. És tudo uma question de hablar, piensar, compriendes?
Dr. Boa:
- Perfeitamente. Gosta do Brasil?
Bebê Argentina:
- Pero que sí, pero que non. El gusto daqui solamiente das bananas.
Dr. Boa:
- Só das bananas?! Mas, no Brasil tem muitas coisas lindas.
Bebê Argentina:
- Pero que sí, pero que non.
Dr. Boa:
- Gosta de música?
Bebê Argentina:
- Pero que sí, pero que non. El gusto del tango del larranra.
Dr. Boa:
- Tango del larranra?! Não seria tang de laranja?
Bebê Argentina:
- Pero que sí, pero que non. Las vezes non el tudo solamiente uma question. Compriendes?
Dr. Boa:
- Perfeitamente. É impossível não compreender você. O que pretende ser quando crescer?
Bebê Argentina:
- Pero que sí, pero que non. Pretendo ser igual Maradona.
Dr. Boa:
- Pretende ser uma jogadora de futebol?
Bebê Argentina:
- Pero que sí, pero que non. Mara és miha dona, miha madre, compriendes? Ela non faz nada. Compriendes?
Dr. Boa:
- Compreendo. Dizem que você é uma grande compositora e tem muitas músicas. Qual delas faz mais sucesso?
Bebê Argentina:
- “Pero que sí, pero que non, pero que sí, sí, sí, pero que non, non, non”.
Dr. Boa:
- Peraí! Isso é plágio da fabulosa música brasileira do “chá, chá, chá e chun, chun, chun”.
Bebê Argentina:
- Pero que sí, pero que non. Nada sier plagito no cantante del corazonzito.
Dr. Boa:
- Pra finalizar, deixe uma mensagem para os seus admiradores do Brasil.
Bebê Argentina:
- La gente querida, Te quiero. Su formación musical están de enhorabuena. Pero SI que, Pero que no. Aprende a cantar montón de vergüenza.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MALÚ MALÍCIA




Malú era uma mulher muito bonita, casada, carinhosa com seu marido e com seus quatro filhos. O problema de Malú era o fato dela “ver” malícia em tudo. Era extremamente ciumenta e insegura.
Num domingo, Malú estava atarefada na cozinha, preparando o almoço para sua família, quando, de repente, sua filha caçula Magali de 12 anos aparece por ali, irritada:
- Mamãe! Papai quer que eu bata pra ele. Eu não vou bater! Eu não vou bater e ponto final.
Malú regala os olhos e deixa cair uma tigela de cristal no chão que vira em pedaços.
- Bater o quê, minha filha?!
E Magali responde:
- Ovos de pata com caracu, mamãe.
E Malú se tranqüiliza.
- Pode deixar que eu bato pra ele, minha filha. Vocês ainda vão me enlouquecer.
Em seguida, vem Marieta (sua filha de 14 anos).
- Mamãe! Perdi minha boceta.
E, Malú, apavorada, deixa cair o panelão de macarrão no chão.
- O que é isso, minha filha?! Explica direito como é que foi isso!
E Marieta explica.
- Aquela bocetinha que a mamãe me deu de presente (lembra?), onde eu guardava minhas coisinhas.
E, Malú se tranqüiliza.
- Perdeu nada, minha filha. Tá lá na estante, na sala. Mamãe achou e guardou. Vocês ainda vão me enlouquecer.
Em seguida, vem seu filho Moisés (15 anos) clamando.
- Mamãe! Acabei de levar um pau.
Malú, apavorada deixa cair seis pratos no chão.
- O que é isso, meu filho?! Por essa, mamãe não esperava. É natural que esteja doendo.
E Moisés diz.
- A mina me deu uma paulada na cabeça e tá doendo, é claro.
E, Malú se tranqüiliza.
- Que menina maldosa, filhinho! Por que foi que ela te bateu, hein?
- Porque eu furei a bexiga dela.
E Malú, deixa cair mais seis pratos no chão.
- Que bexiga, meu filho?!
E o filho responde.
- Aquela bexiguinha de gás, mamãe.
E, Malú se tranqüiliza.
- Bexiguinha sem graça, né filhinho? Vocês ainda vão me enlouquecer.
Em seguida, vem Mônica, (18 anos) a mais velha.
- Mamãe, o Chico desceu e agora tá subindo.
E Malú tropeça no pé da mesa que bate no fogão, cai água fervendo na mangueira do botijão e acontece aquela explosão. Dana-se tudo. Ninguém se feriu, pela misericórdia do além, porém, a cozinha virou num caos.
- O que é isso, minha filha?! Tome vergonha na cara e, me respeite pelo menos. Que história que é essa de Chico subindo e descendo?!
E Mônica diz:
- Mamãe, to falando do Chico Mura, o japonês que vende legumes e verduras. Vai querer pepino ou não?
E Malú se tranqüiliza.
- Até que um pepininho cai bem, porque o almoço já foi pro pau. Vocês conseguiram me enlouquecer.

Que mulher maliciosa, Giré, meu Deus! Confúcio a entenderia e, Freud a... É melhor não dizer mais nada.

GAROTINHA INTELIGENTE




Sabrina era uma garotinha sabida demais. Dócil, amável e querida por todos. Excepcionalmente inteligente, questionava tudo a seu pai e, não satisfeita com as respostas à suas perguntas, ela mesma concluía suas questões opinando para idéias lógicas e práticas.
Certo dia, estava ela com seu pai, numa fila do caixa de uma casa lotérica quando estaciona um carro forte (aqueles que guardam dinheiro em alto valor), quando saem daquele carro dois homens fardados e armados, com semblantes assustadores, pois, afinal, aquela casa lotérica passaria a eles muito dinheiro, com destinatário ao banco central. Então, Sabrina pergunta a seu pai:
- Papai! Por que esses homens olham feio para todos, segurando essas armas perigosas nas mãos?
O pai, sem jeito, olha para os lados e, responde baixinho à sua filha:
- Por causa dos freqüentes assaltos, minha filha. Bandidos existem por todos os lados e, o pior é que ninguém sabe quem é quem.
E a pequena Sabrina diz:
- Só que isso é assustador para as crianças, para os idosos e, para toda pessoa de bem. Esses homens poderiam estar à paisana entre nós, preparados para proteger o dinheiro, treinados, preparados para a defesa e para lutar, caso necessário.
O pai, algumas pessoas que estavam na fila do caixa, assim como aqueles homens fardados e armados ficaram em silêncio total.
Outro dia, o pai e sua filha estavam no interior de um ônibus circular e, de repente, uma gravação é ouvida: “Cuidado com furtos e roubos no interior do veículo”. E a garota Sabrina, indignada, pergunta a seu pai:
- Papai, por que essa gravação?
E o pai responde:
- Este alerta é para as pessoas de bem ficarem espertas, minha filha. Ladrões existem em todas as partes.
E Sabrina diz:
- Uma empresa de ônibus ganha dinheiro muito mais do que gasta, papai. Que segurança pode ter eu, você e qualquer pessoa de bem no interior deste veículo? E, se o motorista e o cobrador forem ladrões?
O pai, alguns passageiros ficam admirados com a visão sábia de Sabrina.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A VIDA DOS BEBÊS



HOUVE UM TEMPO, QUE EU, NÃO TENDO NADA, ABSOLUTAMENTE NADA O QUE FAZER, DECIDI DISTRAIR-ME PARA ALGUMA COISA LÓGICA, MAS, QUE TIVESSE NEXO, POIS, SINCERAMENTE, NEM TODA LÓGICA PARA MIM, É LÓGICA. FOI AÍ QUE FIQUEI OBSERVANDO AS CRIATURAS DE GIRÉ (DEUS).
ACHEI INTERESSANTE VER AS BARATINHAS BEBÊ BRINCANDO EM CIMA DO DOCE DE BANANA DA NENÊ E, A NENÊ PROTESTAVA NUMA SÓ VOZ: “ABA!” E, AS BARATINHAS HUMILDEMENTE ZARPAVAM DE CIMA DAQUELE DOCE. O INTERESSANTE É QUE ELAS BRINCANDO, ADOÇAVAM SEUS LÁBIOS.
FIQUEI IMPRESSIONADO COM AS BRINCADEIRA MALDOSA DOS BEBÊS ESCORPIÕES. SE UM DELES SE IRRITASSE, O VENENO VINHA DO RABO E, OLHA QUE MATAVA, VIU?

AS FORMIGUINHAS BEBÊ NÃO MAMAM, MAS, DERRAME UMA GOTA DE LEITE CONDENSADO OU NÃO NO CHÃO, OU NA MESA E FIQUE OBSERVANDO O QUE VAI ACONTECER. VAI REUNIR EM VOLTA, EM CIMA, EM BAIXO DAQUELA GOTA NÃO SÓ OS BEBÊS FORMIGAS COMO A PARENTELA FAMILIAR TODA E, VIZINHOS TAMBÉM.

OS PINTOS BEBÊ COM SEUS “PÍU, PÍU” DEIXAM A GALINHA TÃO LOUCA QUE ELA IMPLORA PRA IR PRA PANELA. CARAMBA! ELA JÁ TEM QUE AGÜENTAR O BICO E O CANTO DO GALO (ÀS VEZES, DESAFINADOS) E, AGORA MAIS ESSES EX-OVOS COM PÍU, PÍU. QUE SINA, HEIN!

OBSERVEI TAMBÉM A BRINCADEIRA DOS BEBÊS COELHOS. QUE INTERESSANTE! ELES PULAM, PULAM E CHEIRAM O AR. O OBJETIVO DELES É ALCANÇAR A CENOURA. SE, NO PERCURSO DAS PULADAS, ELES ENCONTRAREM NO CAMINHO UMA CESTA REPLETA DE OVOS DA PÁSCOA, ELES PULAM. CHOCOLATE NÃO, BOBÃO! NÓS QUEREMOS CENOURA, SENHORA. EU TENHO A LEVE IMPRESSÃO QUE ELES QUEREM DIZER ISSO.

OS BEBÊS HIENAS SÃO INTERESSANTES TAMBÉM. RIEM DE TUDO. A MÃE PODE ESTAR SENDO VIOLENTADA, POR UM LOBO E, OS BEBÊS HIENAS FICAM RINDO. VAI ENTENDER OS BEBÊS HIENAS, HEIN!

OS BEBÊS GATINHOS, CONFESSO QUE CHEGUEI A CHORAR. ELES ADORAM LINHAS DE CROCHÊ, SOFÁ, CORTINAS E, A CADA “MIAU” UMA DAS PEÇAS VAI PRO PAU. OS BICHINHOS SE DIVERTEM MESMO, GENTE!

OS BEBÊS CACHORROS, QUE SÃO OS PREFERIDOS PELOS HUMANOS, ADORAM BRINCAR. E, ELES ABANAM SEUS RABOS E DÃO UMA RISADINHA “AU, AU” COM AS BOCAS BEM ABERTAS PURIFICANDO O AMBIENTE COM SEUS HÁLITOS QUE É INCRÍVEL. QUEM GOSTA DE CHEIRO, GERALMENTE VAI GOSTAR DE UM CACHORRINHO. ELES SÃO DÓCEIS, AMÁVEIS E, ADORAM FAZER COCÔ NO JARDIM. FICO COM PENA DOS BEBÊS PLANTAS E TAMBÉM DOS BEBÊS FLORES, MEUS AMORES.

Os bebês pulgas já nascem pulando e, creio que a felicidade geral deles está no pulo. Pulgas não se incomodam com saltos de botas, não precisam calçar tênis, sandálias, sapatos, coturnos, etc. Com seus pesinhos fininhos, elas vão longe, monge.

Uma brincadeira interessante também é a dos bebês bem-te-vis. Garanto que eles não vêem nada. Saem dos ovos e já ficam cantando: “bem-te-vi! Bem-te-vi!” Pelo menos os bem-te-vis brasileiros, né?

Os bebês lagartixas brincam de jacarés abrindo a boquinha correndo atrás das baratinhas; só que jacarés não perdem tempo com baratinhas, preferem carnes bem gordinhas, piá!
Os bebês mosquitos quando aprendem a voar, não querem mais nada. O deus deles é o avião. Se eles pudessem falar, talvez dissessem: “Eta mosquitão grande, sô!”

Enfim, os bebês humanos têm uma conversação excepcional. Confúcio entenderia e Freud explicaria. Acompanhem.

Bebê Leopoldo:

- Babá, piuííí, piuáá! Buá, bebê, giré lelê, lélé. Pega piuíí, Dedé, Didí!

Bebê Leopoldina:

- Buá, piuá! Bibí bobó Didí, dodói! Piuíí, piuíí! Papá, nenê curú.

E, nessa conversação, sabe-se lá porque cargas d’água começam a discutir.

Bebê Leopoldo:

- Aba! Cuca bobo! Buá ca-pe-ta!

Bebê Leopoldina:

- Ca-pe-ta você guri, cari-co-lá.

Então, vem à mamãe deles com uma chineleta nas mãos:

- Como é que foi que a mamãe ensinou?

E eles, com medo de levarem umas chineletadas em suas bundas protegidas com propon com protex, cantam e dançam juntos.

- Eu queiro chun, eu queiro chá, eu quéiro chun, chun, chun, eu quéiro chá, chá, chá.

Que mãe maldosa, hein! Vai que essa moda pega.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

DR. BOA ENTREVISTA “BEBÊ BAHIA”



Gente sorria alegremente, hoje e todo dia, pois, a vida é só alegria. Mesmo que um carrapato esteja sugando o sangue do calo do seu pé, sorria. Pior seria se este carrapato estivesse sugando a sua goiaba. Sorria, mesmo sem dentadura, criatura! Seu galo não precisa de dentista; imagine o tamanho da dor de dente de um crocodilo ou de um jacaré! Se numa dessas eles precisarem de um tratamento de canal ou de um pivô, danou-se tudo. Sorria compadre ou sem padre mesmo. Respeite a cruz, mas, não cruze com bicho que pode dar bicharada, manga. Se a coceira, a frieira, a joanete e o chulé se apaixonarem por seus pés, sorria. Tá podendo, hein, mostrinho! Você pode até não estar sendo filmado, mas, ganhou o diploma de relaxado, seu imundo.
Tenho a honra de apresentar a vocês, o ser do saber, a fila do filé do filo da filosofia; o eco da ecologia, o sobrinho da sobra da tia, o “pum” da peidologia que é, sem dúvida, o Bebê Bahia. Ele é da terra da Maria baiana, ou melhor, da grande Maria Bethânia, irmã do cheiroso Caetano Veloso; Bebê Bahia é a composição da recomposição da matéria espermatozóidica; a lógica da ótica da visão; enfim, sorria. Com você gente, e, para você gente: Bebê Bahia.
Dr. Boa:
- Bebê Bahia, quer dizer que na Bahia é só alegria?
Bebê Bahia:
- Ochente bá! Bahia muito axé giré lelé! Bahia é babá, bebê, bibí, bobó, bobo e bubú.
Dr. Boa:
- Grande Bebê Bahia! Você é poeta também?
Bebê Bahia:
- Babú! Sou poeta do axé giré lelé lilí, piuííí, ochente! Bababunda ou bundababa e... (PUM!!)
Dr. Boa:
- Por essa eu não esperava, Bebê. O gás invisível, porém sentível saiu da do ventre libertando-se da prisão assim tão derepentemente trazer odor docemente terrível. Gosta de ser baiano?
Bebê Bahia:
- Eu goistu. Eu binco sossegadinho ouvindo axé.
Dr. Boa:
- Em sua opinião, o que precisaria mudar aqui no Brasil?
Bebê Bahia:
- Tada, tedi, tidi, todo e tudo. Ochente, bá!
Dr. Boa:
- Entendo. Além de tudo, os irmãos de tudo também o ochente, bá, vieram todos juntos, quem sabe agora muda. Sua inteligência é, sem dúvida, fenomenal. O que pretende ser quando crescer?
Bebê Bahia:
- Petendo ser um bababunda ou um bundababa.
Dr. Boa:
- O que é isso?
- Bundababa. (ATCHIN)
Dr. Boa:
- Isto é incrível! Se a bunda resolve babar, sai de perto. Falando em música, o que curte além de axé?
Bebê Bahia:
- Eu queiro bun, eu queiro da, eu queiro bun, bun, bun, eu queiro da bum, bum.
Dr. Boa:
- Acho que essa grande música vai se aposentar na mídia. E parece que a bebezada adoram ela. Até no sertão do Iraque ela faz sucesso. Para finalizar, deixe uma mensagem para o Brasil, Bebê Bahia.
Bebê Bahia:
- (PUM!!)
Dr. Boa:
- Abrirei a janela, pois, o Brasil entendeu que tu gostas mesmo é de sarapatel, caruru e tapioca. Obrigado, Bebê. Até a próxima reencarnação.

domingo, 2 de setembro de 2012

O FANTÁSTICO MUNDO DOS PERNILONGOS



Um bebê pernilongo curioso pergunta para sua mãe:
- Mamãe, o que eu vou ser quando crescer?
Sua mãe sorridente acaricia suas asinhas e lhe diz:
- Será um pernilongo, meu filho.
E o bebê pernilongo fica triste.
- Mas isso não tem graça minha mãe. Já sou um pernilongo.
- Não, meu filho. Você é apenas um bebê pernilongo. Tem manhas e artimanhas que você ainda não conhece. Seu pai por exemplo, é um pernilongo formado. Siga o exemplo dele e continue voando.
- Mamãe, isso não tem sentido. Que graça tem em ficar voando? Eu queria ser como os bebês humanos que mamam nas tetas, crescem, vão as escolas, jogam bola com seus amiguinhos, namoram, se casam...
Sua mãe sorri:
- Que bebê bobinho é você, meu filho! Nosso mundo é muito mais fantástico e divertido do que o mundo dos humanos. Eles pagam um alto preço na vida para sobreviverem, sabia?
- Mas, isso é o que é vida, mamãe. E, quanto a nós? Ficar só voando e chupando sangue não ta com nada. Eles tem variedades de chuparem muitas coisas como picolés, balas, geladinho, etc...
- Mas eles não voam, meu filho.
- Voar, voar, subir, subir. Que coisa mais sem graça! Eles andam, correm...
- Mas se aborrecem, meu filho.
- Nós também, mamãe. Pernilongos detestam inseticidas e, antes de protestarem já morrem chapados pelo veneno. Que vida sem graça!
- Não pense nas coisas tristes, meu filho. Tá vendo aquela bunda gorda daquele moleque?
- Sim. O que é que tem ela?
- Tem substância, meu filho. Uma gota de sangue daquela bunda alimenta eu, teu pai, você e outras famílias de pernilongos. Ninguém precisa brigar, pois temos comida pra vida toda.
- Que vida sem graça, mamãe! A vida não é só comer não. Eu queria estudar, trabalhar assim como os humanos.
- Que bobinho! Teríamos que tirar um eletroencefalograma para descobrirmos afinal o que é que passa nessa tua cabecinha.
- Eletro o quê?
- Um raio X do crânio, meu filho. Só que no nosso mundo não temos médicos pernilongos e muito menos aparelhagem indicada. Olhe só aquela orelha. Vem com a mamãe, vem.
- Que loucura! Eu não estou com fome.
- Mas tem que chupar, meu filho. Pelo menos o dedão daquele pé. Venha...
- Não, mamãe!
- Que bebê teimosinho é você! Depois vai querer mamar, não é?
- Não, mamãe. Eu não vou querer mamar.
E aquele bebezinho pernilongo cresceu e se tornou um adulto inconformado. Se alimentava de sangue somente para sobreviver mesmo. Seus pais morreram numa bombada de inseticida e ele chorou muito. Dizia pra si mesmo: “Até o final  da vida de meus pais foi sem graça. E agora? Vão pro céu ou pro inferno? Serão ressucitados? Serão julgados por Deus porque Moisés escreveu na Bíblia para se absterem de sangue?
E aquele pernilongo voava triste e cabisbaixo inconformado com a vida sem graça que levava.
Aquele pernilongo admirava demais os humanos. Adora tocar em seus ouvidos sua sinfonia pernilongal. Até que um dia, triste foi esse dia levou uma bofetada em seu frágil e raquítico corpo e morreu. Que morte cruel! Creio que para algum lugar ele foi. O molequinho que o esbofeteou odiava demais os pernilongos. Fazer o quê? Ele deve ter ido para o céu. Tadinho.

A DEPRESSÃO


Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.
Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

Como é? 
Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:
  • Perda de energia ou interesse
  • Humor deprimido
  • Dificuldade de concentração
  • Alterações do apetite e do sono
  • Lentificação das atividades físicas e mentais
  • Sentimento de pesar ou fracasso
Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são: 
  • Pessimismo
  • Dificuldade de tomar decisões
  • Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
  • Irritabilidade ou impaciência
  • Inquietação
  • Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
  • Chorar à-toa
  • Dificuldade para chorar
  • Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
  • Dificuldade de terminar as coisas que começou
  • Sentimento de pena de si mesmo
  • Persistência de pensamentos negativos
  • Queixas freqüentes
  • Sentimentos de culpa injustificáveis
  • Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual

Diferentes tipo de depressão
Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas. 

Depressão e doenças cardíacas
Os sintomas depressivos apesar de muito comuns são pouco detectados nos pacientes de atendimento em outras especialidades, o que permite o desenvolvimento e prolongamento desse problema comprometendo a qualidade de vida do indivíduo e sua recuperação. Anteriormente estudos associaram o fumo, a vida sedentária, obesidade, ao maior risco de doença cardíaca. Agora, pelas mesmas técnicas, associa-se sintoma depressivo com maior risco de desenvolver doenças cardíacas. A doença cardíaca mais envolvida com os sintomas depressivos é o infarto do miocárdio. Também não se pode concluir apressadamente que depressão provoca infarto, não é assim. Nem todo obeso, fumante ou sedentário enfarta. Essas pessoas enfartam mais que as pessoas fora desse grupo, mas a incidência não é de 100%. Da mesma forma, a depressão aumenta o risco de infarto, mas numa parte dos pacientes. Está sendo investigado.

Depressão no paciente com câncer
A depressão costuma atingir 15 a 25% dos pacientes com câncer. As pessoas e os familiares que encaram um diagnóstico de câncer experimentarão uma variedade de emoções, estresses e aborrecimentos. O medo da morte, a interrupção dos planos de vida, perda da auto-estima e mudanças da imagem corporal, mudanças no estilo social e financeiro são questões fortes o bastante para justificarem desânimo e tristeza. O limite a partir de qual se deve usar antidepressivos não é claro, dependerá da experiência de cada psiquiatra. A princípio sempre que o paciente apresente um conjunto de sintomas depressivos semelhante ao conjunto de sintomas que os pacientes deprimidos sem câncer apresentam, deverá ser o ponto a partir do qual se deve entrar com medicações.
Existem alguns mitos sobre o câncer e as pessoas que padecem dele, tais como"os portadores de câncer são deprimidos". A depressão em quem tem câncer é normal, o tratamento da depressão no paciente com câncer é ineficaz. A tristeza e o pesar são sentimentos normais para uma pessoa que teve conhecimento da doença. Questões como a resposta ao tratamento, o tempo de sobrevida e o índice de cura entre pacientes com câncer com ou sem depressão estão sendo mais enfocadas do que a investigação das melhores técnicas para tratamento da depressão.
Normalmente a pessoa que fica sabendo que está com câncer torna-se durante um curto espaço de tempo descrente, desesperada ou nega a doença. Esta é uma resposta normal no espectro de emoções dessa fase, o que não significa que sejam emoções insuperáveis. No decorrer do tempo o humor depressivo toma o lugar das emoções iniciais. Agora o paciente pode ter dificuldade para dormir e perda de apetite. Nessa fase o paciente fica ansioso, não consegue parar de pensar no seu novo problema e teme pelo futuro. As estatísticas mostram que aproximadamente metade das pessoas conseguirá se adaptar a essa situação tão adversa. Com isso estas pessoas aceitam o tratamento e o novo estilo de vida imposto não fica tão pesado.

A identificação da depressão
Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.

Causa da Depressão
A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.
Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos.
É inaceitável como muitas pessoas ignoram esse tópico proferindo palavras que não são nada edificantes. Por exemplo, alguns fanáticos religiosos dizem que depressão é coisa do Diabo; Isso, sem dúvida, é ridículo. Ninguém se deprime porque quer, existe uma série de fatores que pode levar um homem a depressão. Se o coração do sujeito está ancioso, magoado, é evidente que seu estado psiquico, emocional vai se alterar; a perda de um ente querido, uma enfermidade, uma separação matrimonial, enfim, algo triste faz calar um coração. Por outro lado, têm pessoas que não aceitam as confissões de um deprimente e, digo mais: Nem mesmo querem ouví-lo.
A Bíblia relata que o próprio Jesus se deprimiu com a morte do seu amigo Lázaro. (JOÃO 11: 33, 35); O Rei Davi se deprimiu com a doença do seu filho. (II Samuel 12: 16-31); Parece que depressão carrega consigo uma espécie de estigma. Outras pessoas eram rápidas para me julgar. Por quê? Eu não sabia. Até a Bíblia discute depressão. Elias, o grande operador de milagres, ficou deprimido. O Rei Davi, um homem segundo o coração de Deus, entrou em um grande estado de depressão. Jó, um dos homens mais justos de sua época, entrou em depressão a ponto de suicídio. A Bíblia reconhece o desespero e desencorajamento, então por que nós que sofremos com esse mal tentamos ignorar e escondê-lo?
Não podemos encarar os deprimentes como fracos. Se não houvesse problemas no percurso de nossas vidas, creio que nada teria sentido: céticos são frios e calculistas e, estes sim são os deprimentes mais doentes do planeta.
Quando não se pode ajudar um deprimente, o melhor é se calar. Ele, talvez não precisa de nada material e, nem sequer de palavras de auto ajuda e, sim, de compreensão. Se procurou você para um desabafo é porque confiou em seu potencial. Afinal, para que servem os amigos? Para finalizar, lamentavelmente, viver não é só alegria, pois, eu,Dr. Boa, não faço acepção de pessoas; trabalho com os sãos e, principalmente com os doentes.